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Agro

Mercado de trigo segue pressionado no Brasil com queda de preços e expectativa de nova safra

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O mercado brasileiro de trigo permanece pressionado diante da proximidade da colheita e da postura cautelosa de compradores e moinhos. Segundo a TF Agroeconômica, os preços giram em torno de R$ 1.380 FOB para vendedores, enquanto compradores oferecem cerca de R$ 1.250, com negócios pontuais abaixo desse valor, especialmente no Paraná. Em Santa Catarina, o mercado praticamente parou, com moinhos se abastecendo de trigo gaúcho a R$ 1.300 FOB.

No Rio Grande do Sul, foram negociadas 60 mil toneladas para exportação, a R$ 1.225 posto sobre rodas em Rio Grande, com possibilidade de deságio de 20% para trigo de ração. Em algumas regiões catarinenses, os preços pagos ao produtor caíram, como em Canoinhas (R$ 75/saca) e Chapecó (R$ 72/saca), enquanto Xanxerê registrou leve alta, chegando a R$ 77/saca.

No Paraná, os preços da safra nova começam a se consolidar entre R$ 1.400 e R$ 1.450 FOB, mas negócios efetivos têm sido fechados a valores menores, especialmente no Sudoeste, ao redor de R$ 1.300. O trigo importado também subiu, acompanhando a valorização do dólar, com o argentino cotado a US$ 270 para setembro.

Safra nacional segue em boas condições, mas mercado sente pressão da oferta

Segundo o Cepea, o ritmo das negociações de trigo em grão se manteve limitado em agosto devido a estoques cheios, expectativa de boa safra e pressão internacional. Com moinhos já abastecidos, vendedores focam no andamento das lavouras e início da colheita no Sul do país, aceitando preços menores para obter liquidez imediata.

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No Paraná, a colheita começou no fim de agosto e alcançou 5% da área, com 80% das lavouras em boas condições. No Rio Grande do Sul, 82% das lavouras estavam em fase vegetativa no final do mês, com chuvas sem impacto relevante, embora haja atenção ao risco de fungos. A produtividade inicial é considerada positiva, mantendo perspectiva de safra favorável.

Queda generalizada das cotações nos principais estados produtores

Os preços médios mensais recuaram em todas as praças acompanhadas pelo Cepea:

  • Rio Grande do Sul: R$ 1.291,08/t (-2% em agosto; -12,2% em 12 meses)
  • Paraná: R$ 1.433,50/t (-2,9%; -9,4%)
  • São Paulo: R$ 1.431,12/t (-4,6%; -12,6%)
  • Santa Catarina: R$ 1.432,41/t (-0,6%; -7,6%)

A Conab estima que a área plantada de trigo em 2025 será de 2,55 milhões de hectares, queda de 16,7% frente a 2024, mas com produtividade prevista de 3,07 t/ha, garantindo uma produção total de 7,81 milhões de toneladas, apenas 1% abaixo do ano anterior. A oferta interna, somada à importação, deve chegar a 15,39 milhões de toneladas, com consumo estimado de 11,83 milhões e exportações de 2,1 milhões de toneladas.

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Cenário internacional e derivados também em baixa

No mercado externo, a colheita nos EUA foi concluída e a da Argentina avança, com lavouras em boas condições. O USDA registrou queda nos preços internacionais em agosto: o Soft Red Winter caiu 5,8%, para US$ 186,96/t, e o Hard Winter recuou 2,7%, para US$ 185,50/t.

Os derivados de trigo também registraram redução de preços, com o farelo a granel caindo 1,3% e as farinhas entre 0,06% e 2,6%, dependendo da categoria. Em agosto, o Brasil importou 493,23 mil toneladas de trigo, 94,4% da Argentina, com preço médio de R$ 1.262,52/t. No acumulado do ano, as importações somam 4,68 milhões de toneladas, alta de 2,7% em relação a 2024.

Perspectiva para os próximos meses

Com moinhos abastecidos, expectativa de boa produtividade e cenário internacional pressionado, o mercado de trigo brasileiro deve manter tendência de acomodação nos preços no curto prazo. A atenção do setor agora se volta ao avanço da colheita e à evolução da demanda interna, fatores que definirão o comportamento do mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mapa discute cooperação em genética bovina e abertura de mercado com a Mauritânia

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu em Brasília o ministro da Agricultura da Mauritânia, Sid’Ahmed Ould Mohamed, nesta segunda-feira (27), para uma reunião bilateral voltada ao fortalecimento da cooperação agropecuária entre os dois países. Durante o encontro, o ministro brasileiro destacou o interesse do Brasil em ampliar essa parceria.

“O Brasil coloca toda a sua experiência à disposição para fortalecer essa cooperação. Instituições como a Embrapa estão inteiramente disponíveis para apoiar parcerias e contribuir com o desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades da Mauritânia”, afirmou André de Paula.


Entre os temas discutidos esteve a ampliação da cooperação na área de material genético bovino. Atualmente, o Brasil já exporta para a Mauritânia animais vivos e sêmen bovino, e as equipes técnicas trabalham na negociação para abertura do mercado de embriões bovinos brasileiros.


Durante o encontro, também foi tratada a perspectiva de assinatura de um memorando de entendimento para estruturar a cooperação científica e institucional entre os dois países. A proposta é estabelecer um marco de colaboração que permita o compartilhamento de avanços tecnológicos desenvolvidos no Brasil para aplicação na Mauritânia, com posterior definição de planos de trabalho específicos em áreas de interesse comum.


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A delegação mauritana cumpre agenda no Brasil e também deve visitar a Expozebu, uma das maiores feiras de pecuária do mundo, que neste ano chega à sua 91ª edição. O evento é realizado em Uberaba (MG) e reconhecido internacionalmente pelo avanço em melhoramento genético bovino.

Para o ministro Sid’Ahmed Ould Mohamed, o encontro é importante para ampliar a cooperação entre os países. “O Brasil possui uma reputação sólida na pecuária bovina e na produção de carne. Por isso, temos grande interesse em aprofundar essa cooperação e ampliar o intercâmbio técnico entre nossos países”, afirmou.


Segundo ele, a parceria também abre novas oportunidades para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Mauritânia no setor agropecuário. “Acreditamos que essa reunião abre novas portas para fortalecer o comércio entre nossos países, especialmente no setor de produtos de origem animal”, disse o ministro mauritano.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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