Agro
Recuo da demanda chinesa por carne bovina deve ampliar capacidade ociosa dos frigoríficos em 2026
Frigoríficos planejam reduzir abates diante da menor demanda chinesa
O mercado do boi gordo iniciou 2026 sob pressão, com cotações estáveis ou em queda nas principais praças pecuárias do país. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o setor já se prepara para um cenário de menor demanda externa, especialmente por parte da China, principal compradora da carne bovina brasileira.
Segundo Iglesias, a projeção é de que a China reduza suas importações em cerca de 500 mil toneladas neste ano, o que exigirá um ajuste estratégico da indústria. “A resposta escolhida foi aumentar a capacidade ociosa, reduzindo o ritmo de abates no Brasil em 2026”, explica o analista.
Essa decisão se soma a um movimento natural de inversão do ciclo pecuário, que já indicava uma desaceleração. “O mercado está mais contido, e os frigoríficos mantêm escalas curtas de abate de forma intencional, para controlar melhor o fluxo de compras”, completa Iglesias.
Pecuarista busca estratégias para segurar o gado no pasto
Com a pressão sobre os preços, o produtor tenta se proteger utilizando o pasto em boas condições como ferramenta para reter os animais e postergar a venda. Iglesias observa ainda uma mudança no comportamento das indústrias, que começam a reduzir o prêmio pago pelo boi destinado à China, anteriormente entre R$ 5 e R$ 10 por arroba.
“Essa retirada da bonificação pode desestimular a entrega de animais mais jovens e precoces, redirecionando o foco para o mercado interno”, avalia o analista.
Cotações do boi gordo recuam nas principais regiões
No dia 15 de janeiro, o preço do boi gordo à vista apresentou variações moderadas entre as praças:
- São Paulo (Capital) – R$ 315,00/@, queda de 2,48% ante a semana anterior;
- Goiás (Goiânia) – R$ 315,00/@, estável;
- Minas Gerais (Uberaba) – R$ 315,00/@, sem variação;
- Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 305,00/@, recuo de 3,17%;
- Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 295,00/@, baixa de 1,67%;
- Rondônia (Vilhena) – R$ 280,00/@, estável.
Mercado atacadista sinaliza queda nas cotações
No atacado, os preços da carne bovina permanecem acomodados, mas a expectativa é de queda nas próximas semanas, acompanhando a retração observada nas proteínas concorrentes. “Após o período das festas, as cotações tendem a se ajustar. Carne suína e de frango já estão em baixa, e a bovina deve seguir o mesmo caminho”, afirma Iglesias.
O consumo doméstico também deve se manter contido, impactado pelo endividamento das famílias e pela preferência por proteínas mais acessíveis. Atualmente, o traseiro bovino é negociado a R$ 26,40/kg, e o dianteiro, a R$ 19,00/kg, ambos sem variação em relação à semana anterior.
Exportações crescem em valor e volume no início de 2026
Apesar do cenário de cautela, as exportações brasileiras de carne bovina começaram o ano com desempenho positivo. Nos primeiros seis dias úteis de janeiro, o país exportou 89,3 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 14,9 mil toneladas.
A receita total chegou a US$ 493,8 milhões, o que representa uma alta de 99,7% no valor médio diário exportado em relação a janeiro de 2025. O preço médio por tonelada atingiu US$ 5.529,30, avanço de 10% sobre o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Cota da China se aproxima do limite e pressiona preço do boi gordo no Brasil; mercado reage com recuo nas praças e ajustes no abate
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão nas cotações da arroba ao longo da última semana no Brasil, mesmo com a oferta ainda ajustada e dificuldade na composição das escalas de abate pelos frigoríficos. O movimento é influenciado principalmente pela expectativa de esgotamento antecipado da cota de importação da China, principal destino da carne bovina brasileira.
Segundo analistas de mercado, o cenário adiciona incertezas ao fluxo de exportações no curto prazo e leva a indústria a revisar sua estratégia de abate e compra de gado no país.
Possível esgotamento da cota chinesa aumenta pressão sobre frigoríficos
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos já operam testando preços mais baixos diante da aproximação do preenchimento da cota anual da China, estimada em 1,106 milhão de toneladas.
A expectativa é de que esse limite seja atingido entre junho e julho, o que pode gerar uma redução temporária da demanda chinesa pela carne bovina brasileira, afetando diretamente a formação de preços no mercado interno.
“Essa cota está para ser preenchida entre os meses de junho e julho, o que deve fazer com que o Brasil passe a contar com uma ausência parcial e temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira”, explica Iglesias.
Com isso, a indústria tende a ajustar o ritmo de abates, reduzindo turnos e elevando a ociosidade das plantas frigoríficas, em um movimento de adequação à nova dinâmica de demanda.
Arroba do boi recua nas principais praças brasileiras
Mesmo com oferta limitada de animais, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram queda em importantes regiões produtoras do país. Confira os preços registrados no dia 18 de junho na modalidade a prazo:
- São Paulo (Capital): R$ 350,00/@ (-1,41%)
- Goiás (Goiânia): R$ 325,00/@ (-4,41%)
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 325,00/@ (-1,52%)
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@ (-2,82%)
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@ (-2,78%)
- Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ (-2,90%)
O movimento reflete a tentativa dos frigoríficos de recompor margens em um cenário de maior incerteza no fluxo exportador.
Atacado do boi tem estabilidade, mas demanda segue sob atenção
No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,70/kg e o traseiro a R$ 27,00/kg, sem variações em relação ao período anterior.
Apesar da estabilidade, analistas apontam expectativa de recuperação pontual nos próximos dias, impulsionada por fatores sazonais de consumo. Ainda assim, a menor competitividade frente à carne de frango segue como limitador para altas mais consistentes.
Exportações brasileiras seguem em forte crescimento em junho
Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações de carne bovina do Brasil seguem em ritmo forte em junho.
Até o momento (9 dias úteis), o país exportou:
- US$ 850,786 milhões em receita
- 129,685 mil toneladas embarcadas
- Preço médio de US$ 6.560,40 por tonelada
Na comparação com junho de 2025, houve:
- Alta de 44,0% na receita média diária
- Crescimento de 19,6% no volume exportado
- Aumento de 20,4% no preço médio
Os dados reforçam a força do Brasil no comércio global de proteína bovina, mesmo em um ambiente de maior volatilidade no mercado físico interno.
Mercado do boi entra em fase de ajuste com atenção ao cenário externo
O mercado brasileiro do boi gordo encerra a semana sob influência direta do cenário internacional, especialmente das relações comerciais com a China. A possível mudança temporária no fluxo de exportações, somada aos ajustes da indústria frigorífica, tende a manter a volatilidade nas cotações no curto prazo, enquanto o desempenho das exportações segue sendo fator de sustentação para o setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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