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Ministério de Portos e Aeroportos e governo do Maranhão antecipam renovação da gestão do Porto do Itaqui até 2051

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A assinatura do termo aditivo de renovação do Porto do Itaqui (MA) foi formalizada nesta quinta-feira (29), em cerimônia que contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; do governador do Maranhão, Carlos Brandão; do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Carvalho Dias; e da presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Oquerlina Costa. O novo contrato prorroga por mais 25 anos a administração do complexo portuário, incluindo o Cais de São José de Ribamar, os terminais de ferry-boat da Ponta da Espera e do Cujupe.

O Porto do Itaqui consolidou-se como um dos pilares do comércio exterior brasileiro, sendo uma das principais portas de escoamento da produção agrícola e mineral do Brasil, especialmente da soja e do milho produzidos na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a renovação do contrato consolida uma trajetória de expansão, que transformou o terminal em um hub logístico vital para o país. “O Porto do Itaqui hoje é uma referência do Nordeste e do Brasil. Nos últimos quatro anos, esse porto teve uma média de mais de 10% de crescimento. É um dos portos que mais cresceram no Brasil, especialmente no transporte de grãos e de minério. Fechamos o ano de 2025 com quase 37 milhões de toneladas transportadas. E a gente espera que, nesses próximos anos, possamos ter esse porto se consolidando ainda mais na região do MATOPIBA, que é estratégica para o desenvolvimento do Nordeste e do Norte do Brasil”, disse.

“O Porto do Itaqui hoje é uma referência do Nordeste e do Brasil. E a gente espera que, nesses próximos anos, possamos ter esse porto se consolidando ainda mais” Silvio Costa Filho

O governador Carlos Brandão destacou que a renovação antecipada visa garantir mais segurança jurídica. “Foram muitos diálogos, muitas reuniões, e hoje é um marco na história do Maranhão. A gente renova essa concessão por mais 25 anos, garantindo segurança jurídica e política para que os empresários possam investir e ter a segurança de que o porto está muito bem administrado”, disse.

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Investimentos previstos

Dois importantes leilões estão previstos para 2026 no Porto do Itaqui. Um deles é da área IQI15, que movimenta granel sólido vegetal, como trigo, milho e soja. Outro é da área IQI16, que movimenta granel sólido mineral, como fertilizantes. Juntos, devem atrair investimentos de cerca de R$ 1,3 bilhão.

A aceleração do processo de renovação permitiu a continuidade dos investimentos em andamento, como a instalação do Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações (VTMIS, da sigla em inglês), pelo Novo PAC, na ordem de R$ 36,3 milhões.

Sustentabilidade e inovação

Além do papel econômico, o compromisso com a sustentabilidade foi pauta no evento. Em sua fala durante a cerimônia, a presidente da Emap, Oquerlina Costa, destacou que a “excelência não se baseia apenas em números, mas na capacidade de operar e inovar de forma eficiente e responsável sob o ponto de vista ambiental”.

Ela também celebrou o reconhecimento nacional das práticas ESG adotadas pelo complexo, destacando que a gestão de Itaqui caminha na vanguarda da agenda verde portuária. “Hoje comemoramos nossa liderança nacional em sustentabilidade, por sermos o primeiro porto público do Brasil a lançar um plano de descarbonização e por termos ganhado também o Selo Pró-Clima, que é um reconhecimento pela excelência em gestão climática concedida pela Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos (ABPD).

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Ainda durante o evento, o governador Carlos Brandão fez questão de agradecer o ministro Silvio Costa Filho, reconhecendo sua trajetória e competência técnica à frente do Ministério de Portos e Aeroportos, afirmando que “o presidente Lula está bem assessorado”.

Por fim, o diretor-geral da Antaq, Frederico Carvalho Dias, destacou a importância dessa renovação. “Não se trata de uma mera renovação. Ocorre aqui também um aperfeiçoamento e uma modernização da gestão portuária, para que a gente obtenha mais eficiência e continue realizando os investimentos que o país precisa. Mais eficiência significa redução do custo logístico e, no fim, maior competitividade nos nossos produtos, no Brasil e no exterior”, afirmou.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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OMS e Unicef destacam avanço do Brasil em vacinação

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Dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que o Brasil reduziu de forma expressiva o número crianças zero-dose, aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP — representada no Brasil pela pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia. Com isso, o país deixou de integrar a lista dos 20 países com o maior número dessas crianças e registrou um dos maiores avanços mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil. 

De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024, alcançando 50 mil em 2025. O resultado representa uma redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.   

Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal ano após ano, ao mesmo tempo em que reduz o número de crianças zero-dose. As organizações atribuem esse resultado ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização, tornando os dados mais precisos e completos.   

O avanço reflete o fortalecimento das ações de imunização desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as estratégias adotadas estão a retoma intensificação das campanhas de vacinação, com a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação em escolas, o fortalecimento da rede de salas de vacina, a melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o monitoramento contínuo das coberturas vacinais em todo o território nacional.   

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Cenário internacional   

Os resultados brasileiros ocorrem em um contexto em que a recuperação da vacinação infantil ainda avança lentamente em nível mundial. Os dados da WUENIC apontam que, aproximadamente 116 milhões de crianças, o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025, receberam ao menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Já 110 milhões (85%) completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, a cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.   

O relatório estima que 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contendo DTP em 2025, indicador utilizado internacionalmente para monitorar crianças zero-dose. Outros 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano.   

Entre os 195 países avaliados, apenas 30 conseguiram ampliar suas coberturas vacinais desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos. O Brasil está entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025 e apresentou o segundo maior crescimento no período, de 19 pontos percentuais, atrás apenas da Líbia.   

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Destaque nas Américas   

Na Região das Américas, o Brasil apresentou desempenho superior ao observado em diversos países. Enquanto algumas nações registraram queda na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2024 e 2025, o Brasil manteve a tendência de recuperação da vacinação infantil e reduziu significativamente o número de crianças zero-dose.   

Em números absolutos, México (218 mil), Venezuela (185 mil), Argentina (101 mil) e Bolívia (89 mil) concentram atualmente os maiores contingentes de crianças zero-dose na região. O Brasil reduziu esse número para cerca de 50 mil crianças, resultado que reforça o processo de recuperação das coberturas vacinais no país.   

As estimativas da OMS e do Unicef são elaboradas anualmente com base nos dados reportados pelos países e constituem a principal referência internacional para o acompanhamento da cobertura vacinal. As organizações ressaltam que o fortalecimento dos programas nacionais de imunização, dos sistemas de informação e das estratégias voltadas à ampliação do acesso às vacinas é fundamental para prevenir surtos de doenças imunopreveníveis e garantir a proteção da população infantil. 

Vanessa Aquino e João Vitor Moura
Ministério da saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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