Educação
MEC autoriza estudos para novo campus do IFRJ na Cidade de Deus
O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta segunda-feira, 22 de junho, a realização de estudos para implementação de um novo campus do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, durante evento de apresentação dos investimentos do governo federal para periferias, favelas e comunidades urbanas do Rio de Janeiro. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ao todo, o MEC investe R$ 1,1 bilhão no estado, com recursos que contemplam educação básica, educação profissional e tecnológica, e educação superior.
Além do Campus Cidade de Deus, o MEC também está construindo o Campus Rio de Janeiro – Parque Olímpico (IFRJ). Os investimentos da pasta nas instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no estado somam R$ 220,1 milhões, subsídios do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
A comitiva, composta por outros ministros e autoridades, autorizou também uma série de obras de infraestrutura para melhoria de favelas e comunidades urbanas do Rio de Janeiro. Na ocasião, Barchini pontuou os investimentos do MEC para inclusão educacional dessas populações, apresentando um balanço de ações empreendidas pela pasta, em especial na educação profissional e tecnológica (EPT), como a instalação de unidades de ensino nos territórios e políticas de assistência estudantil.
Durante o evento, o presidente Lula ressaltou que a ampliação do acesso à educação superior representa a realização de um sonho para muitas famílias brasileiras e a possibilidade de melhores oportunidades para as novas gerações. “Todo pai e toda mãe ficam muito orgulhosos de saber que um dia seu filho ou sua filha vão ser doutores. Eles vão poder estudar mais que eles, vão ter mais chances na vida e mais oportunidades de emprego. Tenho certeza de que vai valer a pena continuar tendo fé e esperança”.
Segundo o ministro Leonardo Barchini, os investimentos realizados pelo governo federal representam um compromisso com a continuidade das políticas públicas educacionais e com a ampliação do acesso à educação pública de qualidade. “Nós iremos lutar para manter esse projeto que é a educação. Este é mais um capítulo da educação brasileira, que é única de 20 anos para cá, porque, pela primeira vez na história, estamos olhando para um ensino público de qualidade”.
IFRJ – O MEC também está investindo R$ 21,2 milhões do Novo PAC para a construção do Campus Rio de Janeiro – Complexo do Alemão (IFRJ). A nova unidade está sendo instalada em um terreno de 12.743,09 metros quadrados. A estrutura contará com um bloco educacional composto por 15 salas de aula, dois laboratórios de informática, dois espaços multiuso e cinco oficinas. Além disso, disporá de um ginásio poliesportivo, um restaurante estudantil, um auditório com capacidade para 202 pessoas e uma biblioteca. Após a entrega das obras, o campus estará aberto para receber seus estudantes, selecionados para ocupar as 1.400 vagas e os 22 cursos, do técnico integrado ao ensino médio até a pós-graduação.
O IFRJ também está construindo o Campus Rio de Janeiro – Parque Olímpico. A obra recebe R$ 11,6 milhões do Novo PAC e já ultrapassou os 50% de execução. Para implantação e funcionamento da unidade, o IFRJ está adequando a Arena Olímpica II, palco dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que terá capacidade para atender 1.400 estudantes.
Pelo plano de expansão dos 100+ institutos federais pelo Brasil, o IFRJ implanta ainda os campi Teresópolis e Piraí. Além disso, o Instituto Federal Fluminense (IFF) é responsável pela implantação do novo campus em Magé. Pelo Novo PAC, somando a expansão das novas unidades e a melhoria da infraestrutura dos campi existentes, o MEC investe R$ 220,1 milhões nas instituições da Rede Federal no Estado do Rio de Janeiro.
Consolidação e expansão – O Novo PAC prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,6 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFRJ, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 54,7 milhões.
Já para a expansão dos institutos federais, o governo federal está implantando mais de 100 novas unidades em todo o país, também com recursos do Novo PAC, totalizando R$ 2,7 bilhões. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, prioritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. No IFRJ, que atualmente conta com 17 unidades, já incluídos dois novos campi da expansão que possuem autorização de funcionamento, estão sendo investidos R$ 92,8 milhões, para a construção dos campi Rio de Janeiro – Complexo do Alemão; Rio de Janeiro – Parque Olímpico; Teresópolis; e Piraí.
Mais investimentos – Além dos anúncios voltados à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o MEC apresentou um conjunto de investimentos para ampliar e fortalecer a educação pública em diferentes etapas e modalidades de ensino no Rio de Janeiro, com um total de R$ 1,1 bilhão em investimentos. Na educação básica, estão previstas a construção de 63 novas creches, com investimento de R$ 280 milhões, e de 29 escolas em tempo integral, que receberão R$ 313 milhões. O pacote também contempla a aquisição de 42 ônibus escolares, no valor de R$ 21 milhões, e a retomada e conclusão de 25 obras em creches e escolas, com aporte de R$ 44 milhões.
No ensino superior, o ministério anunciou R$ 143 milhões para a realização de 15 obras em universidades federais fluminenses. Os investimentos incluem ainda R$ 133 milhões destinados à melhoria da infraestrutura de três hospitais universitários no estado, fortalecendo tanto a assistência à população quanto a formação de estudantes da área da saúde.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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