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Ministério dos Transportes autoriza obras para melhorar tráfego entre DF e Goiás

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Motoristas que circulam diariamente entre o Distrito Federal e Goiás passam a contar com mais segurança e melhores condições de tráfego nas estradas da região. Nesta sexta-feira (17), o ministro dos Transportes, George Santoro, autorizou o início de novas obras em corredores estratégicos, com a implantação de terceiras faixas na BR-070/DF/GO e a duplicação de 16,26 quilômetros da BR-080/DF/GO, em Brazlândia.

“No caminho até aqui, vimos o tamanho do engarrafamento, com trânsito lento e intenso. Mais do que obras, estamos falando de melhorar a vida das pessoas. Essas intervenções garantem melhores condições de deslocamento, geram emprego e dão mais qualidade de vida para quem depende das rodovias todos os dias”, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro.

BR-070

A BR-070/DF/GO vai ganhar novas faixas para melhorar o tráfego e reduzir os sinistros de trânsito. As obras ocorrerão no trecho entre a barragem do Rio Descoberto, em Águas Lindas de Goiás (GO), e Ceilândia (DF). A rodovia federal liga Brasília ao oeste do Brasil, passando por Goiás e Mato Grosso até a região de Cáceres (MT), próxima à fronteira com a Bolívia.

A intervenção consiste na implantação de terceiras faixas ao longo da rodovia, considerada estratégica para a mobilidade entre o DF e o Entorno, conjunto de cidades goianas ao redor de Brasília, de onde milhares de pessoas se deslocam diariamente para trabalhar ou estudar na capital. O trecho concentra um fluxo intenso, com média de 70 mil veículos por dia.

“A BR-070 é uma rota estratégica para o transporte de cargas, com produção que vem de regiões como Cocalzinho [GO] e Girassol [GO], além do norte do estado, e que abastece Brasília e o Entorno. Com essa melhoria, o tráfego pesado passa a ter um espaço mais adequado, o que beneficia o abastecimento e o desenvolvimento da região”, destacou o governador de Goiás, Daniel Vilela.

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O prefeito de Águas Lindas de Goiás (GO), Lucas de Carvalho Antonietti, também acompanhou a assinatura da ordem de serviço e destacou a importância da obra para o município.

“Essa é uma grande conquista para Águas Lindas [GO]. A implantação da terceira faixa até Ceilândia [DF] impacta diretamente a vida de cerca de 70 mil trabalhadores que se deslocam diariamente para Brasília. Com a melhoria, muitos vão ganhar até uma hora por dia no trajeto, somando ida e volta, um tempo precioso que faz diferença na rotina dessas pessoas”, destacou Antonietti.

Infraestrutura rodoviária

O empreendimento faz parte de um contrato de manutenção e conservação que atende a todas as rodovias federais do Distrito Federal sob a jurisdição do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Para 2026, o contrato receberá cerca de R$ 11 milhões, dos quais R$ 5 milhões serão investidos na conclusão da implantação, prevista para até 90 dias.

Em agosto de 2025, o Ministério dos Transportes investiu R$ 14,4 milhões para concluir um novo conjunto de obras de revitalização e manutenção de 50 quilômetros da BR-070/MT, que dá acesso ao Pantanal mato-grossense. Além de mais segurança e fluidez, as melhorias impactaram o transporte de grãos, gado e o ecoturismo na região.

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Em 2024, o Governo do Brasil também autorizou investimento de R$ 50,6 milhões para obras em outros segmentos da BR-070/GO/DF, incluindo a construção e pavimentação de cerca de 8,5 quilômetros.

BR-080

Ainda na cerimônia desta sexta-feira (17), o ministro também autorizou o início das obras de duplicação e adequação de 16,26 quilômetros da BR-080/DF/GO, em Brazlândia (DF), até a divisa entre o Distrito Federal e Goiás. O investimento é de R$ 147,5 milhões.

A obra dá continuidade às intervenções já em andamento na BR-080, entre Taguatinga (DF) e Brazlândia (DF), que preveem a restauração e ampliação de aproximadamente 25 quilômetros com recursos do Novo PAC. As obras foram autorizadas no fim de 2023 pelo então ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo presidente Lula, e iniciadas em 2024.

“Ainda temos gargalos logísticos importantes entre o Distrito Federal e Goiás, e essas obras fazem parte das soluções que estamos estruturando para melhorar a infraestrutura e garantir melhores condições de deslocamento para a população”, completou o ministro dos Transportes, George Santoro.

A duplicação da BR-080 é uma demanda histórica do Distrito Federal e beneficia diretamente a região de Brazlândia, importante polo de produção agrícola. A obra vai melhorar a fluidez do tráfego, reduzir sinistros e diminuir os custos logísticos, além de reforçar o escoamento da produção e a integração entre o DF e Goiás, com impacto direto para cerca de 110 mil pessoas.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Mercado Livre de Energia: entenda como funciona a migração e as regras para contratação de energia

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O Mercado Livre de Energia é a modalidade em que os consumidores habilitados podem escolher de quem comprar energia elétrica e negociar condições contratuais diretamente com fornecedores, geradores ou comercializadores, ampliando a competitividade. Nesse ambiente, é possível definir aspectos como preço, quantidade de energia contratada, prazo de fornecimento, forma de pagamento e, em alguns casos, a origem da energia adquirida.

Todos os consumidores conectados em média e alta tensão, classificados no Grupo A (tensão igual ou superior a 2,3 kV), já estão aptos a migrar. Se a carga individual do consumidor for menor que 500 kW, a participação exige a intermediação de um agente varejista, que gerencia a compra e assume a representação do consumidor junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse formato simplifica toda a gestão da comercialização no mercado livre para consumidores com pequenas cargas.

No Brasil, a comercialização ocorre em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR) – A energia é fornecida pelas distribuidoras com condições definidas pela regulação setorial.
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL) – As condições comerciais são negociadas entre compradores e vendedores.

Como funciona a contratação?

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No Mercado Livre de Energia, o fornecimento do serviço da entrega da energia para o consumidor continua utilizando a rede da distribuidora local, que permanece responsável pela entrega e manutenção do serviço de energia elétrica. A diferença está no modelo comercial, o consumidor segue pagando pelo uso da rede de distribuição (fio), mas ganha a liberdade de negociar o preço e as condições da energia diretamente com geradores, comercializadores ou produtores independentes.

Essa modalidade envolve diferentes agentes do setor elétrico:

  • Geradores – Responsáveis pela produção da energia elétrica;
  • Comercializadores – Realizam a compra e venda da energia;
  • Consumidores livres e especiais – Empresas e unidades consumidoras habilitadas a contratar energia no ACL;
  • Distribuidoras – Responsáveis pela operação e manutenção das redes de distribuição; e
  • Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – Entidade responsável pelo registro dos contratos e pela contabilização e liquidação das operações de mercado.

Quando os consumidores de baixa tensão poderão migrar?

A partir do final de 2027 os consumidores atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV), como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais e indústrias de menor porte, hospitais e escolas, poderão exercer o direito de escolha do seu fornecedor de energia, de acordo com o Decreto nº 13.097/2026. Segundo o texto do regulamento, a abertura de mercado ocorrerá nas seguintes datas para esses consumidores: 

  • Em novembro de 2027 – Todos os consumidores industriais e comerciais com qualquer carga e tensão poderão começar a migrar para o mercado livre;
  • Em novembro de 2028 – Para todos os demais consumidores.
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O texto estabelece o prazo mínimo para que esses consumidores comuniquem à distribuidora a escolha de um novo fornecedor de energia elétrica, de acordo com as próprias necessidades, e determina as regras que precisarão ser obedecidas para fazer a migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Isso inclui requisitos para formalizar a opção, representação por agentes varejistas e prestação de informações aos consumidores. O texto também disciplina o chamado Supridor de Última Instância (SUI), que é quem vai garantir a energia elétrica ao consumidor, caso o novo fornecedor dele tenha algum problema.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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