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Brasil

Ministérios da Saúde e da Educação dão posse à nova Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde

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Os Ministérios da Saúde (MS) e da Educação realizaram, nesta quarta-feira (6/5), em Brasília, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a cerimônia de posse dos novos conselheiros da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS). A nova composição marca um avanço na governança da política de residências em saúde no Brasil, com maior diversidade de representação e fortalecimento institucional.

A reestruturação da comissão foi estabelecida pela Portaria Interministerial MEC/MS nº 4, de 1º de abril de 2026, que amplia a participação de diferentes segmentos envolvidos na formação em saúde. Passam a integrar a CNRMS representantes do controle social, residentes, preceptores, tutores, coordenadores de programas, associações científicas e instituições formadoras.

Durante a mesa de abertura, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, Felipe Proenço, destacou o fortalecimento da política de residências como prioridade do Governo Federal. Ele ressaltou o aumento do orçamento da área e a criação de novas bolsas como evidências concretas desse compromisso. “Este é um momento histórico de reconstrução da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde. Depois de um período de esvaziamento institucional e de insegurança sobre a continuidade do financiamento das residências, o Governo do Brasil recompõe, de forma inédita, uma comissão mais plural, mais representativa e alinhada à interprofissionalidade que sustenta o Sistema Único de Saúde (SUS). Essa retomada reafirma que as residências em saúde voltaram a ser prioridade estratégica para o país”, afirmou.

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Proenço também enfatizou a importância de consolidar uma política nacional de residências e valorizou o papel do SUS como espaço estratégico de formação e atuação profissional. “A construção dessa política passa, necessariamente, pelo reconhecimento do SUS e pelo esforço coletivo de todos que atuam na formação em saúde no país.

Representando o Ministério da Educação, o secretário de Ensino Superior (Sesu/MEC), Marcus Vinicius David, destacou a relevância da nova comissão para o avanço da formação em saúde e a integração entre as duas pastas. Segundo ele, a recomposição da CNRMS simboliza um momento de retomada e valorização das diversas profissões da área. O que estamos fazendo hoje é um resgate da importância e do reconhecimento das várias áreas profissionais em saúde, historicamente desvalorizadas. A atuação conjunta entre Saúde e Educação tem sido fundamental para avançarmos na qualificação dos serviços e na formação profissional.

A participação dos residentes também foi destacada durante a cerimônia. A representante do Fórum Nacional de Coordenadores de Residências em Saúde, Rita Nascimento, ressaltou a consolidação da participação dos fóruns na comissão como um avanço histórico, enfatizando como a presença ativa no colegiado permitirá maior acompanhamento das decisões e contribuição efetiva para a política de formação. Esse é um momento muito relevante para nós. Estamos consolidando uma construção coletiva que garante a participação dos fóruns em uma instância decisória. Isso nos permite acompanhar de perto as decisões e contribuir diretamente para o aprimoramento das residências em saúde”, declarou.

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A nova Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde tem como objetivo fortalecer a governança da política de residências no país, contribuindo para a implementação e consolidação de uma Política Nacional de Residências em Saúde, alinhada às necessidades do SUS e da população brasileira. 

Ministério da Saúde
Caroline Fogaça

Fonte: Ministério da Saúde

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Brasil

Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

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Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.

O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.

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“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.

Tecendo o futuro da saúde indígena

A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.

O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

 Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.

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Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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