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Economia

MDIC realiza debate sobre financiamento da transição energética justa

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) coorganizou o evento “Estratégias para o Financiamento da Transição Energética Justa”, realizado nesta terça-feira (4/11), em São Paulo, como parte da programação pré-COP30.
O evento teve como objetivo promover o diálogo institucional e fortalecer a cooperação entre atores públicos e privados na busca por mecanismos financeiros que tornem a transição energética mais inclusiva, resiliente e equitativa.

Para isso, o encontro reuniu representantes de governos, instituições financeiras, bancos de desenvolvimento, investidores, sociedade civil e academia para discutir soluções inovadoras de financiamento que acelerem a transição energética na América Latina, com foco em justiça social e sustentabilidade.

Na abertura, a secretária-executiva adjunta do MDIC, Aline Damasceno, destacou que a pasta está comprometida com a coordenação de políticas industriais mais verdes e sustentáveis, definindo prioridades setoriais claras e fomentando a estruturação de instrumentos de financiamento — como o FJGET (Financiamento para uma Transição Energética Justa e Verde, em tradução livre).

Também participaram da abertura a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra; a vice-governadora do Ceará, Jade Romero; o vice-presidente do Setor Privado do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), Antonio Silveira; o vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron; e a CEO do Blend Institute, Liane Freire.

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Em seguida, o secretário-executivo do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Capital (UNCDF), Pradeep Kurukulasurya, e o vice-presidente de Finanças, Risco e Sustentabilidade da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA), do Grupo Banco Mundial, Ed Mountfield, abordaram o tema “Mitigação de risco e recursos catalíticos para alavancagem de capital na transição energética justa”.

Com moderação da secretária de Economia Verde do MDIC, Julia Cruz, o primeiro painel discutiu a agenda de investimentos na transição energética justa, suas oportunidades e desafios. Contou com a participação da gerente de Transições Energéticas do World Hydrogen Leaders, Talita Covre; do gerente do Ambiente de Programas com Organismos Internacionais no Banco do Nordeste, Bruno Gabai; do chefe do Departamento de Transição Climática do BNDES, Leonardo Pereira; e do vice-presidente Executivo do Banco do Brasil, Francisco Lassalvia.

A secretária do MDIC destacou que os desafios e oportunidades apontados pelos painelistas — especialmente a mobilização de financiamento sustentável para fomento a cadeias produtivas densas e integradas ao desenvolvimento regional — estão plenamente alinhados às estratégias do MDIC, em especial à Missão 5 da Nova Indústria Brasil.

O segundo painel foi composto pela diretora-executiva de Mercado de Capitais para América Latina e Caribe do BID Invest, Natalia Dias; pela diretora de Instituições Financeiras do MIGA, Ariane Di Iorio; e pelo diretor de Análise e Gestão de Operações da CAF, Luiz Esteves. Moderado pela secretária de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), Viviane Vecchi Mendes Muller, o painel tratou dos mecanismos de de-risking e do papel das instituições multilaterais na alavancagem de capital.

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Contexto da iniciativa

A iniciativa é promovida pelo Finance for Just and Green Energy Transition (FJGET), coalizão internacional composta por bancos de desenvolvimento, agências das Nações Unidas, governos, sociedade civil e parceiros institucionais.
O FJGET busca ampliar o fluxo de capital para a transição energética justa na América Latina, região que atualmente recebe apenas cerca de 4% dos recursos globais de financiamento climático — percentual muito abaixo das necessidades, estimadas em mais de US$ 200 bilhões anuais.

A coalizão atua na estruturação de instrumentos financeiros inovadores, como mecanismos de blended finance e facilities de de-risking, essenciais para atrair investimentos e assegurar que a transição para uma economia de baixo carbono seja também socialmente inclusiva e justa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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MDIC lança iniciativa para acelerar tecnologias voltadas à resiliência climática

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou, em Porto Alegre (RS), uma iniciativa para conectar empresas, instituições científicas e tecnológicas, universidades, startups e governos com o objetivo de acelerar o desenvolvimento e a adoção de soluções inovadoras voltadas ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

O projeto foi apresentado na última terça-feira (18/06) e é financiado pelo programa Euroclima e implementado pelo MDIC, com apoio da Fundação para a Internacionalização das Administrações Públicas (FIAP). A iniciativa prevê a realização de rodadas de negócios, conexões entre ofertantes e demandantes de tecnologias e a articulação de parcerias entre atores nacionais e europeus, com foco em soluções aplicadas à infraestrutura resiliente rural e urbana.

Durante a abertura do evento, o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo Sebba Ramalho, destacou a importância da inovação e da cooperação para ampliar a capacidade de resposta do país aos desafios climáticos.

“A resiliência climática é também uma agenda de competitividade. Precisamos fortalecer os mecanismos que conectam conhecimento, tecnologia e investimento para transformar desafios em oportunidades de desenvolvimento sustentável e inovação para o país”, explicou.

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Embora tenha alcance nacional, a iniciativa foi concebida a partir das lições aprendidas com as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, reforçando a necessidade de ampliar capacidades institucionais e tecnológicas voltadas à prevenção, mitigação e resposta a eventos climáticos extremos.

Na ocasião, também foi apresentado o edital “Conexões em Infraestrutura Rural e Urbana”, lançado pelo MDIC para identificar ofertantes e demandantes de soluções tecnológicas voltadas à resiliência climática. A chamada contempla áreas como monitoramento hidrometeorológico, sistemas de alerta precoce, drenagem urbana inteligente, soluções baseadas na natureza, energia resiliente, mobilidade para evacuação e gestão inteligente de resíduos. As inscrições estão abertas até 3 de julho.

Cooperação para a inovação climática

O projeto reúne parceiros nacionais e internacionais, entre eles a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A iniciativa faz parte do programa Euroclima, voltado ao fortalecimento da cooperação entre a União Europeia e países da América Latina e do Caribe na agenda climática.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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