Agro
Mercado de frango vivo mantém trajetória de queda no curto prazo, apontam analistas
O mercado brasileiro de frango segue enfrentando queda nas cotações do animal vivo e estabilidade nos preços do abatido. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a tendência de curto prazo é de continuidade no movimento de desvalorização, embora fatores como o bom consumo doméstico e a retomada das exportações ofereçam suporte e evitem quedas mais acentuadas.
“O mercado acompanha atentamente o comportamento dos preços dos grãos, em um cenário de custos de produção mais controlados neste ano”, explicou Iglesias.
Estabilidade no frango abatido e expectativa de melhora no fim de dezembro
No segmento do frango abatido, os preços permanecem estáveis, com possibilidade de recuperação moderada nas próximas semanas. “O consumo doméstico costuma se aquecer em dezembro, o que pode impulsionar uma leve alta nos preços”, destacou o analista.
As exportações também devem ganhar ritmo com a reabertura dos principais mercados compradores da carne de frango brasileira. Segundo Iglesias, a expectativa é que os embarques mensais fiquem entre 450 mil e 500 mil toneladas, podendo até superar o volume exportado em 2024.
Cotações estáveis no atacado e queda no vivo
Levantamento da Safras & Mercado mostra que os preços dos cortes congelados de frango no atacado paulista permaneceram estáveis durante a semana. O quilo do peito manteve-se em R$ 10,50, a coxa em R$ 7,70 e a asa em R$ 10,60.
Na distribuição, os preços também não variaram: peito a R$ 10,70/kg, coxa a R$ 7,90/kg e asa a R$ 10,80/kg.
Entre os cortes resfriados, o cenário foi o mesmo: no atacado, o peito seguiu em R$ 10,60/kg, a coxa em R$ 7,80/kg e a asa em R$ 10,70/kg. Na distribuição, as cotações ficaram em R$ 10,80/kg, R$ 8,00/kg e R$ 10,90/kg, respectivamente.
Já no mercado do frango vivo, houve desvalorização em várias regiões. Em Minas Gerais, o preço caiu de R$ 5,50 para R$ 5,10/kg, e em São Paulo, de R$ 5,50 para R$ 5,30/kg.
Na integração catarinense, a cotação manteve-se em R$ 4,65, assim como no Rio Grande do Sul, enquanto no Oeste do Paraná, o preço permaneceu em R$ 5,00/kg.
Outras regiões também registraram recuo:
- Mato Grosso do Sul: de R$ 5,45 para R$ 5,20/kg;
- Goiás: de R$ 5,45 para R$ 5,05/kg;
- Distrito Federal: de R$ 5,50 para R$ 5,05/kg.
No Nordeste e Norte, os preços ficaram estáveis: Pernambuco (R$ 7,40/kg), Ceará (R$ 7,50/kg) e Pará (R$ 8,20/kg).
Exportações avançam em dezembro
As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis — frescas, refrigeradas ou congeladas — somaram US$ 396,2 milhões em receita durante os 10 primeiros dias úteis de dezembro, com média diária de US$ 39,6 milhões. O volume exportado chegou a 229,1 mil toneladas, o que representa média diária de 22,9 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.729, apresentando avanço de 8,9% no valor médio diário e 16,4% na quantidade embarcada em relação a dezembro de 2024. Por outro lado, o preço médio caiu 6,5% no comparativo anual.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Conectividade no campo cresce 15% e acelera avanço da agricultura digital no Brasil
A conectividade no campo brasileiro avançou de forma expressiva nos últimos anos e já se consolida como um dos principais pilares da transformação digital do agronegócio. Dados da Anatel e do Ministério das Comunicações mostram que 82,8% dos municípios brasileiros registraram melhora nos indicadores de conectividade no último ano, refletindo diretamente no ambiente rural.
Nas áreas agrícolas, o crescimento também chama atenção. Levantamento realizado pela ConectarAGRO em parceria com a Universidade Federal de Viçosa aponta que a área agricultável conectada no Brasil saltou de 18,7% para 33,9% entre 2023 e 2025, avanço de aproximadamente 15 pontos percentuais.
O movimento acompanha a crescente demanda do setor por tecnologias como agricultura de precisão, sensores inteligentes, telemetria em tempo real e operação de máquinas autônomas.
Digitalização rural pode movimentar US$ 500 bilhões até 2030
A expansão da infraestrutura digital no campo ganhou ainda mais relevância diante das projeções internacionais para o setor. Estudo da McKinsey & Company estima que a conectividade rural poderá gerar impacto superior a US$ 500 bilhões no Produto Interno Bruto global até 2030.
Segundo o relatório, somente o mercado ligado à operação online de máquinas autônomas pode alcançar US$ 60 bilhões nos próximos anos, impulsionado pela automação agrícola e pela integração de dados em tempo real.
Para especialistas do setor, a conectividade deixou de ser apenas suporte operacional e passou a ocupar papel estratégico na gestão das propriedades rurais.
Telemetria, drones e IA ampliam demanda por redes robustas
De acordo com Pedro Reinaldo, CEO da LOViZ, o avanço tecnológico no agro exige redes cada vez mais estáveis e de alta capacidade.
“O campo vive uma transformação acelerada, em que drones, irrigação inteligente, sensores IoT e sistemas de telemetria dependem de transmissão contínua de dados. Sem conectividade adequada, o produtor perde eficiência operacional e capacidade de tomada de decisão”, afirma o executivo.
A adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial também intensifica a necessidade de estabilidade de sinal, principalmente em propriedades que operam equipamentos autônomos e plataformas integradas de monitoramento.
Relevo e distância ainda desafiam expansão da conectividade rural
Apesar da evolução dos indicadores, a cobertura em áreas rurais ainda enfrenta obstáculos importantes. Regiões afastadas, propriedades extensas e topografias acidentadas dificultam a entrega de sinal estável pelas redes tradicionais de telecomunicações.
Nesse cenário, soluções personalizadas de conectividade vêm ganhando espaço no agronegócio. A LOViZ desenvolveu o sistema Agro Connect, voltado à implantação de redes adaptadas às características geográficas e operacionais de cada propriedade.
Segundo a empresa, o objetivo é garantir baixa latência e estabilidade para aplicações ligadas à automação, sensores inteligentes e inteligência artificial no campo.
Internet no campo também melhora qualidade de vida e retenção de mão de obra
Além dos ganhos de produtividade, a expansão da banda larga rural também traz impactos sociais relevantes. O acesso à internet de alta performance melhora a comunicação, o acesso à educação e os serviços digitais nas propriedades rurais.
Especialistas destacam ainda que a conectividade contribui para retenção de talentos no campo, um dos desafios enfrentados atualmente pelo agronegócio brasileiro.
Com o avanço da agricultura digital, a expectativa do mercado é que a infraestrutura de conectividade se torne um diferencial competitivo decisivo para o setor nos próximos anos, sustentando o crescimento da automação, da inteligência operacional e da gestão baseada em dados no campo brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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