Economia
MDIC abre consulta para definir lista de equipamentos de Data Centers elegíveis ao Redata
O governo deu um passo importante para a regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). Na sexta-feira (26/9), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) abriu tomada de subsídios para colher informações sobre quais equipamentos serão elegíveis à isenção tributária. A consulta também ajudará a definir os critérios de sustentabilidade ambiental do programa.
Empresas, associações e sociedade têm até o próximo dia 26 de outubro para contribuir.
“O sucesso e a efetividade do Redata dependem agora da precisão técnica dessa tomada de subsídios. Por isso, precisamos da contribuição detalhada do ecossistema para refinar a lista de equipamentos elegíveis à isenção tributária e, principalmente, para estabelecer critérios que Investimentos em data centers sustentáveis e simultaneamente o desenvolvimento da cadeia digital no Brasil”, destaca o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira.
A iniciativa é estratégica para que os setores detalhem as especificações técnicas necessárias, com o objetivo de fomentar a instalação, expansão e modernização de datacenters no país. Dois critérios são fundamentais:
– Tecnologia e Tributação: Apresentar a relação minuciosa dos equipamentos de hardware, software e infraestrutura que devem ser incluídos na lista de isenção tributária do Redata.
– Sustentabilidade como Requisito: Sugerir parâmetros de eficiência energética e hídrica, uso de energias renováveis ou limpas, e outras práticas ambientais que devem se tornar critérios obrigatórios para que um datacenter se qualifique para o regime tributário especial.
As contribuições devem ser registradas exclusivamente no formulário disponível no portal de Brasil Participativo.
O que é o Redata
Em 17 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou Medida Provisória que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center no Brasil, o Redata. O programa faz parte da Política Nacional de Data Centers (PNDC), vinculado à Nova Indústria Brasil (NIB), Missão 4 (Transformação Digital), e busca impulsionar o crescimento nacional em áreas estratégicas da Indústria 4.0, tais como computação em nuvem, inteligência artificial, smart factories e Internet das Coisas, ampliando a capacidade brasileira de armazenagem, processamento e gestão de dados.
A MP vincula os incentivos a contrapartidas financeiras em pesquisa e desenvolvimento que promovam o adensamento das cadeias produtivas digitais no Brasil, instituindo ainda percentuais mínimos de destinação dos serviços para o mercado interno. A medida também estimula a desconcentração regional, reduzindo as contrapartidas para investimentos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O que é a Tomada de Subsídios
A Tomada de Subsídios é um instrumento de participação social e coleta de dados técnicos utilizado pelo Governo antes de finalizar a regulamentação de uma lei, portaria ou medida provisória.
Trata-se de um procedimento transparente que busca ampliar a base de informações de um órgão público. Ao invés de decidir internamente sobre listas de equipamentos ou critérios técnicos complexos, o governo abre o processo para que especialistas, empresas, academia e demais interessados forneçam subsídios (dados, sugestões, críticas e estudos).
No caso do Redata, a Tomada de Subsídios é fundamental para que a lista de equipamentos elegíveis à isenção tributária e os critérios de sustentabilidade reflitam a realidade tecnológica do setor, garantindo que os benefícios sejam direcionados de forma estratégica para impulsionar a infraestrutura de dados no Brasil.
Link para a Tomada de Subsídios: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/redata
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Brasil registra superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de junho
Na 2ª semana de junho de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,5 bilhão e corrente de comércio de US$ 15,4 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 8,4 bilhões e importações de US$ 7 bilhões.
No mês, as exportações somam US$ 16,4 bilhões e as importações, US$ 11,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 28,1 bilhões.
No ano, as exportações totalizam US$ 165 bilhões e as importações, US$ 127,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 37,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 292,6 bilhões. Esses e outros resultados foram apresentados nesta segunda-feira (15/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês // 2º Semana de Junho/2026
Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de junho/2026 (US$ 1,819 bi) com a de junho/2025 (US$ 1,451 bi), houve crescimento de 25,3%. Em relação às importações houve crescimento de 12,3% na comparação entre as médias até a 2ª semana de junho/2026 (US$ 1,301 bi) com a do mês de junho/2025 (US$ 1,158 bi).
Assim, até a 2ª semana de junho/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 3.120,42 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 518,02 milhões. Comparando-se este período com a média de junho/2025, houve crescimento de 19,5% na corrente de comércio.
Exportações e importações por Setor
No acumulado até a 2ª semana do mês de junho/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 93,62 milhões (27,1%) em Agropecuária; de US$ 133,88 milhões (42,7%) em Indústria Extrativa e de US$ 137,09 milhões (17,4%) em produtos da Indústria de Transformação.
No acumulado até a 2ª semana do mês de junho/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 0,81 milhões (3,6%) em Agropecuária; de US$ 6,29 milhões (13,4%) em Indústria Extrativa e de US$ 134,1 milhões (12,4%) em produtos da Indústria de Transformação.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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