Educação
MEC discute criação de coalizão global pela alfabetização
Em missão à África do Sul para a Reunião de Ministros do G20, o ministro da Educação, Camilo Santana, lançou proposta de criação de uma coalizão global pela alfabetização. “Discutimos a proposta de criação de uma coalização global em defesa da alfabetização na idade certa. Uma proposta feita por nós, brasileiros, por considerar a importância de as crianças aprenderem na idade adequada”, afirmou Santana, ao relembrar o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, lançado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2023.
Para dialogar sobre a agenda, o chefe do MEC participou de uma série de compromissos bilaterais e multilaterais desde segunda-feira, 20 de outubro. Foram encontros com a ministra da Educação Básica da África do Sul, Siviwe Gwarube; o secretário-adjunto do Ministério da Educação da Índia, Armstrong Pame; e o diretor para Educação e Habilidades da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Andreas Schleicher. As discussões tiveram como foco a educação nos primeiros anos de vida.
“Discutimos a proposta de criação de uma coalização global em defesa da alfabetização na idade certa. Uma proposta feita por nós, brasileiros.”
Camilo Santana, ministro da Educação
O ministro também participou de reunião de alto nível do Fórum IBAS, mecanismo de diálogo entre Índia, Brasil e África do Sul criado em 2003 para promover a cooperação Sul-Sul. O encontro contou ainda com a presença de representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da OCDE. Os ministros deliberaram sobre estratégias para acelerar a alfabetização na idade certa, que pontuaram como fundamental para o desenvolvimento humano inclusivo, equitativo e sustentável.
Em declaração conjunta, os três países destacaram que a aprendizagem fundamental — que abrange a educação e o cuidado na primeira infância e os primeiros anos da educação básica — deve ser tratada como prioridade global. Além disso, também reforçaram que garantir que todas as crianças adquiram habilidades básicas de leitura, escrita, matemática e competências socioemocionais é essencial para promover a aprendizagem ao longo da vida, a coesão social e a participação econômica.
O grupo reconheceu que, embora as últimas décadas tenham sido marcadas por avanços significativos, como a ampliação do acesso à escola e a melhoria dos resultados da aprendizagem nos primeiros anos, persistem desigualdades que comprometem o progresso, sobretudo em países de baixa e média renda. Diante desse cenário, os Estados reafirmaram o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, sobre educação de qualidade; e 10, sobre redução das desigualdades. Também se comprometeram a intensificar os esforços para fortalecer os sistemas de aprendizagem inicial, aprimorar a qualidade do ensino e garantir que nenhuma criança fique para trás.
OCDE – Em reunião bilateral com o diretor da Organização, responsável pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o ministro Camilo destacou a participação contínua do Brasil desde o início do Programa, incluindo a edição deste ano, cujos resultados serão divulgados em 2026. No Brasil, o Pisa é aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), seguindo a periodicidade trienal adotada globalmente. A avaliação contempla três domínios: leitura, matemática e ciências.
G20 Educação – Paralelamente às reuniões bilaterais, o Brasil participou da quarta e última reunião técnica do GT educacional do G20 sob a presidência sul-africana, realizada nos dias 20 e 21 de outubro. No encontro, representantes oficiais dos países-membros e convidados do grupo negociaram o texto final da Declaração Ministerial de Educação e revisaram os resultados das discussões técnicas conduzidas ao longo do ano.
Na quarta-feira (22), Santana participará da Reunião de Ministros da Educação do G20, que avaliará os resultados das discussões técnicas e adotará a Declaração Ministerial de Educação aprovada pelos representantes técnicos dos países. Às margens da reunião ministerial, o MEC terá encontros bilaterais com o Ministério da Educação Superior e Treinamento da África do Sul e com o Departamento de Educação do Reino Unido.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Inscrições para a Escola Sirius a professores de ensino médio vão até 20/9
As inscrições para a 9ª edição da Escola Sirius para Professores do Ensino Médio (Espem) estão abertas até 20 de setembro e podem ser realizadas exclusivamente pela internet, no site oficial do programa. A iniciativa é gratuita e reúne professores de física, química e biologia de todo o Brasil em uma semana de imersão científica no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). O evento ocorrerá de 11 a 16 de janeiro de 2027.
O evento é organizado pelo CNPEM e, durante a semana de atividades, os participantes farão um verdadeiro mergulho nas instalações científicas e nos programas de pesquisa do centro, que incluem competências em luz síncrotron, biociências, biorrenováveis, nanotecnologia e engenharia avançada, além de conhecerem a Ilum Escola de Ciência, a faculdade da instituição. A programação combina visitas técnicas, práticas experimentais e oficinas formativas voltadas à sala de aula.
Nesta edição, o caráter de formação continuada da Escola Sirius será reforçado. Além do contato com pesquisas em áreas como saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade, os professores participarão de uma atividade integradora em grupos para desenvolver propostas educacionais inspiradas nas vivências ao longo da semana.
Podem concorrer às vagas professoras e professores de física, química ou biologia do ensino médio ou da educação de jovens e adultos (EJA), das redes pública e privada. É exigida formação em licenciatura em uma dessas áreas ou, para quem tem formação em outra área, comprovação de que já leciona uma das três disciplinas.
Professores universitários de licenciatura em física, química ou biologia de instituições públicas, docentes de cursinhos pré-vestibulares da rede pública e estudantes de licenciatura que já atuaram em sala de aula no ensino médio também podem concorrer, mas apenas às vagas remanescentes.
Vagas – São oferecidas até 60 vagas. A organização priorizará ao menos dois candidatos por unidade federativa, incluindo o Distrito Federal, e reservará ao menos 25% das vagas para cada uma das três disciplinas (física, química e biologia), com o restante distribuído conforme a demanda. O resultado será divulgado a partir de 5 de outubro de 2026.
O CNPEM arca, total ou parcialmente, com passagens aéreas ou rodoviárias de ida e volta até Campinas, hospedagem em quarto duplo próximo ao campus com café da manhã incluso, almoço de segunda a sexta-feira no refeitório do centro e traslado diário entre o hotel e o campus.
Em caso de dúvidas, o CNPEM disponibiliza o seguinte e-mail para contato: [email protected].
CNPEM – O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais é uma Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com interveniência do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Saúde (MS). O Centro abriga o Sirius, uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo e a maior infraestrutura científica já construída no Brasil, além de desenvolver o Projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas com patógenos.
Com atuação nas áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade, o CNPEM reúne infraestrutura aberta à comunidade científica, pesquisa de excelência, inovação tecnológica e formação de recursos humanos, por meio de seus Laboratórios Nacionais (LNLS, LNBio, LNNano e LNBR), da Diretoria Adjunta de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNPEM
Fonte: Ministério da Educação
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