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Ministro André de Paula representa o país na Seafood Expo North America

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O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, esteve representando o Brasil em uma missão especial aos Estados Unidos. Ele participou da abertura da Seafood Expo North America, que acontece entre os dias 15 e 18 de março, em Boston, Massachusetts.

O objetivo da missão é reforçar a relação bilateral em matéria de comércio de pescado e contribuir para a normalização das exportações àquele mercado, impactadas por medidas regulatórias e tarifárias recentemente adotadas pelo governo estadunidense.

No Pavilhão do Brasil, o ministro recebeu a ministra da Pesca e Política Oceânica da Noruega, Marianne Sivertsen Næss, e o secretário-executivo da Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT), Camille Jean Pierre Manel.

A exemplo de edições passadas, a participação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) na Seafood Expo North America busca somar esforços com o Consulado-Geral do Brasil em Boston, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA) e o empresariado nacional. A ideia é reforçar a presença institucional do Brasil no evento e promover a imagem do país como fornecedor de alimentos e bioinsumos aquáticos de qualidade, produzidos de forma sustentável.

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Agenda em Washington

O ministro também participou de reuniões no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e na Câmara de Comércio dos Estados Unidos (entidade empresarial). Outros representantes da equipe do MPA participaram de reunião na Embaixada do Brasil e de encontro técnico na Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

O governo brasileiro pretende promover a aproximação com interlocutores locais. Para isso, foi realizado um seminário técnico sobre o pescado brasileiro, seguido de degustação, na sede da Embaixada, na última sexta-feira (13/03).

Esses eventos estão sendo organizados pelo Setor de Promoção Comercial e pela Adidância Agrícola em Washington, em coordenação com o Departamento da Indústria do Pescado da Secretaria Nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do MPA, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Ao falar para os presentes, André de Paula exaltou a parceria com as entidades que representam a pesca e a aquicultura. “Estamos entrando no quarto ano de trabalho no Ministério. Nesse período, já conquistamos parceiros importantes, como é o caso das empresas do pescado e das entidades representativas do setor. Esse é um dos grandes privilégios que tenho ao liderar a construção de políticas públicas para a área”, declarou.

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O ministro também destacou a relevância das exportações de pescado para os EUA. “Mais de 60% do que nós exportamos é para os Estados Unidos. Quando falamos da tilápia, esse número sobe para mais de 90% e só vem crescendo. Isso demonstra nosso entendimento de que o que nos une é o interesse de fortalecer o nosso setor. E esse sucesso é resultado de um esforço coletivo”, concluiu.

Exportações – Cerca de 85% dos alimentos aquáticos consumidos nos Estados Unidos provêm do exterior. Nos últimos três anos, foram importados quase 3 milhões de toneladas de pescado, no valor aproximado de US$ 25 bilhões por ano. As exportações de pescado do Brasil para os EUA têm apresentado crescimento robusto, passando de US$ 23,3 milhões em 2023 (6,5 toneladas) para US$ 53,5 milhões (11,9 toneladas) em 2025.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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