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Ministério Público do Paraná oferece denúncia criminal por atos de corrupção ativa e passiva contra dois servidores públicos municipais de Jataizinho e Londrina

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu nesta quarta-feira, 6 de dezembro, denúncia criminal contra dois servidores públicos municipais – um de Jataizinho e outro de Londrina, cidades no Norte Central do estado. Os crimes apontados foram corrupção passiva (14 fatos), corrupção ativa (quatro fatos) e inserção de dados falsos em sistema de informações.

As investigações do Gaeco demonstram que um servidor efetivo da Prefeitura de Jataizinho era autorizado a atuar no município em atividades de interesse da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e em atividades cadastrais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O servidor foi alvo de ação de busca e apreensão no âmbito da Operação Surreal, a partir da qual foi possível identificar, em seu telefone celular, trocas de mensagens entre ele e produtores rurais da região de Jataizinho, nas quais o servidor púbico solicitava e recebia vantagens indevidas (propina) para emissão de documentos e alterações cadastrais do Adapar e do Incra.

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Entre as atitudes ilegais praticada pelo servidor, está a emissão de documentos falsos de transporte de animais, o que possibilitava aos produtores rurais a aquisição de animais sem comprovação da origem, acarretando grave risco sanitário. Alguns documentos eram emitidos com dados falsos que faziam diminuir a incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) relativa ao transporte de animais. Além disso, o servidor fez diversas alterações nos cadastros de imóveis rurais, a pedido dos produtores, inclusive de propriedades em municípios sobre os quais não tinha atribuição territorial para atuar.

Acordos – Os produtores rurais identificados como pagantes das propinas foram ouvidos pelo Ministério Público e optaram por celebrar acordos de não persecução penal, conforme faculta a legislação, por meio dos quais confessaram a prática delituosa e confirmaram que o servidor público efetivamente solicitou as vantagens indevidas. Pelos acordos, os produtores comprometeram-se a pagar R$ 131 mil em favor de entidade pública ou de interesse social, além de comparecerem mensalmente em Juízo durante um ano para justificar suas atividades. Já o servidor de Londrina foi denunciado por corrupção ativa, uma vez, agindo em interesse de terceiros como “despachante”, teria também pago propina para o principal acusado fazer alterações de dados.

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A denúncia foi oferecida ao Juízo Criminal de Ibiporã, sede da comarca da qual Jataizinho faz parte.

Processo número 0005266-65.2023.8.16.0090

Notícias anteriores:

30/8/2022 – Gaeco cumpre mandados em apuração de crimes de extorsão e agiotagem

06/02/2023 – Em Londrina, Gaeco denuncia nove pessoas investigadas a partir da Operação Surreal por falsidade ideológica, usura (agiotagem) e lavagem de dinheiro

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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Estado vai defender na Justiça compra de 26 robôs para agilizar combate a incêndios

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O Governo do Estado vai recorrer da decisão liminar que impede a Defesa Civil de continuar o processo de compra de até 26 robôs de combate a incêndios de grandes proporções. A defesa está amparada por um despacho do Tribunal de Contas de março deste ano que já tinha negado processo similar movido por uma empresa do Espírito Santo que não possui equipamento com as características exigidas no estudo técnico.

O processo de compra teve início com uma ata de registro de preço (e não compra efetiva) da Defesa Civil para aquisição de robôs para enfrentar incêndios em áreas industriais, portos e aeroportos. O projeto faz parte do Plano de Auxílio Mútuo (PAM), desenvolvido pela pasta para enfrentar o aumento de registro de ocorrências desse tipo. Uma empresa alemã ganhou a concorrência porque tem o melhor produtor do mercado.

Esse robô é usado por países de primeiro mundo no combate a grandes incêndios. Ele funciona acoplado a uma mangueira e tem capacidade para gerar fluxo imenso de água para combater grandes incêndios logo no início, o que ajuda também a preservar o trabalho de bombeiros militares diante de cenários muito extremos. O Estado desenvolve essa compra de maneira pioneira no Brasil.

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Nessa semana, no entanto, uma decisão liminar da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba suspendeu a licitação e já comprometeu o calendário de aquisição dos equipamentos. A Procuradoria-Geral do Estado vai entrar com um agravo contra a decisão no Tribunal de Justiça do Paraná e apresentar a documentação técnica que embasa o procedimento. 

E essa aquisição se mostra cada vez mais urgente. Nesta semana o novo relatório do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas apontou para a existência de estiagem em todo o Paraná, o que aumenta o risco de incêndios, principalmente diante da temporada de seca do inverno.

Fonte: Governo PR

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