Agro
Mercado da soja segue volatilidade entre entressafra, plantio no Centro-Oeste e pressão internacional
O mercado da soja brasileiro atravessa uma fase de entressafra no Sul do país, enquanto o plantio avança no Centro-Oeste, com preços estáveis e certa cautela entre produtores e traders. No cenário internacional, os contratos em Chicago mostram oscilações, influenciados por perspectivas de safra e negociações comerciais globais.
Entressafra no Sul do Brasil mantém preços estáveis
No Rio Grande do Sul, o mercado físico de soja segue típico período de entressafra, com indicações de preços mantendo-se estáveis. Segundo a TF Agroeconômica:
- No porto, cotações em meados de setembro ficaram em R$ 142,50/saca;
- No interior, cidades como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa registraram R$ 135,00/saca para entrega em 30 de setembro.
Em Santa Catarina, a oferta restrita reduz a movimentação e atualizações do mercado:
- Palma Sola: R$ 122,00/saca (-0,81%);
- Rio do Sul: R$ 128,00/saca (estável);
- Porto de São Francisco: R$ 140,29/saca (-0,53%).
No Paraná, diferenças logísticas refletem variações de preço:
- Paranaguá: R$ 140,99/saca (-0,40%);
- Cascavel: R$ 127,78/saca (-0,78%);
- Maringá: R$ 128,52/saca (-0,44%);
- Ponta Grossa: R$ 130,23/saca (-0,31%), com balcão local a R$ 120,00;
- Pato Branco: R$ 125,00/saca (+0,87%).
Mato Grosso do Sul inicia plantio com otimismo
O Centro-Oeste começa o novo ciclo de soja com preços estáveis e expectativa positiva. Os valores spot registrados foram:
- Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia: R$ 126,49/saca (+0,34%);
- Chapadão do Sul: R$ 121,04/saca (+0,14%).
Em Mato Grosso, a comercialização avança, sustentada pelo prêmio de exportação, mas os produtores enfrentam desafios com o aumento dos custos de insumos como fertilizantes e defensivos:
- Campo Verde: R$ 122,73/saca (-0,66%);
- Lucas do Rio Verde: R$ 120,74/saca (-0,63%);
- Nova Mutum: R$ 120,74/saca (-0,63%);
- Primavera do Leste: R$ 122,73/saca (-0,66%);
- Rondonópolis: R$ 122,73/saca (+0,66%);
- Sorriso: R$ 120,74/saca (-0,63%).
Volatilidade nos preços internacionais em Chicago
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos da soja seguem semana de oscilações. Nesta sexta-feira (19), os futuros mostravam alta de 4,25 a 4,50 pontos, com:
- Janeiro: US$ 10,61/bushel
- Maio: US$ 10,89/bushel
O mercado permanece atento a fatores como conclusão da safra nos EUA, início do plantio no Brasil, demanda chinesa e políticas de biocombustíveis nos EUA, que também impactam o preço do óleo de soja.
Na quinta-feira (18), a soja recuou no pregão, pressionada por estimativas de safra recorde no Brasil:
- Novembro: US$ 1.037,50/bushel (-0,60%);
- Janeiro: US$ 1.056,50/bushel (-0,61%).
O farelo e o óleo de soja também registraram queda:
- Farelo outubro: US$ 283,00/ton (-0,32%);
- Óleo outubro: US$ 50,57/libra-peso (-1,31%).
Segundo analistas, o movimento baixista é influenciado pelo aumento da colheita nos EUA, expectativa de produção recorde no Brasil e ausência de novas compras chinesas, mesmo com aumento de 70,58% nas vendas semanais para exportação.
A Conab estima a produção brasileira em 177,67 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 112,12 milhões de toneladas, acima das previsões do USDA (177 milhões e 112 milhões, respectivamente), mantendo o país como líder global no comércio de soja e sustentando a pressão sobre os preços internacionais.
Perspectivas para produtores e mercado
O cenário atual combina entressafra no Sul, plantio avançando no Centro-Oeste, custos elevados de produção e volatilidade internacional. Produtores e traders precisam equilibrar estratégias de comercialização, considerando oscilações de preços, custos de insumos e demanda externa, especialmente da China.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Ministro André de Paula e representantes da Abrafrutas debatem avanços para a fruticultura brasileira
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se, nesta quarta-feira (27), com representantes da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) para discutir prioridades da cadeia produtiva da fruticultura brasileira. O encontro foi realizado na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF).
Durante a reunião, foram debatidas pautas estratégicas para o setor, como a abertura de novos mercados para as frutas brasileiras, defesa fitossanitária, ampliação do número de fiscais agropecuários em portos e aeroportos, seguro rural e o Certificado Fitossanitário Eletrônico (ePhyto), ferramenta que vem contribuindo para modernizar e agilizar a logística das exportações.
O ministro André de Paula enfatizou a importância do diálogo permanente entre o governo federal e o setor produtivo. “Essa pauta é muito importante. O canal de diálogo entre o Ministério da Agricultura e o setor produtivo segue aberto e fortalecido”, evidenciou.
O ministro também ressaltou os avanços promovidos pela modernização dos sistemas fitossanitários, especialmente por meio do ePhyto, apontado pelo setor como uma das principais melhorias para a logística das exportações de frutas brasileiras. “Foi uma decisão importante manter uma equipe técnica preparada e em interlocução permanente com os setores produtivos. Isso permitiu ganhar tempo e fortalecer ainda mais essa relação de parceria”, disse.
O presidente da Abrafrutas, Waldyr Sérgio, destacou a relevância da fruticultura para a economia nacional, especialmente na geração de empregos e no desenvolvimento regional. “A fruticultura representa uma grande parcela da mão de obra do agro brasileiro. É um setor que gera emprego qualificado, sobretudo para mulheres, e transforma regiões inteiras por meio da produção e exportação”, afirmou.
Os representantes da associação também ressaltaram o desempenho das exportações brasileiras do setor. Em 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, as exportações de frutas, incluindo nozes e castanhas, ultrapassaram US$ 1,57 bilhão.
Durante o encontro, também foi destacado o exemplo de Petrolina (PE) como referência nacional em produção irrigada e exportação de frutas.
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