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Agro

Mercado de milho começa o ano travado no Sul, mas contratos futuros avançam na B3

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Cenário de baixa liquidez marca o início do ano no mercado de milho

O mercado de milho no Sul do Brasil e em Mato Grosso do Sul iniciou o ano em compasso de cautela. O avanço da colheita e o aumento gradual da oferta têm mantido as negociações em ritmo lento, segundo análise da TF Agroeconômica. A liquidez segue baixa, com variações regionais nos preços e impasses entre pedidas e ofertas, refletindo o comportamento defensivo dos compradores.

Rio Grande do Sul amplia colheita, mas negociações seguem pontuais

No Rio Grande do Sul, a colheita avança e aumenta a disponibilidade do grão, mas o mercado permanece restrito, com negócios isolados entre cooperativas e pequenas indústrias. As cotações variam entre R$ 57,00 e R$ 79,00 por saca, dependendo da região e dos custos logísticos.

De acordo com a Emater, o preço médio estadual teve leve alta de 1,17%, passando de R$ 60,00 para R$ 60,70 por saca. Mesmo assim, o movimento não altera o cenário de prudência. A Conab aponta que 99% da área prevista já foi semeada e 39% colhida, enquanto a demanda interna segue moderada e as exportações, lentas.

Santa Catarina e Paraná enfrentam impasses entre produtores e compradores

Em Santa Catarina, o desalinhamento entre produtores e indústrias persiste. Enquanto os agricultores pedem cerca de R$ 75,00 por saca, as indústrias ofertam valores próximos de R$ 65,00. No Planalto Norte, os poucos negócios ocorrem entre R$ 70,00 e R$ 75,00. Segundo a Epagri, houve redução superior a 40% na população de cigarrinhas, embora o alerta sanitário permaneça vigente. A colheita da safra 2025/26 atinge 12%.

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No Paraná, a colheita chega a 10%, mas o mercado também se mantém travado. As pedidas giram em torno de R$ 70,00, contra R$ 65,00 CIF ofertados por compradores. Em Cascavel, o preço médio é de R$ 56,70, e em Ponta Grossa, R$ 65,20. A segunda safra já tem 12% da área semeada.

Excesso de oferta pressiona preços em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, o excesso de oferta continua pesando sobre as cotações, que permanecem entre R$ 53,00 e R$ 54,00 por saca. Mesmo com a demanda do setor de bioenergia, o volume não tem sido suficiente para conter a pressão baixista.

Contratos futuros do milho avançam na B3 com ajustes técnicos

Apesar do cenário físico travado, os contratos futuros de milho registraram alta na B3 nesta terça-feira. O movimento foi impulsionado por ajustes técnicos e pela leitura dos novos dados de oferta e demanda divulgados pelo governo norte-americano (USDA).

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado acompanha o avanço da colheita da primeira safra, que chega a 11%, e o plantio da safrinha, em 21%, fatores que seguem no radar dos investidores.

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Principais vencimentos encerram o dia em alta

O contrato março/26 fechou a R$ 69,90, com alta diária de R$ 1,05, apesar de acumular queda semanal de R$ 0,30. O maio/26 encerrou a R$ 70,00, valorizando R$ 0,95 no dia, enquanto o julho/26 subiu para R$ 68,17, com ganho de R$ 0,14.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços também avançaram levemente após o relatório do USDA, que mostrou aumento nas exportações e redução nos estoques finais dos Estados Unidos. O contrato março fechou estável em 428,75 cents/bushel, e o maio subiu 0,06%, para 437,25 cents/bushel.

Demanda interna ainda limita ganhos mais expressivos

Apesar dos ajustes positivos, o mercado segue contido pela demanda interna, especialmente no uso de milho para etanol, que representa 32,9% da colheita, abaixo dos 35% considerados ideais pelo setor. O cenário indica que, embora os contratos futuros deem sinais de recuperação, o mercado físico ainda enfrenta desafios de liquidez e excesso de oferta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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