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Ministério da Saúde realiza aula magna do Formatec-SUS em Uberlândia

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Formar profissionais para atender às necessidades da rede pública de saúde passa também pela ampliação e qualificação da formação técnica. É nessa frente que atua o Programa Nacional de Formação Técnica para o SUS (Formatec-SUS), que realizou, nesta quarta-feira (12), na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a aula magna da iniciativa em Minas Gerais.

O Formatec-SUS prevê a oferta de 18.271 vagas em cursos técnicos, especializações técnicas e ações de formação inicial e continuada em áreas estratégicas para a saúde pública, como oncologia, cirurgias e saúde da mulher. Em Minas Gerais, serão disponibilizadas 1.257 vagas, das quais 270 em parceria com a UFU.

Durante a aula magna, o secretário-adjunto da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Jérzey Timóteo, ressaltou a relevância do Formatec-SUS para a formação técnica. “Além das iniciativas já desenvolvidas pelo MS no âmbito da graduação e da pós-graduação, o programa amplia as ações de qualificação voltadas a profissionais técnicos de nível médio que atuam na área da saúde”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, a formação dos profissionais é fundamental para garantir o acesso à saúde nas diferentes regiões do país. “O SUS precisa crescer para ser universal e integral, e o acesso não pode depender do CEP. Nosso sistema é exemplo para o mundo há mais de 30 anos, mas não se constrói um sistema forte sem bons profissionais e uma formação de qualidade. E começamos muito bem aqui, na Universidade Federal de Uberlândia”, afirmou.

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Sobre o Formatec-SUS

O Programa Nacional de Formação Técnica para o SUS (Formatec-SUS) é uma política nacional voltada à formação e à especialização de profissionais técnicos de nível médio da área da saúde. A iniciativa contempla ações de qualificação de trabalhadores e de formação profissional, considerando as necessidades da rede pública de saúde em diferentes regiões do país.

Instituído pela Portaria GM/MS nº 9.038, de 1º de dezembro de 2025, o Formatec-SUS está relacionado a políticas e instrumentos nacionais de educação e formação profissional, entre eles o Plano Nacional de Educação (PNE), o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), a Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT) e o Sistema Nacional da Educação Profissional e Tecnológica (Sinaept).

Caroline Fogaça
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Alerta sobre sarampo nas Américas reforça importância de intensificar vacinação no Brasil

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O avanço do sarampo nas Américas reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. Em alerta epidemiológico divulgado em 7 de agosto, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) aponta que a Região das Américas registra, em 2026, o maior número de casos confirmados de sarampo dos últimos 22 anos e mantém risco muito alto para a saúde pública devido à ocorrência de surtos ativos. Diante desse cenário, a organização recomenda o fortalecimento da vacinação, da vigilância epidemiológica e da resposta rápida aos casos. 

A situação reforça a importância da Campanha de Multivacinação do Ministério da Saúde, que segue até 1º de setembro em todo o país. A estratégia é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos e oferece a oportunidade de verificar a caderneta e atualizar as doses que estiverem em atraso, incluindo a proteção contra o sarampo. 

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e a circulação do vírus em outros países aumenta a possibilidade de importação de casos. No Brasil, o Ministério da Saúde mantém ações de vigilância e vacinação para evitar a reintrodução e a transmissão sustentada da doença. O país recebeu, em novembro de 2024, a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela OPAS e mantém esse status.  

Em 2025, as Américas já haviam registrado 14.891 casos confirmados de sarampo e 29 mortes, número 32 vezes maior que o registrado em 2024. O total de 2025 foi o maior na região desde 2019, quando foram registrados 23.269 casos. Em 2026, o cenário se agravou: até 13 de junho, eram 22.324 casos confirmados em 17 países e territórios, com 38 óbitos. México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá concentram 97% dos casos. 

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No Brasil, em 2026, até o momento, há registro de 24 casos de sarampo, relacionados à importação do vírus. Três foram encerrados sem risco de disseminação e 21 permanecem em acompanhamento em São Paulo: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 18 na capital. 

Vacinação é a principal forma de prevenção 

Diante da identificação de casos no Brasil, o Ministério da Saúde ampliou a estratégia de vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nessas localidades, a orientação é vacinar, de forma indiscriminada, pessoas de 6 meses a 59 anos durante a campanha, conforme as recomendações específicas para cada faixa etária. Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da ação de bloqueio vacinal. 

Para crianças de 6 a 11 meses, a vacina contra o sarampo é administrada como dose zero, adicional e que não substitui as doses previstas na rotina aos 12 e 15 meses. Para as demais idades, a necessidade de vacinação é verificada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal. 

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para reduzir a circulação do vírus e proteger também pessoas que não podem ser vacinadas por determinadas condições de saúde. 

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A estratégia contra o sarampo integra uma mobilização mais ampla. Além da tríplice viral, a Multivacinação contempla vacinas que protegem contra doenças como poliomielite, meningites, pneumonias, coqueluche, febre amarela, influenza, covid-19, HPV e dengue, entre outras. A campanha também marca a primeira edição da Multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. 

A recomendação do Ministério da Saúde é que pais e responsáveis aproveitem a Campanha de Multivacinação para levar crianças e adolescentes a uma unidade de saúde e conferir a situação vacinal.  A estratégia também é uma oportunidade para ampliar a proteção contra doenças que podem voltar a circular quando há queda nas coberturas vacinais. O Dia D de Mobilização Nacional será realizado em 22 de agosto, com ações de vacinação em todo o país. 

Brasil mantém vigilância e reforça vacinação 

O Ministério da Saúde acompanha continuamente a situação epidemiológica do sarampo no Brasil e nas Américas e orienta estados e municípios sobre medidas de vigilância, investigação de casos e vacinação. A pasta também tem intensificado estratégias para alcançar pessoas não vacinadas ou com doses em atraso. 

A recomendação é simples: quem tem criança ou adolescente em casa deve conferir a caderneta e procurar uma unidade de saúde para colocar a vacinação em dia. Manter as vacinas atualizadas é uma das principais medidas para proteger a população e impedir que doenças controladas ou eliminadas voltem a se espalhar. 

 Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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