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Educação

MEC se reúne com Ministério da Educação Superior de Cuba

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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, reuniu-se nesta quarta-feira, 22 de abril, em Brasília (DF), com o ministro da Educação Superior de Cuba, Walter Baluja García, para discutir o fortalecimento da cooperação educacional entre os dois países. O encontro abordou iniciativas conjuntas nas áreas de educação superior, mobilidade acadêmica, pesquisa e políticas públicas educacionais, incluindo a alimentação escolar. 

Por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério de Educação Superior da República de Cuba (MEC-Cuba) assinaram uma carta de compromisso para o lançamento de novos editais, em abril de 2026, do Programa Cátedra Jorge Amado. Os editais promoverão o intercâmbio de estudantes e pesquisadores brasileiros e cubanos nas modalidades de cátedra, doutorado sanduíche e pós-doutorado, incentivando a pesquisa em cultura e literatura, além de contribuir para a formação de professores e cientistas. 

Na ocasião, foram apresentadas também as ações de implementação do plano de ação elaborado em seguimento ao 1º Encontro de Alto Nível Brasil-Cuba sobre Políticas Públicas em Proteção Social, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. O plano é de autoria conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao MEC, e será executado por meio de cooperação trilateral (Brasil-FAO-Cuba). 

Os objetivos do plano contemplam medidas voltadas à qualificação da alimentação escolar, incluindo a diversificação nutricional dos cardápios com base em alimentos frescos, locais e sazonais; o fortalecimento da infraestrutura das unidades escolares para o preparo adequado das refeições; e a implementação e consolidação de hortas escolares pedagógicas, contribuindo para a formação de hábitos alimentares saudáveis. 

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22/04/2026 - Reunião Bilateral com Walter Baluja García - Ministro da Educação Superior de Cuba.

Além disso, prevê a disponibilização de insumos, materiais e sistemas de apoio à produção, bem como o desenvolvimento de guias metodológicos para docentes, de modo a assegurar a sustentabilidade e a replicabilidade das ações. Nesse modelo, adicionalmente, os países estudam a elaboração de um plano de ação para aquisição e elaboração de livros e materiais didáticos. 

Durante a reunião, também foram destacadas oportunidades para ampliar a troca de experiências entre instituições de ensino e promover a formação de estudantes e pesquisadores, por meio de programas de mobilidade acadêmica, projetos de pesquisa conjuntos e iniciativas de cooperação voltadas ao desenvolvimento científico e educacional. Os ministros trocaram, ainda, perspectivas sobre desafios comuns na educação superior, como a formação de professores, modernização de materiais didáticos e ampliação de oportunidades para estudantes. 

Participaram do encontro o assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Felipe Heimburger; e, compondo a delegação cubana, o embaixador Victor Manuel Cairo Palomo, a diretora de Relações Internacionais, Maria Victoria Villavicencio, e a conselheira da Embaixada de Cuba, Indira Herrera Yera. Também estiveram presentes representantes de secretarias do MEC; da Capes; do FNDE; da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); e da União Nacional dos Estudantes (UNE).  

Relação bilateral – A cooperação educacional entre Brasil e Cuba tem como foco a formação de recursos humanos de alto nível, o intercâmbio acadêmico e o desenvolvimento de pesquisas conjuntas entre instituições de ensino superior dos dois países.  

A relação começou a se estruturar em 2007, com a criação de programas específicos voltados à qualificação de docentes e pesquisadores cubanos em universidades brasileiras. Entre os principais instrumentos dessa parceria estão os programas Capes/MES-Cuba – Docentes e Capes/MES-Cuba – Projetos. 

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O primeiro programa é voltado à formação individual de professores universitários cubanos, oferecendo bolsas para doutorado-sanduíche e pós-doutorado no Brasil, com benefícios como mensalidade, auxílio deslocamento, auxílio instalação e seguro saúde. Já a modalidade Projetos apoia o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa entre instituições de ensino superior brasileiras e cubanas, com financiamento para missões de trabalho, bolsas acadêmicas e atividades de cooperação científica nas diversas áreas do conhecimento.  

Em 2024, a Capes e o Ministério da Educação Superior de Cuba firmaram um novo acordo de cooperação e dois planos de trabalho que viabilizaram a retomada dessas iniciativas, ampliando as oportunidades de mobilidade acadêmica e de colaboração científica entre os países. Outro destaque recente da parceria é a criação da Cátedra Jorge Amado, iniciativa desenvolvida em cooperação com a Universidade de Havana.  

Além dessas iniciativas, Cuba também participa do Programa de Estudantes-Convênio, nas modalidades pós-graduação (PEC-PG), que oferece oportunidades de formação em cursos de pós-graduação no Brasil, e graduação (PEC-G), que permite a realização de cursos completos de ensino superior em universidades brasileiras sem cobrança de mensalidades. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria para Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

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Clínica veterinária da Unir oferece atendimentos gratuitos

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Desde o início do ano, a população de Rolim de Moura, em Rondônia (RO), passou a contar com um novo serviço de clínica veterinária, oferecido pela Universidade Federal de Rondônia (Unir). A unidade é voltada ao ensino prático dos estudantes e realiza atendimentos a animais dos mais variados portes, de cães e gatos a vacas e cavalos. O trabalho da clínica é dividido em três vertentes: formar profissionais capacitados e preparados para o mercado; fazer o controle populacional de animais e reduzir as zoonoses; e promover campanhas de conscientização da população para a posse responsável.

Encarregada do funcionamento da clínica, a professora Mayra Araguaia explicou como o espaço mudou a realidade do ensino e das atividades para estudantes e professores. Segundo ela, “a inauguração da unidade representou uma mudança para as atividades do campus, principalmente porque permitiu que todas as obrigações dos estudantes ficassem concentradas em um único lugar. Antes, eles precisavam se deslocar com os professores para clínicas parceiras para conseguir fazer exames, cirurgias e demais procedimentos. Agora, eles conseguem fazer tudo na faculdade, o que facilita a organização do trabalho e melhora o aprendizado”.

Para a aluna do 7° período de medicina veterinária, Giovana Holanda, a clínica permite colocar em prática os conhecimentos teóricos que recebe em sala de aula. “Nós temos uma rotina de atendimentos que nos permite realizar, em média, cerca de 25 atendimentos ambulatoriais e aproximadamente dez procedimentos cirúrgicos por semana, de animais domésticos e silvestres. A clínica possibilita que a gente aprenda sobre toda a rotina de um atendimento, desde o exame pré-operatório e a preparação do paciente até a anestesia, os cuidados de antissepsia e o pós-operatório”, completou. 

Veterinária
Atendimento a ave silvestre na clínica veterinária da Unir. Foto: Divulgação/Unir
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Ela também ressaltou a importância da clínica no crescimento dos estudantes como pesquisadores. Como exemplo, ela destacou a iniciativa que utiliza a pele do peixe tambaqui no tratamento de feridas em cães e gatos. Esse tratamento é uma alternativa utilizada em feridas de difícil cicatrização e feridas extensas, principalmente aquelas em que não é possível fazer uma cirurgia reconstrutiva, já que a pele apresenta grande quantidade de colágeno e de fibras espessas. Por ser uma espécie nativa, o uso do tambaqui também é uma iniciativa sustentável, já que a pele é um subproduto pouco utilizado da indústria do pescado.

Serviços oferecidos – Neste primeiro momento, a clínica está funcionando com uma capacidade reduzida, mas já oferece serviços gratuitos nas seguintes áreas: clínicas médicas de cães e gatos, de animais silvestres e de grandes animais ou de produção; laboratórios de patologia clínica, de biologia molecular e parasitologia e de reprodução animal; bromatologia; atendimento domiciliar; internação; e cirurgia. Está prevista a ampliação da estrutura da unidade até o início do próximo ano.

Além dos serviços descritos, os profissionais da clínica realizam diversos projetos de extensão no local, como a castração de animais com tutores de baixa renda; o atendimento a animais lotados no centro de zoonoses, no qual são feitos os serviços de check-up geral, exames médicos, castração e microchipagem, com a finalidade de deixar o animal pronto para ser adotado; e a parceria com os bombeiros, que oferece atendimento 24 horas para resgate de animais silvestres que sofreram algum tipo de acidente.

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Clínicas Veterinárias – Assim como a Unir, diversas outras universidades federais de todo o país oferecem serviços de clínica veterinária. Na maioria dos casos, o serviço é 100% gratuito, mas, em outros, os tutores precisam arcar com alguns custos, como exames de sangue e remédios. Para ter mais informações sobre as formas de atendimento e os serviços prestados é preciso entrar em contato com as universidades.

Universidades Federais – Para enviar as iniciativas e atividades desenvolvidas em sua instituição, basta responder ao formulário da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC. Nele, as universidades devem incluir um texto explicativo sobre o projeto e sua relevância para o atendimento público, bem como fotos e vídeos que ajudem a ilustrar as atividades.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

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