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Mercado de suínos registra alta histórica em agosto e mantém perspectivas positivas para 2025/26

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O mercado de suínos no Brasil apresentou forte recuperação em agosto, com elevação consistente nos preços do animal vivo. Em São Paulo, o preço médio da carcaça suína chegou a R$ 8,75/kg no mês, alta de 3,3% em relação a julho e 3,6% ante agosto de 2024. Na primeira semana de setembro, o preço do suíno vivo superou R$ 9,40/kg, atingindo a máxima do ano, até então registrada em fevereiro.

No atacado paulista, a meia carcaça fechou agosto com média de R$ 13/kg, 6,9% acima do mês anterior, reforçando o bom momento do setor.

Custos de produção se mantêm estáveis e margens melhoram

A estabilidade nos custos de produção, em torno de R$ 6/kg na média ponderada da Região Sul e de Minas Gerais, combinada com a valorização de 3% do suíno terminado, elevou o spread estimado da atividade para 28%. O resultado contribui para uma margem mais confortável para os suinocultores, mantendo o setor atrativo e competitivo.

Abates e produção registram crescimento moderado

Segundo dados preliminares do IBGE, no segundo trimestre de 2025/24, houve aumento de 1,6% no número de suínos abatidos e de 4,7% na produção de carne em relação ao mesmo período do ano passado. Em comparação com o primeiro trimestre de 2025, o crescimento foi de 3,8% em abates e 6,1% em produção de carne. Embora o número de animais abatidos não tenha avançado significativamente, o aumento do peso das carcaças impulsionou a produção de carne quase 5% acima.

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Exportações sustentam crescimento do setor

As exportações brasileiras de carne suína seguem como principal suporte para o mercado. Em agosto, foram embarcadas 107,6 mil toneladas de carne in natura, 4,8% abaixo de julho de 2025, mas 1,5% acima de agosto de 2024. No acumulado do ano, o crescimento chega a 12,8%, mesmo com uma queda de 2,1% no preço médio da carne exportada em relação a julho, após três meses consecutivos de elevação.

Perspectivas positivas para curto e médio prazo

O setor de suínos mantém perspectivas favoráveis, apoiado pelo aumento da produção, crescimento das exportações e oferta de milho em preços atrativos, o que garante custos mais baixos. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta crescimento de até 7,2% nas exportações em 2025, atingindo 1,45 milhão de toneladas, e aumento de 2,2% na produção, para 5,42 milhões de toneladas. O consumo interno deve se manter estável, com per capita estimado em 18,5 kg/ano.

Para 2026, a expectativa é de exportações de 1,55 milhão de toneladas (+7%) e produção de até 5,55 milhões de toneladas (+2,4%), renovando recordes históricos.

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Espaço para valorização de preços e pontos de atenção

Com a oferta interna equilibrada e a demanda externa absorvendo a produção, há espaço para novas valorizações, podendo os preços do suíno vivo se aproximarem dos R$ 10/kg observados no final de novembro do ano passado. O curto prazo apresenta apenas dois pontos de atenção: a competitividade da carne suína e a leve queda dos preços de exportação, que moderam o spread, mas não comprometem a perspectiva favorável do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar

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Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.

A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.

O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.

O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.

A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.

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O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.

Guia prático

Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.

Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.

Documentação essencial

  • Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.

  • Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.

  • Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.

  • Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.

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Postura no atendimento

O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.

  • Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.

  • Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.

  • Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.

A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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