Brasil
Ministra do MCTI acompanha presidente Lula em visita às obras de macrodrenagem em Belém
Nesta sexta-feira (3), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita às obras de macrodrenagem e urbanização do Canal da União, no bairro do Marco, em Belém (PA). A intervenção faz parte de um conjunto de obras que inclui os canais Vileta, Leal Martins e Timbó, já entregues à população.
O projeto tem como objetivo reduzir os problemas de alagamento na capital paraense, aumentando a resiliência da cidade frente a eventos climáticos extremos e contribuindo para a preparação de Belém para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro.
As obras no Canal da União abrangem 350 metros de retificação de canal, 700 metros de rede de abastecimento de água, 700 metros de rede de esgoto sanitário, 450 metros de drenagem pluvial, além da construção de três passarelas, uma ponte e a urbanização viária, incluindo calçadas com piso tátil. O projeto é parte do plano de macrodrenagem da Bacia do Tucunduba, considerado um marco para a melhoria da qualidade de vida nos bairros do Guamá, Terra Firme, Canudos e Marco.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que as obras em Belém vão muito além da preparação para a COP30, deixando benefícios permanentes para a população. “Não tem obra só para a COP. A COP é um evento que vai durar 20 dias, no máximo. Depois, essas obras todas vão ficar para o povo do estado do Pará, para o povo da cidade de Belém. Quando esses canais estiverem bem tratados, estiverem bonitos, as ruas estiverem bem tratadas, aqui também vai vir turista”, disse. O presidente ressaltou que todo o investimento para a conferência ficará para a população.
Histórico
Belém recebe o maior programa de macrodrenagem de sua história, com obras em ritmo acelerado que visam transformar a infraestrutura urbana da capital. Segundo a Agência Pará, já foram investidos mais de R$ 1,6 bilhão na requalificação de 17 canais, essenciais para prevenir inundações e alagamentos, beneficiando diretamente mais de 520 mil pessoas que residem às margens desses espaços. Os trabalhos estão sendo feitos em parceria com a Itaipu Binacional, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Brasil.
O governador Helder Barbalho destacou que as obras contemplam o canal e o entorno, garantindo infraestrutura completa para a população. “Não é apenas o canal que foi feito. As ruas periféricas, as ruas que dialogam com o eixo destes canais, todas estão sendo pavimentadas com drenagem de água e tratamento de esgoto, para que possamos definitivamente resolver os problemas dessas comunidades”, afirmou.
Parque da Cidade
Também na sexta-feira, a ministra do MCTI e o presidente visitaram o Parque da Cidade da capital paraense. Considerada a maior intervenção urbana de Belém nos últimos 100 anos, o local ocupa 500 mil m² de uma área que já foi um aeroporto, no bairro da Sacramenta. O espaço será o principal palco da COP30, abrigando as Zonas Azul e Verde da conferência.
A Zona Azul é o palco onde ocorrem as negociações oficiais, da Cúpula de Líderes e dos pavilhões nacionais. O acesso é restrito às delegações oficiais, chefes de Estado, observadores e imprensa credenciada.
Já a Zona Verde traz visibilidade para soluções e parceiros que fortalecem o compromisso com uma abordagem ambiental, social e de governança (ESG) de diálogo internacional. Com acesso livre ao público, o espaço promove o engajamento democrático, a pluralidade de vozes e a transparência no debate.
Parque Linear da Nova Doca
Na quinta-feira (2), a ministra do MCTI também acompanhou o presidente Lula na cerimônia de anúncios de investimentos em drenagem e de inauguração do Parque Linear da Nova Doca. O novo espaço urbano é uma das obras a serem entregues para a COP30.
O parque é resultado da parceria do governo do Pará com o Governo do Brasil, por meio da Itaipu Binacional, que investiu R$ 312,2 milhões. São 24 mil metros quadrados de área construída e requalificada, distribuídos ao longo de 1,2 mil metros de canal.
O projeto visa melhorar as condições de deslocamento e fluidez do trânsito, com a implementação de via elevada para pedestre. A área conta com equipamentos de lazer, práticas esportivas e academia ao ar livre, quiosques de alimentação, mirantes de contemplação e parque infantil. Além disso, os passeios foram restaurados e uma ciclovia incorporada aos canteiros arborizados.
Brasil
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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