Brasil
Ministério da Saúde lança Chamada Pública para fortalecer o uso da epidemiologia na Vigilância em Saúde do SUS
Com o objetivo de fortalecer o uso da epidemiologia na Vigilância em Saúde e apoiar a implementação da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) nos territórios, o Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), lançou a Chamada Pública CNPq/MS nº 33/2025 – Pesquisa, Extensão e Formação em Epidemiologia e Vigilância em Saúde, para implementação das primeiras turmas do Curso Básico de Epidemiologia em Vigilância em Saúde – VigiEPI.
A iniciativa é da Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços do Departamento de Ações Estratégicas de Vigilância em Saúde e Ambiente da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (CGDEP/Daevs/SVSA) e é voltada à formação de trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Único de Saúde (SUS) e prevê cerca de 12 mil vagas, distribuídas em todas as regiões do país.
A formação atualiza o tradicional Curso Básico de Vigilância Epidemiológica (CBVE), cuja primeira edição foi lançada em 1983 e a última em 2005. Ao longo de décadas, o CBVE contribuiu de forma decisiva para a formação de profissionais da Vigilância em Saúde em todo o Brasil. O VigiEPI retoma esse legado, incorporando novas abordagens e desafios contemporâneos da saúde pública.
A ação conta com investimento de R$ 11,7 milhões e estabelece como prazo final para a submissão das propostas o dia 31 de março de 2026.
Os projetos deverão contemplar, obrigatoriamente, quatro eixos: análise situacional dos serviços de vigilância em saúde e de formação em epidemiologia e vigilância em saúde nos territórios; implementação da estratégia de formação baseada no VigiEPI; avaliação da formação baseada no VigiEPI; e tradução e disseminação do conhecimento na área de epidemiologia e vigilância em saúde.
Inovação
Como parte do eixo de formação, foi produzido o material didático do curso em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). O conteúdo passou por oficinas de validação com especialistas da academia e com trabalhadores da Vigilância em Saúde do SUS. O material está organizado em três cadernos e pode ser acessado gratuitamente no site do MS.
Com o VigiEPI, o MS espera contribuir para o aprimoramento das ações de Vigilância em Saúde no SUS, fortalecendo as análises da situação de saúde, a tomada de decisão baseada em dados e informações locais e o direcionamento mais assertivo das ações nos territórios. Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, o curso representa um avanço estratégico na qualificação do SUS. “Ao fortalecer a formação em epidemiologia nos territórios, ampliamos a capacidade dos trabalhadores do SUS de analisar dados, antecipar riscos e responder de forma mais oportuna e eficaz aos desafios em saúde pública”, destacou.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Ministério da Saúde mobiliza sociedade na elaboração de propostas para a Agenda 2030 da ONU
O Ministério da Saúde realiza, neste mês de maio, em parceria com movimentos sociais e instituições, Conferências Livres, uma das etapas preparatórias para a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que ocorrerá entre os dias 29 de junho e 2 de julho, em Brasília. Nos encontros, serão elaboradas propostas que vão contribuir com as recomendações do Brasil para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um compromisso firmado pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece um plano de ação estruturado em 18 ODS para enfrentar os desafios globais.
As Conferências Livres organizadas pelo Ministério da Saúde e parceiros focados no ODS 3 – Saúde e Bem-Estar são direcionados a estratégias públicas, com destaque para dois grupos sociais: o Grupo da Terra e o Grupo Periferia, Favelas e Comunidades Urbanas, além de movimentos sociais históricos:
- 14 de maio (9h às 17h) – Conferência Livre com o Grupo da Terra, em formato virtual com inscrições abertas até 12 de maio mediante preenchimento do formulário.
- 20 de maio (9h às 17h) – Conferência Livre voltada às Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas, em formato virtual, com inscrições abertas até 17 de maio mediante preenchimento do formulário de inscrição.
Podem participar gestores públicos, organizações da sociedade civil, representantes de movimentos sociais, coletivos periféricos, universidades, estudantes, usuários e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e demais interessados na Agenda 2030. A mobilização conta com a parceria de instituições como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), o Mapa dos Movimentos Sociais, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Frente pela Vida.
Os debates nas Conferências Livres serão orientados por seis eixos estruturantes dos ODS, fundamentais para orientar os debates, ações e propostas: democracia e instituições fortes; sustentabilidade ambiental; promoção da inclusão social e combate às desigualdades; inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável; governança participativa; colaboração multissetorial; e financiamento da Agenda 2030.
Para o diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) do Ministério da Saúde, André Bonifácio de Carvalho, a participação social é indispensável à construção de políticas públicas. “Os marcos dos ODS, construídos coletivamente com a sociedade, vêm sendo progressivamente incorporados às estratégias nacionais de desenvolvimento do país, nas quais estamos obtendo grandes resultados. Nesse contexto, a realização da 1ª Conferência Nacional é estratégica para o fortalecimento da mobilização social, da governança e da construção participativa de propostas para o país”, afirmou.
Próximas etapas
A etapa das Conferências Livres ocorre em todo o Brasil, organizada por diversas instituições envolvidas com a pauta dos ODS. Como resultado, todas as conferências poderão elaborar de uma a seis propostas, alinhadas aos eixos estruturantes e eleger um delegado para cada 60 participantes, que representará sua região na Etapa Nacional e participará diretamente da elaboração das propostas do Brasil para a Agenda 2030.
As conferências constituem uma etapa preparatória central para a Conferência Nacional dos ODS, caracterizando-se como espaços abertos, plurais e descentralizados de mobilização social e de promoção do debate público sobre os ODS. Seus principais objetivos incluem: ampliar a participação social na Agenda 2030; sensibilizar diferentes segmentos sociais; identificar propostas a partir dos territórios; fortalecer a articulação entre governo, sociedade civil e instituições para a elaboração das propostas.
Objetivos da Agenda 2030
A Agenda 2030 está estruturada em 17 ODS e 169 metas, além disso, em 2023 o Brasil propôs à ONU a criação do ODS 18 – Promoção à Igualdade Étnico Racial. Entre os objetivos específicos dos ODS no Brasil estão: mobilizar diferentes segmentos sociais e institucionais para o engajamento com os ODS; avaliar a implementação da Agenda 2030 nos territórios brasileiros; identificar propostas e boas práticas já em curso no país; fortalecer a articulação entre governo, sociedade civil e setor privado; promover a institucionalização da Agenda 2030 nas políticas públicas; difundir experiências exitosas e estimular estratégias para o futuro do desenvolvimento sustentável no Brasil.
Jaciara França
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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