Educação
MEC apoia sustentabilidade e resiliência climática nas escolas
No dia 16 de março, data em que se celebra o Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, o Ministério da Educação (MEC) reafirma seu compromisso estratégico de transformar as escolas brasileiras em centros de resiliência, sustentabilidade e formação para a cidadania climática. Entre as ações desenvolvidas pela pasta, destaca-se a apresentação pelo ministro da Educação, Camilo Santana, da Política Nacional de Educação Ambiental Escolar (Pneae) durante a COP 30, que visa coordenar nacionalmente as políticas educacionais sobre o tema.
A iniciativa considera as particularidades da educação formal, que acontece propriamente dentro das escolas, e irá integrar a Política Nacional de Educação Ambiental – esta última mais ampla, envolvendo ações de educação também em outros ambientes, como nas comunidades.
A Pneae será estruturada em diversos eixos de apoio do MEC às secretarias de educação e instituições de ensino, como infraestrutura, apoio a projetos, formação de professores, entre outros, fornecendo uma série de mecanismos de indução para que as escolas desenvolvam ações nesse sentido.
“O principal desafio do MEC, com a nova política, é fazer com que as ações que são desenvolvidas pelas escolas integrem de forma estruturante os currículos. Hoje, de acordo com o Censo Escolar, apesar de termos ações como hortas escolares, participação em projetos de universidades e institutos federais, é importante refletir o que significa educação ambiental no ensino de matemática, português, ciências… De que forma a educação ambiental aparece no cotidiano da escola para além dos projetos isolados, que têm, também, um papel muito importante”, explica Erin Fernandes Bueno, chefe de gabinete da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC (Secadi), responsável pelo tema.
Além de fortalecer a capacidade institucional e as práticas pedagógicas em educação ambiental, a Pneae assume o paradigma da justiça climática em seu eixo central e prioriza investimentos e apoio técnico a municípios com maior vulnerabilidade socioeconômica e ambiental, bem como a territórios etnoeducacionais e a municípios atingidos por catástrofes socioambientais.
Um diagnóstico da aplicação da educação ambiental no país, realizado pelo MEC por meio de pesquisa suplementar ao Censo Escolar, identificou a existência de 1.400 municípios que são mais vulneráveis ao fechamento e suspeição de atividades nas escolas por conta de eventos climáticos extremos, ou seja, calor extremo, enchentes, deslizamentos, entre outros. Esses municípios serão priorizados nas ações da política, sobretudo através da atuação de articuladores territoriais.
Esses municípios também serão priorizados no recebimento do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Escolas Sustentáveis, que o MEC está retomando para enviar recursos com o objetivo de lidar com as questões ambientais e do clima.
Como parte da Pneae, o MEC irá lançar, entre outras ações, o Protocolo Nacional de Adaptação e Resposta das Escolas e Redes de Ensino a Eventos Climáticos Extremos; e os Cadernos Orientativos – voltado a escolas sustentáveis e elaboração de planos de adaptação e resposta das redes de ensino a eventos climáticos extremos.
CNIJMA – Além da formulação das políticas, nesta gestão, o MEC trabalhou na realização da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), processo formativo e participativo, realizado em 2024 e 2025, focado no tema “Vamos Transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”. A edição, detalhada em seu relatório final, marcou a retomada da educação ambiental como política da pasta e serviu como preparação para a COP 30 em Belém.
“A conferência é importante porque além de nos permitir ver o que as escolas têm desenvolvido, ela também incentiva o comportamento das escolas, que passam a desenvolver mais ações em torno da educação ambiental. Este foi um momento importante que organizou todo o nosso trabalho ao longo do ano”, destaca Bueno.
A sexta edição do evento, organizado pelo Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) – integrado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – reuniu cerca de 800 estudantes e educadores de todo o país.
Entre os resultados da conferência, os delegados destacaram propostas para fortalecer as Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vidas) e os Projetos de Ação nas escolas, reafirmando o compromisso coletivo de continuarem mobilizados após o evento.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Resolução regulamenta bolsas e atividades de residentes
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS), regulamentou a participação de residentes de programas de saúde em cursos de pós-graduação e o recebimento de bolsas adicionais. A medida consta na Resolução CNRMS nº 2, de 11 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 12 de agosto.
A resolução estabelece regras para o regime de dedicação exclusiva dos Programas de Residência em Área Profissional da Saúde (PRAPS). O texto estabelece que o cumprimento da carga horária de dedicação exclusiva não impede a participação do residente em ofertas educacionais, aperfeiçoamentos ou programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, desde que haja compatibilidade de horários e com o projeto pedagógico do programa.
A norma também estabelece critérios para o recebimento cumulativo de bolsas de ensino, pesquisa e extensão ou auxílios de apoio financeiro, permitindo o acúmulo de rendimentos quando vinculados a projetos de desenvolvimento acadêmico, científico ou tecnológico na área da saúde. A participação deve ser previamente acompanhada pela Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu) de cada instituição credenciada.
Segundo o regramento institucional, as regras visam assegurar o desenvolvimento integral das competências profissionais, a qualificação do atendimento prestado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e o fortalecimento do ensino integrado à prática assistencial nas unidades de saúde do país.
É importante ressaltar que, mesmo com as alterações promovidas pela nova regra, os estudantes seguem impedidos de acumular empregos ou atividades que inviabilizem a carga horária da residência. Além disso, a participação em cursos e projetos externos deve ser sempre compatível com os objetivos pedagógicos do PRAPS. O descumprimento das regras pode acarretar sanções administrativas e perda de benefícios.
Pró-Residência — O Programa Nacional de Bolsas para Residências em Área Profissional da Saúde (Pró-Residência) é uma iniciativa desenvolvida em parceria entre o MEC e o Ministério da Saúde. O programa tem como objetivo incentivar a formação de especialistas em modalidades multiprofissionais e uniprofissionais, prioritariamente em regiões e especialidades estratégicas para o atendimento público de saúde, mediante a concessão de bolsas de estudo e apoio às instituições de ensino e saúde do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
-
Esportes6 dias agoCorinthians vence, mas é eliminado da Copa do Brasil pelo Internacional
-
Educação7 dias agoMEC divulga período de inscrições para o Observatório da Educação Inclusiva
-
Agro6 dias agoCasos de raiva bovina avançam e colocam rebanhos em alerta
-
Brasil5 dias agoMinistro da Saúde realiza visitas técnicas em Santa Casa de Curitiba e Hospital Angelina Caron, em Campina do Sul (PR)
-
Agro6 dias agoEntidade critica nova lei do frete e prevê aumento dos custos no campo
-
Agro6 dias agoExportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns
-
Educação7 dias ago
Saeb 2025: consulte os resultados finais da avaliação
-
Esportes5 dias agoAtlético-MG e Remo ficam no empate em 2 a 2 no Mangueirão pelo Brasileirão
