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MCTI recebe seminário da AGU sobre condutas vedadas e comunicação institucional no período eleitoral

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As condutas dos agentes federais durante o período eleitoral foram apresentadas durante um encontro de orientação no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) nesta segunda-feira (25). A atividade reuniu servidores, gestores, equipes técnicas e representantes da Consultoria Jurídica do MCTI e da Advocacia-Geral da União (AGU) para apresentar diretrizes previstas na legislação eleitoral e esclarecer dúvidas relacionadas à atuação institucional em ano de eleições.  

O período defeso, como é conhecido, tem início em 4 de julho — três meses antes do primeiro turno. O encontro teve como base o manual Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais em Eleições, elaborado pela Câmara Nacional de Direito Eleitoral da AGU. O material reúne orientações sobre publicidade institucional, uso de redes sociais, participação em eventos, utilização de bens públicos e outras situações que exigem atenção dos agentes públicos durante o calendário eleitoral. 

Na abertura do evento, o chefe de gabinete da ministra Luciana Santos, Rubens Diniz Tavares, ressaltou a necessidade de garantir segurança jurídica às equipes do ministério. O MCTI tem grande volume de programas, ações e instituições espalhadas pelo País. “Estabelecer os parâmetros do que é adequado, do que é correto e do que é permitido no processo eleitoral é, acima de tudo, um respeito com o eleitor, um respeito com a instituição e uma garantia de que não existirá abuso do poder na atividade eleitoral”, afirmou. 

A consultora jurídica do MCTI, Diana Azin, ressaltou que a iniciativa atende a uma preocupação da ministra Luciana Santos de assegurar que os trabalhos do ministério continuem sendo executados normalmente, mas nos limites estabelecidos pela legislação eleitoral. “A ideia é trazer segurança jurídica e aproximar a equipe técnica dos consultores jurídicos”, afirmou. 

O encontro também marcou o lançamento da iniciativa Diálogos para Inovação, que prevê encontros periódicos para discutir temas jurídicos relevantes para a administração pública e as atividades do ministério. 

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Uso responsável da máquina pública

Durante a programação, representantes da Câmara Nacional de Direito Eleitoral da AGU apresentaram os principais princípios que orientam a atuação dos agentes públicos em período eleitoral, especialmente a garantia de igualdade de oportunidades entre candidaturas. 

A advogada da União Isabela Marques Seixas explicou que a legislação eleitoral busca impedir o uso da estrutura pública para favorecer candidatos, partidos, federações ou coligações. “Como agentes públicos, sobretudo em ano eleitoral, precisamos ter um cuidado maior. O tempo de trabalho e os espaços institucionais devem ser dedicados exclusivamente ao exercício da função pública”, destacou. 

Ela também lembrou que as condutas vedadas previstas na legislação têm caráter objetivo. Ou seja, basta a prática do ato para a infração ser configurada, independentemente da intenção do agente público ou de eventual impacto no resultado das eleições. 

Os palestrantes ressaltaram ainda que o conceito de agente público utilizado pela legislação eleitoral é amplo e inclui servidores efetivos, comissionados, terceirizados, estagiários e qualquer pessoa que exerça função pública, ainda que temporariamente. 

Publicidade institucional e redes sociais

Um dos principais temas abordados durante o encontro foi a publicidade institucional em período eleitoral. Entre as orientações, foi destacado que, a partir do início do defeso, os órgãos públicos federais ficam impedidos de fazer publicidade institucional, salvo exceções previstas em lei. 

Segundo os especialistas da AGU, a restrição também pode alcançar peças publicadas anteriormente, que deverão ser revisadas e, em determinados casos, retiradas de sites e redes sociais institucionais. Podem permanecer disponíveis conteúdos de caráter estritamente informativo, como informações sobre serviços públicos, transparência ativa, legislação, prestação de contas e conteúdos previstos na Lei de Acesso à Informação.  

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As orientações também abordaram cuidados relacionados ao uso de redes sociais, e-mails institucionais, equipamentos públicos e espaços oficiais, que não podem ser utilizados para promoção político-partidária. 

Inteligência artificial e desinformação

O encontro também destacou as novas regras relacionadas ao uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais. As resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026 estabeleceram exigências específicas para conteúdos produzidos com IA. 

De acordo com os palestrantes, materiais eleitorais criados com inteligência artificial, como imagens, vídeos, áudios e textos, deverão conter identificação informando o uso da tecnologia. Também foram apresentadas restrições ao uso de chatbots, avatares hiper-realistas e impulsionamento de determinados conteúdos em períodos próximos à votação. 

Outro ponto debatido foi o enfrentamento à desinformação no ambiente digital. Os representantes da AGU destacaram que a Justiça Eleitoral ampliou mecanismos de moderação e retirada de conteúdos considerados irregulares durante o processo eleitoral. 

Orientação preventiva

Além das regras sobre publicidade institucional, a programação incluiu orientações sobre participação em eventos públicos, inaugurações de obras, movimentação funcional de servidores, distribuição de bens e serviços sociais e utilização de estruturas públicas durante o período eleitoral. 

Ao final do encontro, servidores de diferentes pastas do MCTI puderam tirar dúvidas e personalizar as questões apresentadas durante a palestra.  Os representantes da AGU reforçaram que a atuação preventiva, aliada ao bom senso e à observância dos princípios da impessoalidade e da igualdade entre candidaturas, é fundamental para evitar irregularidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente

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O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.

Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.

Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.

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Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.

A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Painéis temáticos

No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.

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O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.

No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.

No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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