Brasil
Ministério do Turismo se reúne com representante de plataforma de hospedagem por locação
O avanço expressivo do turismo internacional no Brasil e a ampliação da oferta de leitos para grandes eventos motivaram um encontro estratégico nesta quarta-feira (3). O ministro do Turismo, Celso Sabino, recebeu Fiamma Zarife, diretora-geral do Airbnb para a América do Sul em uma reunião para debater o papel estratégico das plataformas de hospedagem no turismo nacional. O diálogo marca um momento de aproximação entre o poder público e o setor de locação por temporada, visando alinhar estratégias para o desenvolvimento do turismo nacional.
A reunião ocorre em um cenário extremamente favorável para o setor no país. Segundo dados do governo federal, o Brasil já recebeu mais de 8 milhões de visitantes estrangeiros somente neste ano. A expectativa é que esse número continue crescendo, superando a marca de 9 milhões de turistas internacionais até dezembro, impulsionado pela reinserção do Brasil no circuito dos grandes eventos globais e pela maior visibilidade dos destinos nacionais no exterior.
O encontro sinaliza o reconhecimento, por parte do Ministério, de que a diversificação dos modelos de hospedagem é importante para atender ao novo perfil do viajante contemporâneo e para fortalecer a capacidade do Brasil de sediar eventos de grande porte com qualidade e hospitalidade.
Novos Modelos de Hospedagem – Com o aquecimento do mercado e o fluxo intenso de viajantes, a busca por alternativas de hospedagem tornou-se uma pauta central para garantir a competitividade do turismo brasileiro. O retorno do país ao radar de grandes conferências e festivais internacionais exige uma infraestrutura flexível, capaz de absorver picos de demanda.
Para o ministro Celso Sabino, os números recordes refletem a assertividade das políticas públicas e a importância de dialogar com todos os atores do mercado. “Os números comprovam: o Brasil vive hoje o melhor momento da história no turismo. O progresso que celebramos é fruto da parceria estreita e o diálogo permanente com os vários atores do turismo brasileiro”, destacou o ministro
Impacto – Um dos pontos da discussão foi o impacto positivo da plataforma na região Norte, especificamente no contexto da preparação e realização de eventos em Belém (PA). O impacto se deu por meio de esforços do Ministério do Turismo para incrementar a infraestrutura turística da capital paraense, especialmente para absorver o fluxo internacional atraído pela agenda climática e pela COP30.
Diante desses resultados e com a perspectiva de novos eventos internacionais no calendário brasileiro, o Ministério do Turismo e o Airbnb iniciam agora um diálogo mais estreito e contínuo. O objetivo é trabalhar conjuntamente para que a locação por temporada continue atuando como um vetor de desenvolvimento econômico, fortalecendo a oferta turística nacional e gerando renda para as comunidades locais.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente
O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.
Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.
Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.
Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.
A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Painéis temáticos
No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.
O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.
No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.
No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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