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Brasil

Ministro Ricardo Lewandowski assina atualização do Pacto Nacional pela Escuta Protegida

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Brasília, 15/10/2025 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, assinou, nesta quarta-feira (15), a atualização do Pacto Nacional pela Escuta Protegida. A iniciativa integra a Crescer em Paz: Estratégia de Justiça e Segurança Pública para Proteção de Crianças e Adolescentes, lançada pelo ministério em abril. O objetivo da atualização é prevenir a revitimização de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência e consolidar uma rede integrada de proteção.

“Com o novo Pacto, o Governo do Brasil olha com atenção redobrada para esse grupo vulnerável”, destacou o ministro.

Para a secretária Nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, a atualização do Pacto também é uma forma de conceder acesso à justiça ao público infantojuvenil. “Para nós, o Pacto pela Escuta Protegida é um mecanismo de acesso à justiça para crianças e adolescentes. A atualização desse pacto é um compromisso extremamente importante para criarmos mecanismos, fluxos, uma gestão mais efetiva para evitar e prevenir a revitimização de crianças e adolescentes dentro da investigação e dos procedimentos judiciais”, explicou.

A atualização marca uma nova etapa do compromisso firmado em 2019 para assegurar a aplicação efetiva da Lei nº 13.431/2017 e do Decreto nº 9.603/2018, que estabelecem os procedimentos de Escuta Especializada e Depoimento Especial de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

O novo documento tem como objetivo fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), promovendo a atuação integrada entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil e garantindo a implementação da legislação em todo o país.

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Entre os principais avanços estão a ampliação da abrangência e da diversidade de participantes, com foco em grupos vulneráveis, como crianças e adolescentes indígenas, com deficiência, LGBTQIA+, migrantes e de comunidades tradicionais. O Pacto também prevê a criação de um sistema unificado para denúncias de violações on-line, o fortalecimento da capacitação profissional e a elaboração de um diagnóstico nacional da violência contra crianças e adolescentes.

Na ocasião, também foi assinado um Memorando de Entendimentos com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), estabelecendo uma cooperação técnica voltada à proteção integral de crianças e adolescentes contra todas as formas de violência.

Assinam o Pacto o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP); os Ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC); da Saúde (MS); do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS); da Cultura (MinC); do Turismo (MTur); dos Povos Indígenas (MPI); da Igualdade Racial (MIR) e das Mulheres (MMulheres); o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); a Defensoria Pública da União (DPU); o Conselho Nacional de Justiça (CNJ); o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP); o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda); o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Condege); o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil; as organizações Childhood Brasil e Instituto Alana.

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Parceria com o Unicef

Na prática, o Memorando de Entendimentos com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), busca fortalecer políticas públicas de prevenção, escuta protegida e acesso à justiça, além de promover um modelo protetivo de segurança pública em todo o território nacional. A parceria integra o Pacto Nacional pela Escuta Protegida e o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci II), com ações voltadas especialmente para territórios vulneráveis, em articulação com as iniciativas Selo Unicef e #AgendaCidadeUNICEF.

O Unicef oferecerá apoio técnico e metodológico, enquanto o MJSP será responsável pela coordenação da implementação e pela articulação de parcerias locais e nacionais. O acordo contempla também o enfrentamento à violência armada, à discriminação racial e de gênero, e à violência sexual online, com o objetivo de fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) e consolidar um modelo nacional de atendimento humanizado e intersetorial voltado à infância e à adolescência.

O representante do Fundo da Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman ressaltou os ganhos para a rede de proteção. “Estamos muito animados em ver concretizada a assinatura da nova versão do Pacto Nacional pela Escuta Protegida, que traz avanços significativos para garantir que as crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência recebam o acolhimento e o atendimento necessários para a sua proteção”, concluiu.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

MME publica diretrizes para leilão inédito de armazenamento de energia em baterias no Brasil

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O Ministério de Minas e Energia publicou, nesta quarta-feira (3/6), a Portaria Normativa que estabelece as diretrizes e a sistemática do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, por meio de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias – LRCAP de 2026 – Armazenamento. A medida representa um marco para a modernização do setor elétrico brasileiro, ao viabilizar a contratação de sistemas de baterias em larga escala para reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a iniciativa une segurança energética, transição energética e a política industrial desenvolvida pelo governo liderado pelo presidente Lula. 

“O Brasil dá mais um passo decisivo para modernizar o seu sistema elétrico. O leilão de baterias vai permitir armazenar energia e entregá-la nos momentos em que o sistema mais precisa, aumentando a estabilidade, aproveitando melhor as fontes renováveis e estimulando a produção nacional de equipamentos estratégicos para a transição energética”, afirmou.

A novidade é que o certame será estruturado em dois leilões distintos, nos dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, será destinado a sistemas de armazenamento de energia em baterias que atendam aos requisitos mínimos de nacionalização, conforme critérios de credenciamento no âmbito do Sistema CFI do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O segundo, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento em baterias. 

Os leilões terão como objetivo contratar disponibilidade de potência, em megawatts (MW), a partir de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias eletroquímicas. Esses equipamentos poderão armazenar energia elétrica e devolvê-la ao sistema quando houver necessidade operativa, contribuindo para o atendimento da demanda nos horários de maior consumo. Em paralelo, também contribuem para a gestão de excedentes de geração renovável e para o aumento da flexibilidade do SIN.

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Armazenamento Nacional

O LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, por ser realizado primeiro, terá a prioridade no atendimento da demanda a ser definida, observada a capacidade produtiva nacional apurada e a quantidade definida para atendimento às necessidades de potência do Sistema Interligado Nacional – SIN. 

Quem poderá participar do leilão

Somente poderão participar do leilão novos Sistemas de Armazenamento de Energia – SAEs, ou seja, baterias novas, conectadas ao Sistema Interligado Nacional – SIN.

Esses empreendimentos poderão ter ponto de conexão próprio ou compartilhar o ponto de conexão e as instalações de interesse restrito com outros agentes. A regra amplia as possibilidades de participação, favorece o melhor aproveitamento da infraestrutura elétrica existente ou planejada e assegura que os projetos contratados representem nova capacidade de armazenamento para atendimento ao sistema elétrico.

Contratos

Em ambos os casos, os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. 

A contratação será feita por meio de Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAPs), com remuneração pela disponibilidade da potência contratada. Os empreendimentos vencedores deverão atender aos comandos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para recarga e descarga, tanto na programação diária quanto na operação em tempo real.

Critérios

Entre os principais requisitos técnicos previstos estão a disponibilidade mínima de 30 MW, capacidade de operação contínua por pelo menos quatro horas, eficiência total mínima de 85%, tempo máximo de recarga completa de seis horas e atendimento aos requisitos técnicos de conexão definidos por ONS e EPE, incluindo funcionalidades de grid-forming. 

O cadastramento dos projetos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) será realizado entre 15 de junho de 2026 e 31 de julho de 2026. Excepcionalmente, a apresentação de Licença Prévia, Licença de Instalação ou Licença de Operação não será requisito para a habilitação técnica, cabendo ao edital definir o prazo para obtenção do licenciamento ambiental pelos projetos vencedores. 

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Para o leilão com conteúdo nacional, a assinatura do contrato ficará condicionada à apresentação de documentação comprobatória emitida pelo BNDES, referente ao credenciamento do sistema de armazenamento no Sistema CFI. A medida busca compatibilizar a contratação de potência para segurança do sistema elétrico com o estímulo à indústria nacional de equipamentos para armazenamento de energia.

A portaria também prevê mecanismos de competitividade locacional. Projetos conectados em pontos do SIN que proporcionem benefícios sistêmicos adicionais poderão fazer jus, exclusivamente para fins de competição no leilão, à aplicação de bonificação locacional, conforme estudos da EPE e do ONS. Esses pontos estão definidos no Anexo II da  Portaria.

Esse mecanismo busca valorizar empreendimentos cuja localização contribua de forma mais eficiente para a operação e a expansão do sistema elétrico, considerando aspectos como a redução de restrições de transmissão, o alívio de carregamentos em áreas críticas, o aumento da confiabilidade do atendimento e a melhor integração dos recursos contratados às necessidades elétricas do SIN.

Com a publicação da portaria, o MME consolida as bases para a primeira contratação estruturada de sistemas de armazenamento em baterias. A iniciativa reforça o papel das baterias como tecnologia estratégica para a transição energética brasileira, ao ampliar a confiabilidade do sistema e permitir maior integração de fontes renováveis variáveis à matriz elétrica nacional.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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