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Educação

MEC conversa com estudantes sobre educação ambiental na COP30

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta quinta-feira, 13 de novembro, uma roda de conversa com crianças e adolescentes durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), para tratar a importância da educação ambiental. O objetivo foi promover um espaço de diálogo para ouvir suas necessidades e opiniões sobre a construção de uma educação de qualidade por meio da promoção da cidadania ambiental. A agenda teve a participação da primeira-dama Janja Lula da Silva e da secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo.  

Estiveram presentes representantes de cursinhos populares, delegados da Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) e do Parlamento Juvenil do Mercosul, além de embaixadores do meio ambiente e alunos da rede municipal de educação de Belém.  

Durante a conversa, os participantes debateram a relevância do espaço escolar na construção da consciência ambiental e sua contribuição para sustentabilidade das cidades, por meio de iniciativas como a coleta seletiva de lixo para a reciclagem e áreas verdes. Os jovens ressaltaram a importância da educação ambiental nos currículos. Na visão de José Carlos, de 14 anos, “a educação ambiental precisa virar uma disciplina, já que sofremos com as chuvas, calor e temos de aprender como lidar com ela”. 

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Os participantes também reivindicaram a proteção dos povos das águas, do campo e das florestas. “Na Amazônia, o meio ambiente está muito interligado à nossa cultura, que tem traços marcantes. Por isso, a destruição não é só da floresta, mas da nossa cultura também”, explicou Aira Gabrielly Assunção, de 16 anos. 

Para Zara Figueiredo, a participação de jovens e crianças na construção de uma virada climática e na integração de saberes para soluções sustentáveis é fundamental. “Acreditamos que o que vocês vivenciam na pele e desde a infância é uma realidade sem precedentes. Alguns mais e outros menos, com profundas diferenças agravadas pelo racismo, que aprofunda a injustiça climática. E acreditamos na cidadania desde a infância, na capacidade única de expressão dos saberes que apenas vocês possuem e que nos ensinam a formular políticas e repensar as redes escolares”. 

Ações do MEC – A agenda faz parte das ações desenvolvidas pelo MEC para estimular, entre os estudantes, um estilo de vida mais sustentável e cuidadoso com o futuro do planeta. Uma dessas iniciativas é o Parlamento Juvenil do Mercosul, que reuniu mais de 25 mil jovens que se destacaram por meio de projetos escolares que respondem de forma prática aos desafios das mudanças climáticas. Esses jovens representaram o Brasil em uma agenda internacional com demais delegados do Mercosul.  

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Outra iniciativa de educação ambiental promovida pelo ministério é a CNIJMA, que mobilizou mais de 2 milhões de estudantes e educadores no Brasil todo, com participação de representantes de mais da metade dos municípios brasileiros. Em outubro, mais de 400 adolescentes fizeram parte da etapa nacional da conferência e se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para falar de ações inovadoras no meio ambiente. Os estudantes entregaram uma Carta Compromisso das Crianças e Jovens pelo Futuro do Planeta, com um pacto das novas gerações pela construção de uma sociedade sustentável e solidária, com justiça climática. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC cria comissão para implantar a Unind

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Logo após a sanção da lei de criação da Universidade Federal Indígena (Unind) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida na última quinta-feira, 28 de maio, o Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta segunda-feira, 1º de junho, a Portaria MEC nº 501/2026, que cria a comissão de implantação da nova instituição de educação superior. 

A comissão terá papel decisivo e atuará nas fundações estruturais da Unind. Entre as suas competências, a comissão deverá realizar debates e estudos técnicos, além de ser responsável por elaborar documentos essenciais, como o estatuto, o regimento geral e o projeto pedagógico institucional. A equipe também definirá toda a estrutura acadêmica e organizacional e vai propor o modelo de governança da 70ª universidade federal brasileira. 

Composição plural e representativa – Para garantir que a implantação atenda às necessidades dos povos originários e conte com a expertise do meio acadêmico, a comissão será formada por representantes titulares e suplentes de diferentes esferas. A composição estabelecida pela portaria conta com:  

  • MEC: seis representantes, incluindo a Secretaria-Executiva (SE), a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e a Secretaria de Educação Superior (Sesu), que exercerá a secretaria-executiva do grupo.  
  • Oito membros indicados pelo Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI).  
  • Dois representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). 
  • Dois da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).  
  • Cinco representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). 

Funcionamento e prazos – A comissão terá autonomia para escolher sua presidência e vice-presidência, mediante aprovação de maioria simples dos membros. As reuniões do grupo ocorrerão uma vez por mês, podendo haver convocações extraordinárias por parte da presidência.  

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Para enriquecer as discussões, a comissão também poderá convidar especialistas e representantes de outras entidades públicas, privadas, indígenas e indigenistas para contribuir com os debates, atuando sem direito a voto.  

Um cronograma detalhado de trabalho ainda será estabelecido pelo colegiado e encaminhado ao ministro da Educação, Leonardo Barchini. A comissão terá o prazo de duração de um ano, contado a partir da sanção da lei que criou a Unind, período que poderá ser prorrogado por mais um ano, se necessário. A participação na comissão é considerada prestação de serviço público relevante e seus integrantes não serão remunerados.  

Unind – A Universidade Federal Indígena tem como objetivos produzir conhecimentos científicos e técnicos voltados ao fortalecimento cultural, à gestão territorial e ambiental e à garantia dos direitos indígenas, em diálogo com os conhecimentos e saberes tradicionais; desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover extensão universitária; valorizar e incentivar as inovações tecnológicas apropriadas aos contextos ambientais e sociais dos territórios indígenas; promover a sustentabilidade socioambiental dos territórios e dos projetos societários de bem viver dos povos indígenas; e valorizar, preservar e difundir os saberes, culturas, histórias e línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.  

A instituição deve iniciar as atividades acadêmicas em 2027, com a oferta de dez cursos de graduação voltados às áreas consideradas estratégicas para os povos indígenas, como gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias, formação de professores, além de áreas estratégicas para autonomia e atuação profissional. Os demais cursos e possíveis novos campi deverão ser implementados gradativamente. 

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Histórico – A criação de uma universidade indígena é uma demanda histórica que começou a ser debatida no âmbito da Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI) do MEC ainda em 2010. Em 2014, o ministério instituiu um grupo de trabalho para realizar estudos sobre a criação de uma instituição de educação superior intercultural indígena.  

O debate ganhou novo impulso em 2023, quando o então ministro da Educação, Camilo Santana, e a ministra dos Povos Indígenas à época, Sônia Guajajara, reuniram-se com representantes do FNEEI e pactuaram a retomada da proposta. Em 2024, o MEC criou um novo grupo de trabalho, coordenado pela Secretaria de Educação Superior (Sesu), para elaborar estudos técnicos sobre a viabilidade da instituição. Como parte desse processo, foram realizados 20 seminários de consulta prévia com os povos indígenas, conforme prevê a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).  

Os encontros ocorreram em todas as regiões do país, reunindo 3.272 participantes entre indígenas, lideranças, pesquisadores e professores universitários. Os seminários resultaram em um relatório consolidado que apontou a viabilidade da criação de uma universidade multicampi e recomendou Brasília como sede inicial da instituição. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu 

Fonte: Ministério da Educação

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