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Educação

MEC comemora 13 anos da Lei de Cotas

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Sancionada em 2012, a Lei de Cotas completou 13 anos na sexta-feira, 29 de agosto. A norma, que ampliou o acesso ao ensino superior por populações historicamente vulnerabilizadas, é fruto de uma luta histórica de movimentos sociais. Ao longo do tempo, esses atores se uniram a pesquisadores, parlamentares e órgãos de controle para garantir que, no devido tempo, sua revisão se efetivasse de forma a aprimorá-la. 

Assim, em 2016, estudantes com deficiência foram incluídos no público-alvo da política, e, mais tarde, em 2023, com o apoio de articulação do Ministério da Educação (MEC) junto ao Congresso Nacional, através da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), a Lei foi atualizada. 

A principal mudança trazida pela nova Lei de Cotas foi no mecanismo de ingresso — no ordenamento anterior, o cotista concorria apenas às vagas reservadas, ainda que tivesse pontuação suficiente para ser aprovado em ampla concorrência. Agora, primeiramente são observadas as notas pela ampla concorrência e, posteriormente, as reservas de vagas para cotas. 

Além disso, vagas reservadas em uma subcota que não forem preenchidas são repassadas para outra subcota e, posteriormente, para as vagas de estudantes oriundos de escola pública. Outras pesquisas, além do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), agora, são utilizadas para o cálculo da proporção de cotistas por unidades da Federação. 

Como consequência, em 2025, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) teve 26.515 candidatos com perfil de cotistas aprovados na ampla concorrência, um aumento significativo — de 124% — em comparação aos 11.806 aprovados em 2024. A aprovação de cotistas com nota suficiente para ingresso no ensino superior pela ampla concorrência corrigiu distorções e ampliou o acesso de estudantes beneficiados pela política de cotas.   

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Outros avanços foram a determinação de que os públicos beneficiários da política tenham prioridade no recebimento de assistência estudantil e de que o critério de renda familiar por pessoa seja reduzido para um salário mínimo na reserva de vagas por critério socioeconômico. As políticas afirmativas passaram, ainda, a valer para estudantes quilombolas e de pós-graduação.  

O monitoramento anual da lei e sua avaliação a cada dez anos também foi aprimorado, com a inclusão de outros órgãos, além do MEC, como responsáveis pelo acompanhamento da política: o Ministério da Igualdade Racial; o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; o Ministério dos Povos Indígenas; e a Secretaria-Geral da Presidência da República. 

Aplicações – Atualmente, todas as instituições federais de ensino superior reservam, no mínimo, 50% das vagas para estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas da rede pública (critério de escolaridade); com renda per capita de até um salário mínimo (critério socioeconômico); com distribuição de cotas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas (critério étnico-racial); e para pessoas com deficiência (critério de inclusão), de acordo com a proporção de cada um desses perfis no estado da Federação onde está instalada a instituição de ensino. 

Porém, além das determinações legais, o MEC também vem trabalhando pela ampliação do acesso e permanência dos estudantes-alvo da política por meio de programas e ações de promoção à equidade educacional. 

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Principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é utilizado pelo MEC para garantir equidade no acesso à educação superior pública. Em seus 27 anos de existência, o exame tem sido fundamental para o avanço de políticas públicas que aprimoram mecanismos para distribuição da oferta de vagas no ensino superior, de forma a refletir melhor a pluralidade da sociedade brasileira, como a aplicação da Lei de Cotas no Sisu e a criação do Programa Bolsa Permanência

Em 2025, o MEC lançou a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) e o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Partiu IF). A CPOP garante suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes socialmente vulnerabilizados que buscam ingressar no ensino superior, especialmente por meio do Enem. A Lei de Cotas foi base para definir o público-alvo da iniciativa. 

 
Já o Partiu IF oferta aulas e atividades voltadas para a recuperação das aprendizagens de estudantes do 9º ano do ensino fundamental, também tendo como base a Lei de Cotas para enquadramento de seu público. A preparação visa a aprovação em cursos técnicos integrados ao ensino médio ofertados pelos Institutos Federais, pelos centros federais de educação tecnológica (Cefets) e pelo Colégio Pedro II, instituições que compõem a Rede Federal. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Publicado edital para inscrições postergadas do Fies 2026

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O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quinta-feira, 25 de junho, o Edital nº 1/2026, que contém o cronograma e os procedimentos relativos à complementação das inscrições postergadas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre de 2026. A complementação deve ser feita no sistema Fies Seleção, de 1º a 3 de julho, pelos estudantes que tiveram a conclusão da inscrição postergada nos processos seletivos do Fies, referentes ao segundo semestre de 2025 ou primeiro semestre de 2026. 

A íntegra do edital está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na página da legislação do Fies. Para fazer a complementação da inscrição, é necessário atender aos demais requisitos, prazos e procedimentos para concessão do financiamento, conforme previsto em edital. 

Após a complementação da inscrição, o candidato deverá validar as informações junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior, por meio da entrega física ou eletrônica da documentação exigida. A validação deverá ser feita a partir do dia seguinte à complementação da inscrição e em até cinco dias úteis. 

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O estudante também precisará validar suas informações junto a um agente financeiro no prazo de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil após a validação da inscrição pela CPSA. A contratação poderá ser realizada de forma digital ou presencial, mas dependerá da disponibilidade do agente financeiro. 

Os candidatos pré-selecionados para as vagas do Fies Social ficam dispensados da comprovação da renda familiar junto à CPSA. No entanto, devem comparecer à comissão para validação das demais informações nos mesmos prazos dos outros estudantes. 

Fies Social – O Fies Social reserva 50% das vagas para os candidatos que são integrantes de família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), na situação de ativos, e com renda per capita de até meio salário-mínimo por pessoa. Nesse caso, também será possível solicitar a contratação do financiamento de até 100% dos encargos educacionais.  

Instituído pela Resolução nº 58/2024, o Fies Social visa retomar a função social do programa, destinado a atender às necessidades de estudantes de baixa renda. Dessa forma, vem cumprir um papel transformador na sociedade ao oferecer melhores condições para a obtenção de financiamento estudantil. 

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Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC que foi instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderiram ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Pode se inscrever no Fies quem tiver participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e tiver obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, bem como nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários-mínimos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

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