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Rede LFDA comemora 85 anos de atuação

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A Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (Rede LFDA) comemorou 85 anos de atuação durante a 4ª Semana de Gestão da Rede, realizada em Brasília/DF, nesta quarta-feira (3). Com o lema comemorativo “Ciência e Inovação fortalecendo a Defesa Agropecuária”, a Rede se consolidou como um dos pilares técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), dentro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com papel central na realização de análises de produtos e insumos, além de diagnósticos fundamentais para o enfrentamento de pragas e doenças.

O evento reuniu gestores dos seis Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária e da Coordenação-Geral de Laboratórios Agropecuários (CGAL) para discutir temas estratégicos como gestão orçamentária, inovação tecnológica e melhoria da qualidade laboratorial. A programação incluiu reuniões técnicas, painéis, debates sobre cooperações nacionais e internacionais e o planejamento das ações da Rede para 2026.

Participaram da cerimônia de abertura o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a diretora do Departamento de Serviços Técnicos (Dtec), Graciane Gonçalves Magalhães de Castro, e o coordenador-geral de Laboratórios Agropecuários, Fabrício Pedrotti, e mais de 60 outros integrantes dos LFDA.

Ao longo de sua história, os LFDA acumularam conquistas decisivas para a agropecuária brasileira, como a detecção de fraudes, o reconhecimento internacional do LFDA-SP como Laboratório de Referência da OMSA para a Síndrome Respiratória das Aves, bem como tiveram forte atuação na erradicação da febre aftosa. A trajetória da Rede reafirma seu compromisso em assegurar um futuro seguro e sustentável para a agropecuária do país.

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Lançamento de e-books celebra a história da Rede

Como parte das comemorações, a Rede LFDA lançou dois e-books inéditos que resgatam a memória institucional e reforçam a importância científica e estratégica dos laboratórios para a defesa agropecuária do Brasil. As publicações foram apresentadas na cerimônia de abertura da Semana de Gestão e têm como objetivo preservar a história e disponibilizar conteúdo acessível a profissionais, estudantes e ao público interessado na sanidade agropecuária.

O primeiro, “História da Rede LFDA”, apresenta os principais marcos da trajetória dos laboratórios federais, desde a criação do primeiro LFDA até as perspectivas futuras. Em formato de linha do tempo, a obra registra a evolução de estruturas, tecnologias e competências, destacando o papel essencial da Rede no controle de qualidade de alimentos, insumos e diagnósticos.

Já o segundo, “Febre aftosa – A história da Rede LFDA na erradicação da doença no Brasil”, reúne os principais registros da luta contra a enfermidade, em ordem cronológica, mostrando a atuação da Rede desde os primeiros focos até o reconhecimento internacional do Brasil como país livre da doença sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2025.

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4ª Semana de Gestão da Rede LFDA

Além do lançamento dos e-books, a Semana de Gestão, realizada de 1º a 5 de setembro de 2025, celebrou os 80 anos do LFDA/PE e os 10 anos de trabalho em gestão estratégica. O reconhecimento do trabalho dos LFDA na erradicação da Febre Aftosa no Brasil e suspensão da vacinação foi brindado com a entrega de placas de homenagem aos trabalhos dos seis LFDA nesse assunto, representados pelos coordenadores. Também foi apresentado o Prêmio InovaLFDA, premiação de inovação, organizado pela Coordenação de Desenvolvimento e Inovação Laboratorial (CDI) e pela CGAL e voltado a servidores da rede de laboratórios que apresentam resoluções de problemas inovadores.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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