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Ministério da Saúde e Ipea debatem Índice de Vulnerabilidade Social e Ambiental para o SUS

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Nos últimos dois dias (18 e 19/3), o Ministério da Saúde e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) promoveram um seminário para debater o Índice de Vulnerabilidade Social e Ambiental e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é qualificar o uso de evidências na formulação de políticas públicas, incorporando os determinantes ambientais (como as mudanças climáticas) na saúde, e estruturar uma rede de pesquisadores e instituições para desenvolver a iniciativa.

Atualmente, o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) já é utilizado no SUS. O cofinanciamento federal da atenção primária, por exemplo, leva em conta esse indicador de desigualdades, ou seja, a classificação de vulnerabilidade social do município impacta nos recursos que ele recebe. “Entendemos que é fundamental agregar a dimensão ambiental. A gente precisa repensar o impacto que as mudanças climáticas têm no fazer saúde para que a cobertura não fique prejudicada e que possamos atuar com mais assertividade”, pontuou o secretário adjunto de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto, que lembrou de outras iniciativas da pasta, como o AdaptaSUS.

O diretor de programa da Secretaria Executiva, Nilton Pereira Junior, reforçou a intersetorialidade do SUS e lembrou que, além dos desastres extremos cada vez mais frequentes, como enchentes, as doenças também são determinadas ambientalmente. “Doenças infectocontagiosas, como a dengue, por exemplo, que é uma arbovirose, estão relacionadas ao desmatamento”, afirmou.

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Diferenças dentro do município

Outro ponto central do seminário foi a expansão das Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH), que permitem uma leitura intramunicipal dos dados censitários. Com essa metodologia, será possível identificar desigualdades dentro das próprias cidades, superando a limitação de análises feitas apenas no nível municipal.

“Sair da visão municipal para a visão intramunicipal, na medida do possível, é uma demanda antiga. E isso é fundamental, porque a gente sabe que o Brasil é muito diverso e os contextos locais são muito diferentes”, acrescentou a presidente do Ipea, Luciana Servo, que lembrou da capilaridade territorial da atenção primária, essencial para esse trabalho.

A iniciativa permitirá ampliar significativamente a cobertura territorial dessa análise, alcançando todos os municípios com mais de 100 mil habitantes e as regiões metropolitanas do País, o que representa mais de 60% da população brasileira. “Para a saúde pública, esse avanço é estratégico, pois amplia nossa capacidade de compreender as vulnerabilidades com maior precisão territorial e de orientar decisões mais qualificadas sobre a localização da necessidade de oferta de serviços e a organização das redes de atenção intersetoriais”, concluiu o coordenador-geral de Financiamento da Atenção Primária, Dirceu Klitzke. 

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O seminário ainda promoveu oficinas com instituições de pesquisa, planejamento e produção de dados e iniciou a formação de uma rede nacional de pesquisadores para apoiar o desenvolvimento metodológico e o acompanhamento das análises ao longo da cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e o Ipea.

O evento, realizado em parceria com a Agência Nacional do Sistema Único de Saúde (AgSUS), também contou com representantes da Casa Civil, dos ministérios do Planejamento e Orçamento, do Desenvolvimento e Assistência Social e do Meio Ambiente, além do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Laísa Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

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Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

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“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

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A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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