Brasil
Ministro Silvio Costa Filho assina termo de compromisso para pavimentação do Porto de Santana
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta segunda-feira (15), em Brasília, da assinatura do termo de compromisso que garante o repasse de cerca de R$ 12 milhões para a pavimentação das vias de acesso e da área interna do Porto de Santana, no Amapá. A obra de 1,2 km vai assegurar mais segurança e eficiência na movimentação de cargas, ampliando a competitividade do principal terminal portuário do estado.
Localizado no município de Santana, a 18 km de Macapá, o porto é administrado pela Companhia Docas de Santana (CDSA), vinculada à Prefeitura Municipal de Santana. Situado na foz do rio Amazonas, o complexo é considerado o principal porto do Amapá e desempenha papel estratégico no escoamento da produção local pela Estrada de Ferro Amapá, além de garantir a chegada de produtos industrializados e alimentos ao estado.
“O Porto de Santana é estratégico para o Brasil. Com essa obra, vamos oferecer condições modernas e competitivas para impulsionar o setor produtivo, gerar empregos e garantir que o Amapá ocupe seu lugar como polo de desenvolvimento regional”, afirmou.
O governador do Amapá, Clécio Luís, ressaltou a importância histórica e internacional do porto. “Santana nasceu em torno do porto, que antecedeu a própria cidade. Esse porto tem todas as condições de se tornar um dos maiores cases de sucesso do Brasil. O mundo está de olho no potencial do Amapá”, disse.
O prefeito de Santana, Sebastião Rocha, lembrou que a pavimentação atende a uma demanda antiga. “Durante anos, a via de acesso mais parecia uma estrada precária, sem pavimento adequado e até alvo de ações judiciais. Agora teremos uma requalificação completa, que recoloca o Porto de Santana como eixo logístico nacional”, afirmou.
Com dois píeres, de 200 e 150 metros de extensão, ambos com 21,6 metros de largura e calado de até 11,5 metros, o terminal movimenta cargas como minério de ferro, madeira, soja, milho, manganês, fertilizantes e alimentos. Anteriormente chamado Porto de Macapá, o empreendimento também é referência histórica, foi responsável por 80% do manganês exportado pelo Brasil entre 1947 e 1996. Hoje, amplia sua relevância com a expansão das exportações de grãos e com as perspectivas abertas pela exploração de petróleo na costa amapaense.
O senador Randolfe Rodrigues (PT/AP) destacou que o porto vive um novo ciclo de crescimento. “Esse é um ativo que tem o que já foi, mas também o que virá: grãos, petróleo e novas oportunidades. Em 2024, exportamos mais de 817 mil toneladas de soja. Só no primeiro semestre deste ano já foram 1,6 milhão de toneladas. E tudo isso será feito com responsabilidade ambiental, sem derrubar uma árvore sequer”, declarou.
Para a deputada Aline Gurgel, a assinatura é fruto da mobilização política da bancada do estado. “Atuamos junto ao ministério e à Casa Civil para garantir os recursos, e hoje vemos o resultado dessa união em prol do Amapá”, completou.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Pioneiro no país, Núcleo de Telessaúde de Parintins completa 20 anos ampliando acesso à saúde na Amazônia
Neste domingo (20), o Núcleo de Telessaúde de Parintins (AM) completa 20 anos de uma trajetória marcada pelo uso da tecnologia para aproximar o cuidado em saúde de populações que enfrentam grandes distâncias e desafios de deslocamento. Em 2006, Parintins foi o primeiro município do país a receber um núcleo de telessaúde. Duas décadas depois, a experiência permanece em expansão e integra um cenário nacional de fortalecimento da telessaúde no Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, Parintins dispõe de 22 pontos de telessaúde: nove em unidades de saúde ribeirinhas, incluindo a unidade fluvial, seis em unidades urbanas da Atenção Primária à Saúde (APS) e sete em serviços especializados. A estrutura possibilita a oferta de teleconsultas, teleinterconsultas, telediagnóstico e outras modalidades de atendimento, articulando profissionais locais a uma rede de especialistas.
A estratégia tem impacto particular nas comunidades ribeirinhas, onde o deslocamento até a sede do município pode levar horas e depende das condições dos rios. Desde abril deste ano, as nove unidades de saúde ribeirinhas contam com salas de telessaúde, ampliando a possibilidade de atendimento especializado sem que o usuário precise se deslocar para a área urbana em situações que podem ser resolvidas de forma remota.
“Parintins celebra com muito orgulho duas décadas de Telessaúde, uma iniciativa que vem encurtando distâncias e garantindo equidade no acesso à saúde para cada paciente e profissional de saúde que confia e depende do SUS em nossa região”, afirma Rafael Prado, coordenador de Saúde Digital de Parintins.
A ampliação foi reforçada com o recebimento de 10 kits multimídia de telessaúde do Ministério da Saúde, dos quais sete foram destinados à área ribeirinha e três à área urbana. Em junho, a Portaria GM/MS nº 11.601 autorizou R$ 1,04 milhão para a estruturação do Núcleo de Telessaúde de Parintins, no âmbito da Ação Estratégica SUS Digital – Telessaúde e do Novo PAC.
Atendimento mais próximo das comunidades
De janeiro a agosto de 2026, o sistema de monitoramento municipal contabilizou 1.116 teleconsultas, realizadas com participação de 35 profissionais e produção registrada em 19 unidades de saúde. No mesmo período, foram realizados 4.120 eletrocardiogramas, além de 367 exames laboratoriais descentralizados.
O município também mantém uma rede de oferta de especialidades por telessaúde e articulação com instituições executantes, permitindo acesso remoto a áreas como cardiologia, pediatria, neurologia, endocrinologia, ginecologia, psiquiatria, oftalmologia, ortopedia, odontologia, entre outras.
Na área de telediagnóstico, o eletrocardiograma já é ofertado em diferentes pontos da rede urbana e ribeirinha. Parintins também iniciou a realização de exames laboratoriais no próprio local de atendimento, por meio de equipamentos point of care, com implantação inicialmente nas UBS Naza Barbosa e Padre Francisco Luppino e previsão de ampliação para outras comunidades.
Telessaúde avança no SUS
A experiência de Parintins acompanha um movimento de expansão da telessaúde no país. A estratégia integra o Programa SUS Digital e o componente SUS Digital do Agora Tem Especialistas, com atuação voltada à ampliação do acesso, à qualificação da APS e ao fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde. O Edital nº 3/2025 do Ministério da Saúde ampliou a seleção de projetos de telessaúde, integrados à Rede de Atenção à Saúde e à Rede Brasileira de Telessaúde.
“Parintins tem um significado especial para a história da telessaúde no SUS. Há 20 anos, o município mostrou que a tecnologia poderia aproximar o cuidado de populações que enfrentam grandes distâncias para acessar os serviços de saúde. Hoje, essa experiência se renova, chega às comunidades ribeirinhas e dialoga com uma estratégia nacional de expansão da telessaúde para que o acesso à atenção especializada esteja cada vez mais próximo de onde as pessoas vivem”, ressaltou a Secretária de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida Cina da Silva.
Atualmente, 29 Núcleos de Telessaúde com atuação em âmbito estadual estão credenciados e em funcionamento, enquanto outros 34 encontram-se em implantação. Com a conclusão desse processo, serão mais de 60 núcleos distribuídos pelo país, com cobertura das 27 unidades da Federação.
Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, foram registrados 10.385.351 procedimentos de telessaúde no SUS. Os Núcleos de Telessaúde contabilizaram mais de 3 milhões de teleatendimentos em 2.660 municípios. No mesmo período, a Oferta Nacional de Telediagnóstico em tele-eletrocardiograma, teledermatoscopia e telerretinografia emitiu mais de 3,5 milhões de laudos, alcançando 1.850 municípios.
Infraestrutura para ampliar o acesso
Outra frente de expansão é a implantação de Pontos de Telessaúde nas Unidades Básicas de Saúde. O Novo PAC prevê 7 mil kits de equipamentos para teleconsulta até o final de 2026. A seleção alcançou 4.515 municípios. A Portaria GM/MS nº 7.613/2025 formalizou a seleção de propostas para aquisição dos kits de equipamentos para teleconsulta no âmbito do programa.
Até 30 de agosto, 3 mil kits haviam sido entregues a 1.565 municípios. Outros quatro mil estão em processo de aquisição, com previsão de início das novas entregas ainda em setembro. Os equipamentos são destinados à estruturação dos Pontos de Telessaúde nas UBS, especialmente para ampliar o acesso em territórios remotos ou com maior dificuldade de acesso à atenção especializada.
A trajetória de Parintins, iniciada há 20 anos, demonstra como a incorporação da telessaúde pode apoiar a organização do cuidado em territórios marcados por grandes distâncias, fortalecer as equipes locais e aproximar serviços especializados das comunidades.
Max de Oliveira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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