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Agro

Mercado de milho mantém ritmo lento no Brasil, mas é sustentado por alta externa e tensão geopolítica

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O mercado de milho no Brasil continua com baixo dinamismo, reflexo do descompasso entre os valores pedidos pelos produtores e as ofertas das indústrias. De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, o cenário se repete em praticamente todas as principais regiões produtoras.

No Rio Grande do Sul, as referências seguem amplas, entre R$ 58,00 e R$ 75,00 por saca, com média estadual em R$ 62,17, após queda de 0,81%. A consultoria aponta que a falta de estímulos e a liquidez limitada mantêm o mercado travado.

Em Santa Catarina, o quadro é semelhante: produtores pedem em torno de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias ofertam R$ 70,00/saca. Negociações pontuais ocorrem entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, principalmente no Planalto Norte, mas sem força para destravar a liquidez.

Já no Paraná, o milho é cotado próximo de R$ 75,00/saca, mas as indústrias seguem dispostas a pagar até R$ 70,00/saca CIF, o que mantém o impasse e limita o número de operações no mercado spot.

No Mato Grosso do Sul, o mercado demonstra um leve viés de alta, com preços entre R$ 52,00 e R$ 57,00/saca. O destaque é Chapadão do Sul, onde o movimento de valorização é mais consistente. Em Maracaju, os valores permanecem elevados, enquanto em Sidrolândia e Campo Grande os preços se mantêm estáveis.

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Futuros do milho iniciam quinta-feira com leves quedas na B3

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho abriram a quinta-feira (18) em leve baixa, com contratos oscilando entre R$ 70,42 e R$ 75,39 por volta das 9h42 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/26 era cotado a R$ 71,34, queda de 0,78%; março/26 a R$ 75,39, baixa de 0,69%; maio/26 a R$ 74,80, retração de 0,41%; e julho/26 a R$ 70,42, recuo de 0,35%.

No mercado internacional, os contratos futuros de milho registraram pequenas altas na Bolsa de Chicago, com o março/26 cotado a US$ 4,42/bushel (+1,5 ponto) e o maio/26 a US$ 4,49/bushel (+1,5 ponto). Segundo o portal Successful Farming, as cotações foram impulsionadas por preocupações geopolíticas envolvendo as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.

“Negociadores dos EUA e da Rússia se reuniram em Berlim e devem se encontrar novamente em Miami neste fim de semana”, informou o portal, citando o analista Tony Dreibus, que destacou a escalada das tensões após o presidente Vladimir Putin afirmar que intensificará as ações militares caso a Ucrânia rejeite um acordo.

Contratos futuros encerram quarta-feira em alta, acompanhando o câmbio e Chicago

Na véspera, o mercado futuro de milho encerrou a quarta-feira (17) em alta, acompanhando o avanço do dólar e o desempenho positivo em Chicago. A TF Agroeconômica destacou que o cenário de oferta restrita no curto prazo e a cautela dos vendedores sustentaram os preços domésticos, mesmo com ritmo lento de negociações.

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O contrato janeiro/26 fechou a R$ 71,90, com alta diária de R$ 0,05, enquanto o março/26 encerrou a R$ 75,91, ganho de R$ 0,61 no dia. Já o maio/26 foi cotado a R$ 75,11, elevação de R$ 0,59.

No exterior, o milho também registrou valorização. O contrato março/26 subiu 0,92%, para 440,50 cents/bushel, e o maio/26 avançou 0,73%, para 447,75 cents/bushel. A alta foi impulsionada por compras expressivas do México (177 mil t) e da Coreia do Sul (270 mil t), além do fortalecimento do setor de biocombustíveis, com produção recorde de etanol nos EUA, que atingiu 1,102 milhão de barris/dia.

Cenário de atenção e expectativa para a próxima safra

O ambiente de negócios do milho segue condicionado por fatores externos — como o câmbio, o cenário geopolítico e os preços internacionais —, além da expectativa em torno da janela de plantio da safrinha. Analistas reforçam que o mercado físico deve continuar com liquidez limitada, enquanto os futuros devem reagir às variações do dólar e às atualizações climáticas nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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