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Educação

MEC entrega CNDB para reitores e professores da Rede Federal

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O Ministério da Educação (MEC) entregou, na quinta-feira, 18 de dezembro, a Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) aos dirigentes do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e aos reitores das instituições da Rede Federal. A cerimônia ocorreu em Brasília e contou com a participação do ministro da Educação, Camilo Santana. 

“Enquanto ministro da Educação, irei a todos os institutos federais, podem ficar certos disso, porque estamos investindo neles. Por exemplo, com o dinheiro do PAC [Plano de Aceleração do Crescimento], só restaurantes estudantis são 270; mais de 106 novos campi de institutos federais; muitas obras de quadras poliesportivas, de laboratórios, de bibliotecas. São conquistas importantes. Mas o mais importante é o quanto vocês têm gerado de esperança e garantido oportunidades a milhões de jovens neste país”, disse Santana. 

O ministro também afirmou estar orgulhoso pelo trabalho dos reitores e professores dos institutos e pelos resultados que as instituições alcançam. “Muitas vezes, escuto depoimentos de pessoas que hoje, inclusive, são reitores das instituições onde começaram, de que foi a educação que deu oportunidade para eles serem o que são hoje. Então, quem passa pela educação sabe que tem uma perspectiva de vida, que tem esperança de uma vida melhor”. 

A CNDB é uma iniciativa do MEC que reconhece a importância do trabalho docente e amplia o acesso de professores e professoras a benefícios exclusivos, contemplando educadores das redes pública e privada em todos os níveis e etapas da educação. A carteira possui status de documento oficial e tem validade de dez anos. 

A Carteira Nacional Docente do Brasil facilita o acesso a vantagens como descontos em eventos culturais, incluindo cinemas, teatros e shows. O documento também assegura benefícios exclusivos do programa Mais Professores para o Brasil, como ferramentas de trabalho, cartões de crédito com condições diferenciadas, descontos em hotéis e outras parcerias. 

Rede Federal – A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica conta, segundo dados de 2024 da Plataforma Nilo Peçanha, com 686 unidades em todo o país, incluindo 14 polos de inovação, e oferta mais de 10,1 mil cursos em diferentes níveis e modalidades, atendendo a um quantitativo de 1,9 milhão de estudantes matriculados. Anualmente, são disponibilizadas 1,7 milhão de vagas em todo o país. 

A rede é composta por 48.958 docentes, efetivos e temporários, e 35.439 técnicos-administrativos em educação, responsáveis pelo funcionamento das instituições e pela qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão ofertadas. 

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Investimento – A entrega da CNDB ocorre em um contexto de fortalecimento e ampliação da Rede Federal. Em 2025, a dotação orçamentária para as instituições foi de R$ 2,9 bilhões, dos quais R$ 604,9 milhões foram destinados à assistência estudantil. Em 2022, a dotação foi de R$ 2,2 bilhões, sendo 496,2 milhões referentes à assistência estudantil O valor atual é 28,95% maior do que 2022.  

Pelo Novo PAC, o Governo do Brasil está investindo R$ 3,9 bilhões na rede federal. Na ação de expansão, estão sendo implantados 106 novos campi de Institutos Federais em todos estados brasileiros, com a meta de gerar mais de 140 mil vagas de educação profissional e tecnológica. Já na ação de consolidação, voltada à melhoria e ampliação da infraestrutura nas unidades existentes, são R$ 1,4 bilhão de investimento, dos quais mais de R$955 milhões já foram investidos. Os recursos são para construção de 270 restaurantes estudantis, salas de aula, bibliotecas, laboratórios, quadras poliesportivas e sedes definitivas de campi e de reitoria. 

Desde 2023, o MEC garantiu recomposição orçamentária para as instituições federais de ensino, com suplementação anual. Em 2023, universidades e institutos federais receberam suplementação de R$ 1,7 bilhão. Já em 2024, esse complemento foi de R$ 747,3 milhões, repassados com o intuito de recompor os cortes no orçamento da Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovados pelo Congresso Nacional, e corrigir a inflação. Em 2025, a recomposição orçamentária foi no valor de R$ 400 milhões. 

Além disso, há o investimento de R$ 66,7 milhões do MEC e da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para oferta de três pós-graduações, com carga horária de 360 horas, voltadas à educação profissional e tecnológica (EPT). As formações abrangem as áreas de docência na EPT, gestão na EPT e educação a distância na EPT, totalizando mais de 24,7 mil vagas distribuídas em instituições das redes federal e estaduais. 

Gestão e valorização institucional – As ações do MEC contemplaram também a nomeação de reitores dos institutos federais eleitos pela comunidade acadêmica. Entre 2023 e 2025, já foram empossados 32 reitores e reitoras pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dois diretores-gerais do Cefet-RJ e MG pelo ministro Camilo Santana.  Para 2026, há a previsão de nomeação e posse de sete reitores. 

Como parte das ações de fortalecimento da Rede Federal, o MEC publicou, em 16 de dezembro, a Portaria nº 818, que trata da redistribuição de 909 cargos entre direções (CD) e funções gratificadas (FG). 

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Essa distribuição soma-se às 119 FCCs transferidas no início do mês pela Portaria MEC nº 813/2025, totalizando 1.028 cargos e funções redistribuídos para as instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Política Nacional – A entrega da CNDB também se insere no conjunto de ações estruturantes da Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT). A partir da Lei nº 14.645, de 2 de agosto de 2023, o Governo do Brasil iniciou a construção da política, que tem como objetivo promover o desenvolvimento da educação profissional e tecnológica em consonância com o Plano Nacional de Educação (PNE) e com as demandas do mundo do trabalho. 

A PNEPT foi instituída pelo Decreto nº 12.603, de 28 de agosto de 2025, que também criou o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica (SINAEPT), coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com foco no monitoramento e na avaliação da qualidade da EPT ofertada no país. 

Programas Estruturantes – Entre as iniciativas voltadas à ampliação do acesso à educação profissional, destaca-se o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que recebeu R$ 737 milhões em investimentos entre 2023 e dezembro de 2025, possibilitando a oferta de 323 mil vagas em diversas modalidades e públicos. 

Dentre as ações do Pronatec, destaca se o Mulheres Mil, que promove a qualificação profissional e a inclusão produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade, com investimento aproximado de R$ 209 milhões e alcance de mais de 123 mil mulheres em 479 municípios brasileiros. 

Outro destaque é o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), por meio da iniciativa Juros por Educação, que vincula a renegociação de dívidas estaduais a investimentos estratégicos em vagas de educação profissional técnica de nível médio e na infraestrutura das escolas estaduais. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Webinário de dois anos da Pneerq aborda resposta ao racismo

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Para comemorar os dois anos da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq)o Ministério da Educação (MEC) realiza um webinário em que serão apresentados os “Protocolos de Identificação e Resposta ao Racismo” da Pneerq e lançadas diversas iniciativas voltadas à equidade. O evento ocorrerá na quinta-feira, 14 de maio, às 15h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube e pelo Conviva EducaçãoO webinário buscará sensibilizar gestores, educadores e técnicos sobre a implementação dos protocolos em suas redes. 

No evento, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) apresentará os protocolos, que buscam contribuir para evitar a omissão ou insegurança na tomada de decisões diante de casos de racismo, criando condições institucionais para que a resposta seja consistente, responsável e orientada por diretrizes comuns. Serão abordados o escopo e os princípios dos protocolos, deducação infantil ao ensino superior. 

Ao incorporar e operacionalizar esse protocolo, as redes as instituições de ensino do país poderão ter uma ferramenta eficaz, com linguagem simples, que pode ser compreendida por todos os atores que compõem a comunidade escolar e que, de fato, contribua na tomada de decisão em casos de racismo. 

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Ao longo do webinário, serão apresentados outros lançamentos da Pneerq para o mês de maio, como o Curso de Formação em Práticas de Ensino para a Equidade na Educação Básica. A formação oferece recursos pedagógicos para que professores analisem criticamente as desigualdades produzidas pelo racismo, utilizem a equidade como princípio estruturante de suas escolhas curriculares e avaliativas, e desenvolvam práticas que valorizem a diversidade e promovam interações equitativas entre os estudantes.  

Participam do curso os Articuladores de Formação e Agentes de Formação Local da Pneerq, grupo de agentes responsáveis por formar docentes das 1.294 redes de ensino que não reduziram a desigualdade racial, conforme prevê a Condicionalidade III do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) 2026. 

Secadi divulgará, ainda, as Devolutivas de Equidade Racial e os Referenciais de Implementação de Equidade na Educação. As devolutivas trazem diagnósticos individualizados das redes municipais, com dados sobre desempenho na Condicionalidade III do VAAR, recursos recebidos e desigualdades educacionais. Além de apresentar os principais desafios, os materiais indicam recomendações práticas para promover a equidade racial, apoiando a tomada de decisão dos gestores. Já os Referenciais de Implementação de Equidade na Educação apoiam redes de ensino na qualificação da gestão educacional, com foco na redução de desigualdades e na garantia do direito à educação. Voltados a secretarias estaduais, municipais e distrital, os documentos oferecem orientações práticas, com indicadores, autodiagnóstico e rotas de progressão que ajudam a aprimorar políticas públicas de forma concreta. Os referenciais estão sendo publicados na página Gestão Educacional para a Equidade, que reúne uma série de materiais com a finalidade de promover o avanço da equidade nas redes públicas de ensino e, consequentemente, ampliar o acesso a direitos educacionais e a equalização de oportunidades. 

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Também será lançado o Diagnóstico de Equidade 2026um mapeamento do MEC, realizado por meio da Pneerq para avaliar a implementação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana na educação básica, pública e privada. 

Em sua primeira edição, ocorrida no ano de 2024, 100% das redes estaduais e 98% das redes municipais responderam. Agora, em 2026, será disponibilizado um novo questionário para atualizar o monitoramento e analisar o avanço das políticas. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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