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Educação

Ministro destaca valorização docente em coletiva de imprensa

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Nesta segunda-feira, 6 de outubro, o ministro da Educação, Camilo Santana, participou de coletiva de imprensa com mídias independentes promovida pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, veiculada no canal da organização no YouTube

A bancada de entrevistadores incluiu profissionais dos veículos Brasil 247, Brasil de Fato, CartaCapital, ICL Notícias, Fórum, TV PT e TVT. Santana abriu espaço para que os jornalistas abordassem temas relevantes para a educação nacional e reafirmou o compromisso do governo federal com a valorização dos professores brasileiros, destacando as políticas públicas voltadas à formação e ao fortalecimento da carreira docente. 

O ministro reconheceu os avanços no tema, mas ponderou que ainda há desafios. “O professor, principalmente da educação básica, não é valorizado no país. Apesar de o presidente Lula já ter garantido o piso do magistério, ainda não chegamos ao ideal”, afirmou. 

Santana ressaltou que o Ministério da Educação (MEC) tem adotado medidas estruturais para estimular a formação e a permanência de professores na carreira, com a criação do programa Mais Professores. Ele detalhou também as iniciativas voltadas à melhoria da qualidade do ensino e ao aperfeiçoamento profissional de educadores. “Fizemos mudanças estruturais, como o novo Enade, o fim da licenciatura a distância e a criação da Prova Nacional Docente, além da formação continuada dos professores”, explicou. 

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O ministro enfatizou que o fortalecimento do piso constitucional da educação é uma prioridade. “Seremos terminantemente contra qualquer mudança no piso constitucional em relação à educação desse país”, declarou, em resposta a questionamentos sobre propostas que pretendem desvincular os recursos da área. Segundo ele, as metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE) — como ampliar o ensino em tempo integral, o acesso à educação superior e às creches — só serão possíveis com a garantia de mais investimentos para a docência. 

Ele destacou ainda a importância de programas que estimulem o ingresso na carreira, como o Pé-de-Meia Licenciaturas. “O que fizemos foi, primeiro, estimular os jovens a escolherem o magistério, e, segundo, promover mudanças estruturais que assegurem qualidade na formação e na aprendizagem”, afirmou. 

3ª Semana de Educação Midiática – O ministro aproveitou a coletiva para reforçar a importância do debate sobre o uso responsável das mídias digitais nas escolas, tema que será destaque na 3ª Semana de Educação Midiática, promovida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) em parceria com o MEC. “Na 3ª Semana de Educação Midiática, vamos tratar de cidadania digital, que para mim é o grande tema. É importante pensar as questões digitais com fins pedagógicos”, observou Santana. 

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A iniciativa, que ocorre entre 28 e 31 de outubro, busca fortalecer o papel de professores e estudantes na construção de uma cultura de cidadania digital e combate à desinformação, em sintonia com o compromisso do governo de promover uma educação crítica e inclusiva. 

5ª SNEPT – Outro grande evento organizado pela pasta foi tema da conversa, a 5ª Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), que reunirá mais de 400 projetos de 63 instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O encontro, realizado em Brasília entre 7 e 9 de outubro, tem como objetivo evidenciar iniciativas inovadoras e fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e extensão — pilares essenciais para o desenvolvimento de uma educação pública de qualidade e para a formação de profissionais que transformarão o futuro do país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC debate educação especial inclusiva com dirigentes municipais

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Durante as discussões do 11º Fórum Extraordinário da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Ministério da Educação (MEC) apresentou, na segunda-feira, 25 de maio, os desafios e as perspectivas para a implementação da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei). Entre os tópicos levantados estão o aumento de 82% no número de matrículas da educação especial, que chegou a 2,5 milhões de alunos em 2025, e a elevação gradativa no percentual de matrículas de alunos de 4 a 17 anos de idade com deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação que frequentam classes comuns, passando de 93,5% em 2021 para 96% em 2026.  

Também foi discutida a importância da formação continuada de profissionais da educação, em especial os que atuam na educação especial inclusiva. Entre 2022 e 2025, foram ofertados 252 cursos, representando um aumento de 267% no período. Além disso, mais de 98 mil cursistas foram beneficiados, representando um aumento de 216,9% no período de 2022 a 2025.  

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo, destacou, no entanto, que apesar do aumento da oferta e do investimento em formação, o número de profissionais formados ainda é baixo, representando um desafio importante na implementação da política. A secretária defendeu a necessidade de um esforço das redes de ensino para tornar a formação continuada de professores obrigatória.  

 “As redes de ensino precisam ter uma política deliberada de formação de professor. O MEC financia, mas as redes precisam criar uma forma de obrigação para que esses cursos sejam feitos. Os dados mostram que o curso está lá, sendo ofertado, e o professor que quer, faz. Mas assim não vamos enfrentar esse desafio. Os cursos não podem mais ser discricionários”.  

Diante do desafio da formação, a secretária falou sobre a criação, pela Portaria nº 421/2026, dos Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviço, que estarão distribuídos em todo o país com o objetivo de atender às especificidades das redes de cada estado. O normativo estrutura a governança da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei) e operacionaliza a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei), estabelecendo competências e formas de composição de cada um dos seus eixos estruturantes.  

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A portaria também reafirma que a educação especial inclusiva deverá ocorrer de maneira transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, a fim de garantir o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem. 

Com a Reneei, o MEC cria um desenho bem formulado e detalhado das ações que serão adotadas dentro da Pneei. Ao final, ela objetiva assegurar o direito à educação sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades para os alunos. A rede será composta por: 

  • Estratégia de Articulação Intersetorial: rede de governança que contará com 2.003 articuladores intersetoriais para ajudar as redes e as escolas em atividades. Eles atuarão como pontos focais do MEC nos territórios, apoiando as redes na elaboração e aprovação de normativos da política, além de promover e coordenar as atividades de formação em cada unidade da Federação (UF). Haverá também o apoio à União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e às secretarias estaduais de educação no planejamento e na implementação do plano de ação para a formação de gestores e professores, dentre outros.  
  • Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviço: serão 27 centros, um em cada UF, que ofertarão formação em serviço de modo contínuo para atender às especificidades das redes de cada estado.  
  • Observatório da Educação Especial Inclusiva: será efetivado por meio de parceria com uma universidade federal e deverá estar articulado aos centros de formação e à rede de governança.  
  • Núcleos de Apoio Técnico e Acessibilização de Materiais: responsáveis pela produção de materiais acessíveis, tecnologias assistivas e orientações a profissionais da educação. Esses núcleos já estavam previstos em legislação.  
  • Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo: compreende um movimento protagonizado por autodefensoras e autodefensores, membros de organizações representativas das pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down e autismo, com a finalidade de realizar ações de sensibilização coletiva sobre o combate ao capacitismo no contexto escolar.  
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Pneei – A Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, instituída por meio dos Decretos nº 12.686/2025 e nº 12.773/2025, tem por objetivo reafirmar o compromisso com um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades, assegurando o direito à educação de qualidade e condições de igualdade com os demais estudantes. A Pneei define a educação especial como uma modalidade oferecida na rede regular de ensino, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, para estudantes com deficiência, estudantes autistas e estudantes com altas habilidades ou superdotação, assegurando recursos e serviços educacionais para apoiar, complementar e suplementar o processo de escolarização.   

Fórum – O evento acontece de 24 a 27 de maio e é um espaço para debater a execução das políticas públicas, prestação de contas, planejamento, acompanhamento de programas e estratégias para fortalecer as redes municipais de ensino. O evento reúne mais de 1.500 participantes, entre gestores, técnicos, prefeitos, vereadores, especialistas, convidados e representantes de instituições parceiras de todo o país. A programação conta com palestras, mesas de debate e salas temáticas que abrangem assuntos centrais para as redes municipais de ensino, como educação infantil, educação integral, análise e uso de dados educacionais, neurociência da leitura, inteligência artificial, plano municipal de educação e primeira infância. 

  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

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