Brasil
Ministério da Saúde reforça papel estratégico na formação e valorização do trabalho em saúde durante congresso
No segundo dia de atividades pré-congresso do 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), o Ministério da Saúde (MS) realizou diversas atividades, com destaque para o V Simpósio Internacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, uma discussão sobre o papel da gestão do trabalho e da educação em saúde que evidenciou o crescente engajamento de pesquisadores, profissionais e militantes do SUS. O evento reuniu diferentes atores que, em diálogo com o Ministério da Saúde, vêm consolidando agendas voltadas ao fortalecimento das políticas estratégicas para o sistema público de saúde, com foco em inovação, qualificação e valorização das equipes que atuam no cotidiano do SUS.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, Felipe Proenço, ressaltou a importância dessas pautas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS): “O simpósio mostrou, na prática, como a gestão do trabalho e da educação em saúde é estratégica para fortalecer o SUS. Ao colocar no centro a valorização de quem sustenta o sistema todos os dias, e ao defender uma educação crítica e transformadora, o encontro abriu debates fundamentais dentro do congresso da Abrasco e mobilizou pessoas comprometidas com a construção de um SUS mais forte.”
Proenço também destacou iniciativas como o AfirmaSUS, voltado para mudanças nos processos de formação, aproximando a educação das necessidades reais do sistema. Para ele, é essencial manter redes de cooperação e espaços permanentes de debate para enfrentar iniquidades e fortalecer políticas públicas.
O secretário adjunto da SGTES, Jérzey Timóteo, reforçou a necessidade de colocar a equidade no centro das políticas de saúde e afirmou que o encontro é um convite para transformar conceitos em prática: “A equidade deve ser mais do que um conceito teórico, precisa se tornar realidade nas ações de saúde. Apesar dos avanços na atenção primária e especializada, ainda não alcançamos equidade no acesso aos serviços.”
As atividades do pré-congresso ocorreram nos dias 28 e 29 de novembro, enquanto a programação oficial do Abrascão segue de 30 de novembro a 3 de dezembro.
Saiba mais
Organizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) em parceria com a Fiocruz Brasília, o 14º Abrascão teve 10.861 inscritos e 8.398 trabalhos aprovados, consolidando sua edição mais diversa e participativa. O tema escolhido para o Congresso deste ano é “Democracia, equidade e justiça climática: a saúde e o enfrentamento dos desafios do século XXI”.
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Mortes por desnutrição caem 75,7% na Terra Indígena Yanomami
As mortes por desnutrição na Terra Indígena Yanomami caíram 75,7% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2023, quando foi declarada Emergência em Saúde Pública no território. No período, também não houve registro de óbitos por malária, enquanto as mortes por infecção respiratória aguda apresentaram redução de 40,8%.
Considerando todas as causas, o número de óbitos registrados caiu 29,5% na mesma comparação, passando de 224, entre janeiro e junho de 2023, para 158 no primeiro semestre de 2026.
Malária no território Yanomami
Entre janeiro e junho de 2026, foram confirmados 6,8 mil casos de malária na Terra Indígena Yanomami, redução de 50,6% em relação ao mesmo período de 2023. No primeiro semestre deste ano, não houve registro de mortes pela doença.
No mesmo período, foram realizados 145 mil exames para detecção da malária, considerando a demanda espontânea e as ações de busca ativa nas comunidades. O número representa aumento de 85,4% em relação ao primeiro semestre de 2023.
As ações de controle da doença incluem ampliação da testagem, busca ativa, diagnóstico e tratamento. Entre as estratégias adotadas está o uso da tafenoquina para casos elegíveis de malária por Plasmodium vivax. O medicamento é administrado em dose única e atua na prevenção de recaídas da doença. Até o momento, 1.515 pessoas receberam o tratamento no território.
Vacinação e acompanhamento nutricional
O número de doses de vacinas aplicadas no primeiro trimestre passou de 11.273, em 2023, para 20.267, em 2026, aumento de 79,8%. Entre as crianças menores de um ano, a proporção com esquema vacinal completo passou de 28% para 57,6%. O acompanhamento nutricional alcançou 84% das crianças.
As ações no território também incluem iniciativas de segurança alimentar, acesso à água e recuperação da produção tradicional das comunidades.
Estrutura de atendimento
O número de profissionais de saúde no território passou de 690, em 2023, para mais de 2,1 mil, em 2025. Sete polos-base foram reabertos e, atualmente, os 37 polos-base e as 40 Unidades Básicas de Saúde do território estão em funcionamento.
A rede passou a contar também com o Centro de Referência de Surucucu, destinado ao atendimento de casos de maior gravidade e à estabilização de pacientes antes de eventuais transferências.
Dos 84 estabelecimentos de saúde no território, 76 contam com sistema de abastecimento de água, o equivalente a 90,5% da rede. Entre abril e agosto deste ano, foram concluídas as unidades de Maloca Paapiú e Kayanaú, além da reforma da unidade de Palimiú.
O monitoramento de medicamentos e insumos abrange atualmente 228 itens, acompanhados semanalmente para orientar a reposição dos estoques. As Casas de Saúde Indígena (Casai) também receberam intervenções em estruturas como banheiros, alojamentos, cozinhas, lactários, sistemas de efluentes e poços.
Para o deslocamento das equipes e o atendimento às comunidades, a estrutura logística conta com 90 embarcações próprias e 43 pilotos fluviais contratados, além de transporte aéreo para localidades de difícil acesso.
Financiamento
Os valores empenhados para o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami foram de R$ 391 milhões, em 2025. Os recursos são destinados às ações e aos serviços de saúde desenvolvidos no território.
Visita técnica
Equipe do Ministério da Saúde realizou, nesta semana, visita técnica à Terra Indígena Yanomami. A comitiva acompanhou o funcionamento de unidades e as ações de saúde e se reuniu com profissionais e lideranças indígenas.
Participaram da agenda o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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