Agro
Mercado de arroz ganha sustentação com safra menor e oferta controlada, aponta Itaú BBA
O mercado brasileiro de arroz iniciou o segundo trimestre de 2026 em trajetória de recuperação, sustentado pela menor disponibilidade do cereal, avanço moderado da colheita e postura mais cautelosa dos produtores. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta um cenário de preços mais firmes, porém sem espaço para disparadas expressivas no curto prazo.
Segundo o levantamento, o Indicador CEPEA/IRGA do Rio Grande do Sul registrou média de R$ 62,4 por saca de 50 kg em abril, alta de 6% frente ao mês anterior. O movimento prolonga a recuperação iniciada em fevereiro, após um longo período de pressão sobre as cotações.
Oferta limitada sustenta preços do arroz
Mesmo com o avanço da colheita da safra 2025/26, os preços permaneceram firmes devido à redução da oferta efetiva no mercado. O relatório destaca que muitos produtores seguem retraídos nas negociações, evitando comercializar grandes volumes diante das margens ainda consideradas apertadas.
A baixa liquidez marcou o mercado doméstico em abril. Enquanto produtores adotaram postura defensiva, a indústria operou com compras pontuais e cautelosas, limitando o ritmo dos negócios.
Nesse contexto, a paridade de exportação continua sendo a principal referência para a formação dos preços internos.
Exportações perdem ritmo com valorização do real
O relatório do Itaú BBA aponta que as exportações brasileiras de arroz perderam força ao longo de abril, impactadas pela valorização do real frente ao dólar.
Com o câmbio menos favorável, a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional diminui, reduzindo margens de exportação e limitando o escoamento do excedente da safra.
Os embarques seguiram concentrados em arroz quebrado destinado principalmente a países africanos, mas ainda sem capacidade de absorver integralmente o aumento da oferta gerado pelo avanço da colheita.
Safra menor reduz pressão sobre o mercado
Apesar da ampliação da disponibilidade no curto prazo, o Itaú BBA avalia que a safra brasileira de arroz será menor em comparação ao ciclo anterior.
A redução da área plantada e produtividades apenas regulares ajudam a conter uma pressão mais intensa de baixa sobre os preços. Ao mesmo tempo, o comportamento cauteloso dos produtores tende a distribuir melhor a oferta ao longo dos próximos meses.
Com isso, o mercado deve permanecer relativamente equilibrado, sustentando as cotações sem gerar movimentos explosivos de alta.
Mercado internacional segue confortável
No cenário externo, o arroz negociado na bolsa de Chicago apresentou leve valorização em abril, encerrando o período em US$ 11,15/cwt. Ainda assim, os preços permanecem cerca de 15% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
As tensões geopolíticas no Oriente Médio trouxeram algum suporte às cotações internacionais, mas os fundamentos globais ainda apontam para um balanço confortável de oferta e demanda na safra 2025/26.
O relatório também destaca que a entrada de novas safras em grandes países exportadores e a maior presença dos Estados Unidos no mercado internacional devem ampliar a concorrência global nos próximos meses.
Mercado deve seguir estável nos próximos meses
A expectativa da Consultoria Agro do Itaú BBA é de um mercado mais estável ao longo do restante de 2026, com preços sustentados principalmente pela menor oferta brasileira e pela comercialização mais lenta por parte dos produtores.
Por outro lado, a demanda doméstica segue moderada, com a indústria atuando sem necessidade urgente de recomposição de estoques.
O desempenho das exportações continuará diretamente ligado ao comportamento do câmbio e à competitividade do arroz brasileiro diante da concorrência internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de açúcar segue atento ao mix das usinas e ao clima global, aponta Itaú BBA
O mercado global de açúcar segue operando sob forte influência do clima, do ritmo de produção no Brasil e das decisões das usinas sobre o mix entre açúcar e etanol. A análise faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta um cenário de elevada volatilidade para o setor sucroenergético ao longo dos próximos meses.
Segundo o banco, as cotações internacionais do açúcar continuam pressionadas pela maior disponibilidade global da commodity, especialmente diante da recuperação produtiva em importantes países exportadores. Ao mesmo tempo, o mercado monitora com atenção o avanço da safra brasileira e as condições climáticas nas principais regiões produtoras.
Produção brasileira segue como principal fator para os preços
O relatório destaca que o Brasil permanece no centro das atenções do mercado internacional, devido ao peso da região Centro-Sul na formação da oferta global de açúcar.
Com o avanço da moagem da cana-de-açúcar, o comportamento climático tem sido decisivo para o ritmo da produção. Chuvas irregulares e períodos mais secos em determinadas regiões influenciam diretamente a produtividade agrícola e o teor de açúcar recuperável (ATR).
Além disso, o mix de produção adotado pelas usinas — direcionando mais cana para açúcar ou etanol — continua sendo um dos principais vetores de movimentação dos preços internacionais.
De acordo com o Itaú BBA, a atratividade relativa entre os dois produtos dependerá principalmente da dinâmica dos combustíveis, do comportamento do petróleo e da demanda doméstica por etanol no Brasil.
Oferta global maior limita movimentos de alta
A consultoria aponta que o aumento da disponibilidade global de açúcar vem limitando movimentos mais expressivos de valorização nas bolsas internacionais.
Entre os fatores monitorados pelo mercado estão:
- Recuperação da produção em países asiáticos;
- Melhora das perspectivas climáticas em regiões produtoras;
- Avanço da safra brasileira;
- Maior competitividade nas exportações globais.
Apesar disso, o cenário ainda inspira cautela devido aos riscos climáticos e geopolíticos que podem afetar o fluxo global de commodities agrícolas e energéticas.
Clima continua no radar do setor sucroenergético
O relatório do Itaú BBA reforça que as condições climáticas seguem como variável-chave para o mercado de açúcar em 2026.
A possibilidade de consolidação de um fenômeno El Niño mais intenso pode alterar o regime de chuvas em importantes regiões agrícolas do Brasil, afetando produtividade, moagem e qualidade da cana.
Além do clima doméstico, o mercado internacional acompanha o comportamento climático em países relevantes para a oferta global, o que pode provocar novas oscilações nas cotações ao longo do ciclo.
Etanol também influencia estratégia das usinas
Outro ponto destacado no Agro Mensal é a relação direta entre o mercado de etanol e as decisões das usinas brasileiras.
Com oscilações recentes nos preços do petróleo e combustíveis, o setor avalia constantemente a rentabilidade entre a produção de açúcar e etanol. Esse movimento influencia o volume exportado de açúcar brasileiro e interfere no equilíbrio global entre oferta e demanda.
Segundo a análise, a tendência é de manutenção de elevada sensibilidade do mercado às mudanças de mix produtivo nas usinas do Centro-Sul.
Cenário exige atenção do produtor e da indústria
O Itaú BBA avalia que o ambiente segue desafiador para produtores, usinas e agentes do setor sucroenergético. A combinação entre oferta mais confortável, incertezas climáticas e volatilidade cambial deve manter o mercado atento aos próximos movimentos da safra brasileira.
Para o banco, os fundamentos globais ainda apontam para um mercado relativamente abastecido, mas sujeito a rápidas mudanças diante de eventos climáticos ou alterações no mercado energético internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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