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Ministério da Saúde apoia consulta ao setor produtivo que identifica oportunidades de inovação radical no SUS

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O Ministério da Saúde tem fortalecido as estratégias voltadas à construção do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, iniciativa que prioriza o desenvolvimento de tecnologias de alto desempenho capazes de ampliar a oferta de recursos, serviços, produtos e equipamentos de ponta direcionados para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

A ação é liderada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e inclui o fortalecimento do processo de diálogo com o setor produtivo, instituições reguladoras, academia e a sociedade civil. De forma articulada, o objetivo é reunir informações estratégicas e fortalecer a capacidade de inovação em saúde. 

Nesse contexto, a SCTIE participou da formulação de uma pesquisa que mapeia a realidade da indústria farmacêutica instalada no país. O levantamento é realizado em parceria com o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), entidade que representa empresas nacionais e internacionais do setor com atuação no Brasil. 

A pesquisa intitulada “Panorama Setorial de Inovações Radicais em Saúde” segue aberta para participação até o dia 9 de fevereiro, por meio do site do Sindusfarma. O questionário é direcionado a profissionais associados com atuação direta ou estratégica na área de inovação. 

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Segundo a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, o objetivo é sistematizar, de forma integrada, diretrizes, prioridades e instrumentos que incorporem ao Programa as diferentes visões do ecossistema de inovação, especialmente aquelas relacionadas aos desafios regulatórios, produtivos e tecnológicos. 

“Ao articular diferentes atores, buscamos uma política pública baseada em conhecimento, capaz de transformar capacidade científica em soluções concretas para o desenvolvimento tecnológico e industrial. A ampliação do diálogo é fundamental para construir um programa consistente e alinhado às necessidades do ecossistema”, destaca De Negri. 

Pesquisa e alinhamento com o setor produtivo 

Um aspecto central da pesquisa é o compromisso com a confidencialidade das informações. Todos os dados fornecidos serão tratados com rigor e utilizados exclusivamente de forma agregada, sem identificação individual de empresas participantes. Essa garantia é essencial para estimular respostas transparentes e assegurar a qualidade do diagnóstico setorial. 

O questionário é composto por 24 questões, organizadas em blocos temáticos com progressão lógica. Entre os temas abordados estão o perfil das empresas, inovação radical, áreas e infraestrutura tecnológica, principais gargalos, regulação, financiamento, resultados já alcançados e perspectivas futuras. 

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Programa de Inovação Radical em Saúde 

Anunciado em novembro passado, o Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde contará com o investimento de R$ 67 milhões por do Ministério da Saúde para acelerar o desenvolvimento de tecnologias inovadoras para o SUS. 

Um dos diferenciais da iniciativa é o acompanhamento de todo o ciclo de desenvolvimento das tecnologias, desde a descoberta científica até a inserção no mercado e no SUS. A proposta é impulsionar inovações de alto impacto, contribuindo para a ampliação da soberania sanitária e tecnológica nacional. 

A estrutura do programa prevê uma governança integrada, com comitês científicos, regulatórios e de negócios, além de infraestrutura tecnológica avançada. O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) atuará como primeiro centro-âncora do programa, dedicado à inovação radical em saúde, reunindo instrumentos, laboratórios e competências científicas voltadas ao desenvolvimento de novas moléculas, insumos farmacêuticos e equipamentos médicos produzidos no Brasil. 

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SUS registra aumento de 138% na distribuição de medicamentos para parar de fumar

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O Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado nas ações de combate ao tabagismo. Nos anos de 2022 e 2025, a distribuição de medicamentos para o tratamento da dependência de nicotina registrou um aumento de 138,51%. Em números absolutos, o volume de itens enviados a estados e municípios saltou de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades. Os dados reforçam a importância do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado no último domingo (31/05).

A oferta dos itens integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que tem a disponibilização dos medicamentos coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde.

Para a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, o crescimento dos números reflete diretamente a busca dos cidadãos por uma vida mais saudável. “Esse aumento evidencia o desejo da população por apoio especializado para abandonar o cigarro, cenário que reforça a importância das políticas públicas de prevenção e tratamento”.

A assistência farmacêutica oferecida pelo SUS conta atualmente com cinco itens essenciais para o suporte aos pacientes na dependência do tabagismo: o cloridrato de bupropiona (150 mg), a goma de mascar de nicotina (2 mg) e os adesivos transdérmicos de nicotina em três dosagens (7 mg, 14 mg e 21 mg). A estratégia também abrange ações de educação em saúde.

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De acordo com a secretária, a prioridade da pasta é assegurar estoques desses medicamentos em todo o país. “Assumimos o compromisso com o fortalecimento das estratégias de abastecimento, distribuição e promoção do uso racional dos medicamentos utilizados no combate ao tabagismo. Garantir que o tratamento farmacológico chegue a quem precisa, de forma contínua, segura e orientada, é um pilar inegociável para o sucesso dessa política de saúde”, ressaltou De Negri.

Confira a relação dos itens distribuídos:

Medicamento 2022 2025
Bupropiona 150 mg 8.682.800 18.628.500
Adesivo de nicotina 7mg 3.136.805  6.326.558
Adesivo de nicotina 14mg 3.141.159  8.135.477
Adesivo de nicotina 21mg 3.581.018  8.897.007
Goma de nicotina 2mg 1.008.240 4.641.540

Roberta Paola e Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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