Brasil
Ministério do Turismo promove debates estratégicos durante presidência Pro Tempore do Mercosul
Como parte da agenda do Brasil na presidência Pro Tempore do Mercosul, o Ministério do Turismo promoveu, nesta quarta-feira (22), seminários abertos ao público para debater temas estratégicos para o desenvolvimento do setor no Brasil e na América do Sul.
Turismo resiliente e sustentável no contexto da COP30 no Brasil e Rota Turística de Futebol do Mercosul foram os temas de destaque do encontro.
Ana Carla Lopes, secretária-executiva do Ministério do Turismo, esteve presente no evento e destacou o lançamento da Rota, temática que movimenta paixões, economia e cria identidade com as comunidades locais.
“Fico muito satisfeita de saber que o Brasil e o Sul global ganharão com isso, porque o nosso presidente Lula sempre reforça o papel do multilateralismo e reforça o papel do ganha-ganha. Hoje eu convido a todos para ganharem junto conosco”, disse.
Os seminários representam um momento chave para posicionar o bloco como uma potência em duas frentes cruciais: o turismo sustentável, em um diálogo preparatório para a COP30, e o turismo esportivo, aproveitando a paixão compartilhada pelo futebol.
Participaram do seminário sobre Turismo Resiliente e Sustentável a coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do MTur, Carolina Fávero; Heitor Kadri, do Escritório para as Américas da ONU Turismo; André Dias, gerente de Interlocução Ministerial da Embratur; e Jaqueline Gil, da Ampliamundo.
É inegável que os destinos turísticos sofrem com as ações climáticas. Ao falar sobre a temática, Carolina Fávero destacou que o Brasil atua na construção de um turismo que não apenas caminha para a sustentabilidade, mas que promove a resiliência e a regeneração dos territórios.
“Promovemos o desenvolvimento sustentável com resiliência, fortalecemos o financiamento para infraestruturas e valorizamos os modos de vida e a cultura das comunidades com foco na justiça climática, protegendo nosso patrimônio para as próximas gerações”, destacou.
André Dias, da Embratur, reforçou o compromisso do país com práticas responsáveis no setor. “O governo brasileiro tem trabalhado fortemente por um turismo sustentável que promova resiliências e gere emprego e renda”.
A Rota Turística de Futebol do Mercosul, principal legado da presidência brasileira no grupo de turismo do bloco, foi criada para integrar destinos que possuam relevância histórica no futebol. O projeto é uma ação estratégica que utiliza a paixão pelo futebol para aumentar o fluxo turístico internacional entre os países do bloco, fortalecer a marca “Visit South America” e gerar novas oportunidades de desenvolvimento regional.
Participaram do encontro Patrick Corrêa, Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte; o ex-jogador Washington “Coração Valente” Cerqueira, da Associação de Clubes de Futebol do Brasil (APFUT); Heitor Kadri, do Escritório para as Américas da ONU Turismo; Anderson Tebalde, Delegado de Polícia e gerente do Projeto Estádio Mais Seguro; e Tatiana Oliveira, coordenadora de Turismo Responsável da Pasta.
No encontro, Patrick Corrêa destacou a realização da primeira Copa do Mundo de futebol feminino na América do Sul, que acontecerá no Brasil, em 2027. “O futebol é uma potência que gera emprego e renda, indo além da paixão nacional; e o turismo tem batido recordes de recepção de turistas no país. A iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o Ministério do Esporte, é a oportunidade de deixar um legado com a realização da primeira Copa do Mundo Feminina na América do Sul”.
Já Washington Cerqueira, da APFUT, parabenizou a iniciativa. “Essa rota mexe com a paixão nacional e internacional pelo futebol. Além de promover o esporte, fomenta o turismo e movimenta a economia de todos os países envolvidos”.
Durante o seminário sobre a Rota Turística de Futebol do Mercosul, foram apresentadas ações voltadas à segurança e à proteção no turismo. Além do programa “Estádio Mais Seguro”, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Tatiana Oliveira, coordenadora do MTur, apresentou iniciativas como o Código de Conduta Brasil, o Movimento Turismo que Protege e o guia “Dicas para Atender Bem Turistas Mulheres”.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Povos originários e saberes medicinais ancestrais: Brasil e México fortalecem parceria
Os países Brasil e México compartilham da mesma riqueza: uma grande diversidade de povos originários e saberes ancestrais. Na última semana, uma série de agendas técnicas promoveram um aprendizado mútuo e uma aproximação entre políticas de saúde pública. Na capital Cidade do México, o parceiro apresentou sua relevante experiência intercultural. O Brasil, por sua vez, levou a experiência do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), entre outras, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde.
Entre os dias 21 e 23 de setembro, a Sesai apresentou como o país organiza a atenção diferenciada à saúde dos povos indígenas do Brasil, executando a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi). A secretaria atende mais de 821 mil indígenas, falantes de 274 línguas e habitantes de mais de sete mil aldeias. Trata-se de um atendimento que considera as especificidades socioculturais dos povos indígenas, integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
“A diversidade é a razão de existir de um sistema de saúde diferenciado: cada povo tem língua, território, organização social e formas próprias de entender e cuidar da saúde”, reforçou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Entre os indígenas atendidos de todas as regiões do país, estão povos de recente contato, povos isolados e povos em contexto urbano. Para a Sesai, perfis epidemiológicos e culturais diversos exigem respostas específicas, não padronizadas.
Além de apresentar a realidade brasileira, a delegação da Sesai participou de agendas voltadas ao intercâmbio de experiências entre os dois países. O diálogo abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de profissionais e cuidado intercultural. A programação incluiu reuniões com instituições mexicanas, visita técnica a um serviço de saúde no estado de Querétaro, além do intercâmbio cultural dos serviços de saúde.
Medicina tradicional mexicana
Na Cidade do México, os técnicos brasileiros integraram reunião técnica no Centro Especializado en Medicina Integrativa (CEMI), do IMSS-Bienestar, espaço dedicado à medicina tradicional, à atuação de parteiras tradicionais e ao desenvolvimento intercultural.
A delegação conheceu, ainda, a estrutura do CEMI e o trabalho realizado com plantas medicinais. Outro tema destaque da reunião foi a apresentação de experiências mexicanas de organização dos serviços de parteria, incluindo o Centro de Excelência em Partería, Salud Sexual y Reproductiva, em San Miguel de Allende, na condução de modelos de cuidado que articulam diferentes práticas e conhecimentos.
A Sesai foi acompanhada de representantes da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (Sstes), da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
Agenda em Querétaro
No último dia da missão, a comitiva da Sesai seguiu para o estado de Querétaro, onde visitou o Centro de Salud con Servicios Ampliados (CESSA) de Amealco de Bonfil. A unidade desenvolve uma experiência de cuidado que reúne profissionais da medicina convencional e terapeutas tradicionais, como parteiras, erveiros e hueseros.
A delegação brasileira conheceu a organização dos atendimentos e a forma como os diferentes profissionais atuam de maneira coordenada. A visita também incluiu uma recepção tradicional, com elementos simbólicos da cultura local, realizada para dar as boas-vindas à delegação brasileira.
Números do SasiSUS
Atualmente, o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena conta com uma estrutura ampla e um modelo diferenciado, composto por 34 Distritos Sanitários Especiais Indígena (Dsei), 70 Casas de Apoio a Saúde Indígena (Casai), 1.211 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), 388 Polos Base (PB) e 22 mil trabalhadores da saúde indígena, responsáveis por levar atendimento a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país. Na última semana, o SasiSUS completou 27 anos de criação.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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