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Ministério Público do Paraná recebe Elhanei Librelotto no Colégio de Procuradores de Justiça. Posse ocorreu nesta terça-feira (5)

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Colégio de Procuradores de Justiça recebe Elhanei Librelotto

Elhanei Librelotto é a nova integrante do Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público do Paraná. A solenidade de posse no cargo de procuradora de Justiça foi realizada nesta terça-feira, 5 de dezembro, no gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, em Curitiba, com a presença de membros e servidores da instituição, familiares e amigos da empossanda. 

No início da sessão solene, presidida pelo procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, Elhanei Librelotto fez a troca simbólica da veste talar – colocada por seu filho, Johann Piacentini Librelotto de Almeida Paulo –, reafirmou o compromisso legal ao assumir o cargo e assinou o termo de posse, lido pelo promotor de Justiça Wilde Soares Pugliese, secretário do Conselho Superior do Ministério Público.

Homenagens

Após, a corregedora-geral do MPPR, Rosângela Gaspari, destacou a trajetória marcante de Elhanei Librelotto, especialmente o “enorme legado” construído em Maringá, onde atuou por 28 anos. “Tenho certeza de que você assume o novo cargo com a mesma alegria, o mesmo orgulho e com um amor ainda maior pela instituição, que é grata a você por sua atuação sempre firme e honesta. Seja muito feliz nesta nova fase e conte sempre conosco”, afirmou.

Em nome do Colégio de Procuradores de Justiça, o procurador de Justiça Marco Antônio Teixeira, que, em meados de 1988, recebeu Elhanei – na época promotora substituta – na comarca de Cornélio Procópio, deu as boas-vindas à “amiga fraterna daquele tempo e da vida toda”. “Elhanei Librelotto constitui um dos melhores nomes do Ministério Público do Paraná, Ministério Público a que serviu com o melhor de si, cujos valores defendeu com bravura e ao qual devotou cada dia com sentimento límpido dos que têm pureza de alma”, declarou. “Praticava uma forma de Justiça dirigida às pessoas e não aos indivíduos. Fazia parte de sua formação humanística assim ser”, ressaltou.

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Na sequência, a presidente da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), Symara Motter, desejou sucesso e uma profícua atuação à nova procuradora de Justiça e passou a palavra à procuradora de Justiça aposentada Valéria Teixeira de Meiroz Grilo, amiga da empossada desde 1987, para representar a APMP. Em sua fala, Valéria Grilo ressaltou que a posse de Elhanei é um alento para a instituição e para todas as mulheres do MPPR, que batalham para construir um Ministério Público mais inclusivo. “Precisamos cada vez mais utilizar as lentes de gênero na interpretação do direito. E a Elhanei faz parte desse amadurecimento institucional do Ministério Público, passando a reconhecer a influência que as desigualdades sociais, históricas, culturais e políticas a que estão submetidas todas as mulheres ao longo da história exercem na produção e aplicação do direito.”

Momento marcante

Colégio de Procuradores de Justiça recebe Elhanei Librelotto

Elhanei Librelotto iniciou seu discurso destacando que o Ministério Público foi sua opção de vida. A procuradora de Justiça, gaúcha de Seberi, falou também das dificuldades enfrentadas até ingressar na instituição, em 13 de julho de 1988, lembrou de sua ansiedade, na época, pela promulgação do texto constitucional – ela tem uma versão autografada por Ulysses Guimarães – e mencionou os colegas que a apoiaram no início da carreira e que contribuíram para seu crescimento pessoal e profissional. Agradeceu ainda aos assessores e estagiários, aos familiares e a Deus. “Este é um momento que ficará registrado como um dos melhores da minha vida.”

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Ao encerrar a cerimônia, o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, parabenizou a nova integrante do Colégio de Procuradores de Justiça, salientando que Elhanei, ao ingressar na instituição, acrescentou inteligência e brilho ideológico e vocacional ao Ministério Público. “Hoje você está colhendo o que semeou na vida. É uma valorosa mulher que fez seu caminho ao andar, abrindo portas para que outras mulheres também chegassem até aqui. Você praticou a honradez de uma carreira e está aqui porque merece”, disse Giacoia.

Trajetória

Elhanei Librelotto ingressou no Ministério Público do Paraná em 1988, atuando como promotora substituta nas comarcas de Cornélio Procópio, Uraí, Assaí, São Jerônimo da Serra e Nova Fátima. Foi promovida a promotora de Justiça de entrância inicial da comarca de Dois Vizinhos (1989) e depois assumiu a Promotoria de Justiça de Congonhinhas. Posteriormente, foi promovida à entrância intermediária de Paranavaí (1991) e à entrância final de Curitiba e Maringá (1995). Em 1996, assumiu as funções junto ao Juizado Especial Criminal de Maringá e depois exerceu suas atribuições junto ao 1º, 2º, 3º e 4º Juizado Especial Criminal da Comarca da Região Metropolitana de Maringá. Em 31 de outubro de 2023, foi promovida por antiguidade ao cargo de 2ª procuradora de Justiça do 5º Grupo Criminal.

Fonte: Ministério Público PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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