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Brasil e União Europeia avançam em temas sanitários e de facilitação de comércio

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Nesta quinta-feira (23), o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, e o comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen realizaram uma reunião de alto nível, em São Paulo. O encontro contou ainda com a presença do diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade do Mapa, Augusto Billi, da embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, e de representantes da Comissão Europeia.

A reunião deu continuidade às tratativas iniciadas durante a missão liderada pelo secretário à União Europeia no início de outubro e teve como foco principal os avanços concretos na pauta sanitária bilateral. O encontro marcou um novo capítulo na cooperação entre o Brasil e o bloco europeu, consolidando entendimentos sobre temas prioritários para o setor agropecuário de ambas as partes.

Entre os resultados alcançados, destacou-se o retorno do sistema de pre-listing de estabelecimentos habilitados a exportar carne de aves à União Europeia. O Brasil também atendeu a pleitos de interesse europeu relacionados ao acesso a mercados.

As delegações discutiram ainda outros temas que seguirão em avanço, como a auditoria da UE para avaliação do sistema brasileiro de pescados, o pre-listing para estabelecimentos de ovos e carne bovina, o reconhecimento mútuo de produtos orgânicos, a regionalização de enfermidades, além da certificação eletrônica e da harmonização de certificações.

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As partes reafirmaram o compromisso com a continuidade do diálogo e a busca por soluções recíprocas para pendências de interesse comum, reforçando a parceria estratégica entre o Brasil e a União Europeia. Ficou acordada a retomada de um mecanismo permanente de alto nível para tratar desses temas, com a próxima reunião prevista para o primeiro trimestre de 2026.

Também foram debatidas as oportunidades e benefícios para os agricultores brasileiros e europeus decorrentes da eventual conclusão do acordo Mercosul–União Europeia.

Ainda pela manhã, o secretário Luís Rua participou da abertura da Missão Empresarial Agroalimentar da União Europeia, evento voltado à apresentação de oportunidades de negócios para empresários europeus e brasileiros.

Ao final do encontro, o Brasil reiterou seu compromisso com a previsibilidade e a transparência nas relações com a União Europeia.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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