Brasil
MCTI avança em estratégia de semicondutores com parceria global para formação de profissionais e inovação
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) deu mais um passo importante para fortalecer o setor de semicondutores no País. Em cerimônia nesta terça-feira (5), em Brasília (DF), a ministra Luciana Santos assinou uma carta de intenções com a empresa Synopsys International Limited, referência mundial em soluções para design eletrônico.
A iniciativa marca o início de uma cooperação estratégica para o desenvolvimento da microeletrônica no Brasil, com foco na formação de profissionais, no estímulo ao empreendedorismo e no avanço de pesquisas na área. O acordo também abre caminho para a negociação de uma parceria mais ampla entre as instituições.
Entre as ações previstas, estão a capacitação de recursos humanos, o apoio à criação de startups de base tecnológica e o desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa e inovação. A expectativa é que a colaboração contribua para reduzir o déficit de profissionais na área e impulsione a produção de conhecimento e tecnologia no Brasil.
Durante a cerimônia, Luciana Santos destacou que investir em pessoas é o caminho para acelerar o desenvolvimento tecnológico. “Há estudos que apontam para um déficit de 500 mil profissionais na área, e parcerias como essa ajudam a minimizar essa defasagem e garantir a competitividade do País e de profissionais brasileiros no mercado”, analisou.
O diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Synopsys, Victor Grimblatt, reforçou que a cooperação entre o setor privado e o Governo do Brasil é fundamental para a criação de um ambiente propício para o desenvolvimento. “Queremos apoiar o empreendedorismo e a inovação. O conhecimento das empresas e dos governos não devem ficar segregados, deve ser compartilhado para garantir o crescimento de todos”, afirmou.
CI Inovador
Protagonista na articulação da política nacional de ciência e tecnologia, o MCTI lidera o esforço para ampliar a capacidade brasileira em um setor considerado essencial para a economia digital. A parceria com a empresa americana está alinhada ao Programa CI Inovador, que busca atender à crescente demanda por especialistas em semicondutores e fortalecer o ecossistema de inovação no País.
Com a nova parceria, o MCTI reforça seu papel como indutor de políticas públicas de transformação digital e soberania tecnológica, conectando o Brasil às principais agendas globais de inovação e preparando o País para os desafios da nova economia.
Brasil
Durante congresso em Brasília, ministro da Saúde destaca papel das instituições filantrópicas na assistência pelo SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quinta-feira (20), do encerramento do 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília (DF). Com o tema “Saúde: a escolha que transforma o País”, o fórum reuniu gestores, especialistas, autoridades públicas e sociedade civil para tratar de estratégias de fortalecimento do SUS e da assistência hospitalar filantrópica.
Durante o congresso, Padilha apresentou a previsão de acréscimo de R$ 450 milhões no Teto MAC dessas instituições no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. Com o reforço de 45%, o valor previsto passará de R$ 1 bilhão para R$ 1,45 bilhão, contribuindo para a continuidade dos atendimentos prestados à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“As Santas Casas têm um papel decisivo na assistência à população. Elas não representam apenas o cuidado em saúde, mas também geram empregos e movimentam a economia local. Nosso desafio é construir um novo modelo de financiamento que permita que os recursos cheguem rapidamente aos hospitais filantrópicos, ajude a organizar os serviços e garanta a sustentabilidade dessas instituições, porque fortalecer as Santas Casas é fortalecer o SUS”, afirmou Padilha.
As Santas Casas e os hospitais filantrópicos estão presentes em 1.317 municípios. Ao todo, são 1.846 unidades sem fins lucrativos com produção hospitalar registrada no SUS. Essas instituições representam 25% dos hospitais do país, corresponder por 40% dos leitos do SUS e realizam cerca de 60% dos atendimentos do sistema público.
A atuação das instituições também é expressiva em áreas de alta complexidade. Em 2025, os hospitais filantrópicos realizaram 5,1 milhões dos 14,9 milhões de procedimentos cirúrgicos eletivos registrados no SUS. Entre 2012 e maio de 2026, as entidades sem fins lucrativos também responderam por 59,7% dos transplantes realizados pelo sistema público.
34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos
Ao longo de três dias, o 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos promoveu a troca de experiências e a construção de soluções voltadas à qualificação da gestão, ao financiamento do setor, à inovação e à ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.
O evento reforça que as Santas Casas e hospitais filantrópicos são responsáveis por uma grande parcela dos atendimentos prestados à população do SUS, incluindo consultas, exames, internações, cirurgias, tratamentos oncológicos e transplantes. O encontro também destaca a parceria entre o poder público e a rede filantrópica como fundamental para ampliar o acesso e qualificar a assistência em todo o país.
SUS reforça apoio às Santas Casas e hospitais filantrópicos
O fortalecimento das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos inclui ações para apoiar o custeio da assistência, melhorar as condições de financiamento e garantir a continuidade dos atendimentos prestados à população. Entre elas está a execução da Portaria GM/MS nº 9.760/2025, que estabeleceu R$ 1 bilhão para entidades sem fins lucrativos que atendem pelo SUS, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Desse montante, R$ 800 milhões já foram repassados, em duas parcelas de R$ 400 milhões, e outros R$ 208,4 milhões serão destinados às maternidades filantrópicas.
O repasse às maternidades será distribuído de forma proporcional à atuação de cada estabelecimento, combinando uma parcela fixa, definida conforme o porte assistencial de cada unidade, e outra variável, calculada de acordo com o número de partos realizados. O formato contempla tanto hospitais com grande volume de atendimentos quanto maternidades menores, essenciais para garantir o acesso ao parto e ao nascimento em diferentes regiões.
Somado a isso, foi sancionada a Lei nº 2465/2026, que prorrogou até 2030 o uso de recursos do FGTS para financiar Santas Casas, hospitais filantrópicos e instituições sem fins lucrativos que atuam no SUS. A medida também reabriu o Programa Caixa Hospitais FGTS, ampliando o acesso dessas entidades a linhas de crédito para investimentos e expansão dos serviços.
A nova etapa do programa já contemplou importantes instituições do país, como o Instituto do Câncer do Ceará, a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia e a Santa Casa de Misericórdia de Barretos. Além disso, o Ministério da Saúde e a Caixa firmaram parceria para impulsionar a contratação dos recursos ainda disponíveis, estimados em R$ 2,1 bilhões.
Eduarda Paixão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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