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Massa de ar frio vai baixar temperaturas na quarta no Paraná; na quinta, elas já sobem

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Uma frente fria atravessou o Paraná rapidamente nesta terça-feira (09), trazendo ventos fortes principalmente nas regiões Oeste e Centro Sul. Após a passagem dela, uma massa de ar frio se aproxima do Estado, causando um declínio nas temperaturas de quarta-feira (10) e até possibilidade de geada. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), no entanto, o frio durará pouco: na quinta-feira (11) as temperaturas já voltam a subir, e os dias serão de grande amplitude térmica: friozinho pela manhã, e calor à tarde.

Até as 11h30 desta terça-feira, os maiores acumulados de chuva no estado foram em Mangueirinha (30,4 mm), Palmas (33,9 mm) e Coronel Domingos Soares (32 mm). Devido ao rápido deslocamento da frente fria, as rajadas de vento foram intensas durante a madrugada. Campo Mourão registrou uma rajada de 65,5 km/h à 0h45; Guarapuava teve outra de 64,8 km/h à 0h30; Loanda teve outra de 57,2 km/h à 0h30; Cianorte registrou uma rajada de vento de 56,9 km/h à 0h45; Cornélio Procópio teve outra de 56,2 km/h às 3h30; e Ubiratã teve outra 55,1 km/h à 0h.

A frente fria já está a caminho de São Paulo, e chuva prevista para a semana, na maior parte do Paraná, já acabou. “Temos uma situação de tempo mais estável prevista em grande parte do Estado nos próximos dias. Existe apenas uma pequena possibilidade de chuva na tarde de quinta-feira, bem na área de fronteira com o Paraguai”, afirma Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

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Na retaguarda da frente fria, uma massa de ar frio chega ao Paraná, causando declínio nas temperaturas. Na quarta-feira (10), as temperaturas ficarão abaixo dos 10°C em toda a metade sul do Paraná, inclusive com pequeno risco de formação de geada entre Palmas e General Carneiro – cidades que devem registrar temperaturas mínimas entre 3°C e 4°C. 

Na quinta-feira (11) as temperaturas da tarde voltam a subir em quase todo o Estado e a amplitude térmica ganhará destaque. No Noroeste, Norte, Norte Novo e Norte Pioneiro, com o predomínio de sol a partir de quinta, as temperaturas passam dos 30°C a tarde.  “Entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral o tempo permanece com bastante nebulosidade e possibilidade de chuviscos no período da noite. Assim, a temperatura não se eleva na mesma proporção do que no interior paranaense”, explica Jacóbsen. 

A gangorra nas temperaturas será grande ao longo da semana: Curitiba teve máxima de 21,1°C na segunda-feira (08), mas amanheceu com 15,1°C na terça (09) e deve terminar a tarde com a temperatura próxima ao dia anterior. Na quarta (10) a capital deve ficar com as temperaturas entre 7°C e 23°C (menos da metade da temperatura mínima de terça), e quinta (11) entre 10°C e 25°C. 

Loanda chegou a 37°C na tarde de segunda-feira (08), e amanheceu com 18,8°C na terça-feira (09). As temperaturas não chegam aos 30°C nesta terça, mas vão de 14°C a 30°C na quarta (10), e de 16°C a 33°C na quinta (11).

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Já em Palmas, que frequentemente registra a menor temperatura do estado entre as estações meteorológicas do Simepar, a gangorra é ainda maior. A cidade no domingo (07) teve mínimas de 6,1°C, na segunda (08) a temperatura mínima subiu para 9,9°C, e na terça (09) para 12,4°C, com previsão de máxima de apenas 17°C. Na quarta (10) a cidade deve amanhecer com 4°C, na quinta (11) com 8°C e na sexta (12) com 10°C – os três dias com máxima prevista de 24°C.

SIMEPAR – Com uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas atmosféricas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas extremas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até situações como incêndios e secas.

Dados mais detalhados da previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses estão disponíveis no site www.simepar.br. A previsão tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte.

Fonte: Governo PR

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Família de paciente que recebeu polilaminina destaca estrutura e agilidade do Estado

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Os pais da jovem Ana Beatriz Cruz, que recebeu a aplicação da polilaminina no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, entre a noite de terça-feira (16) e a madrugada desta quarta-feira (17), destacaram o apoio recebido do Governo do Estado durante o atendimento da filha na unidade hospitalar que é gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e referência no atendimento de traumas.

Ana Beatriz está internada no Hospital do Trabalhador desde o último sábado (13), quando foi atingida por um galho de árvore enquanto passeava com a família em Curitiba. Ela deu entrada na unidade em estado gravíssimo, com risco iminente de morte.

A mãe, Vanessa Stubinski, contou que após o incidente, ficou em choque sem saber o que fazer. No primeiro momento, ligou para o ex-marido, que mora em São Paulo, em busca de apoio e também para ver se o plano de saúde de Ana cobriria o atendimento necessário. Mas não foi necessário, pois a jovem foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador, com o atendimento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De imediato, Ana Beatriz passou por uma cirurgia.

“No sábado foi aquela sensação de achar que ela não ia conseguir sobreviver. Com fé, sabia que as coisas iriam acontecer. Eu fiquei desesperada e liguei para o pai dela, porque eu achava que não daria conta sozinha e também para ver a questão do plano de saúde. O plano de saúde dela nem atenderia aqui em Curitiba e não teríamos como levar para São Paulo e arcar com o custo que seria altíssimo”, explicou Vanessa. “Quando chegamos aqui, ela já foi encaminhada, atendida e em menos de 12 horas fez a cirurgia. Foi quando comecei a respirar aliviada, mas até que veio a constatação de que ela havia perdido o movimento das pernas”, completou.

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Após isso, os médicos do HT comentaram com a família sobre o tratamento com a polilaminina, a unidade, inclusive, realizou a primeira aplicação da proteína em Curitiba no mês de março. Os médicos deram o apoio para que a família fizesse contato com a equipe de pesquisadores e realizasse o trâmite junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que Ana Beatriz pudesse receber o tratamento experimental. A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. Ela é desenvolvida a partir da laminina, proteína que já existe no corpo humano e é encontrada em grande quantidade na placenta. 

“O médico nos falou da proteína, que já havia sido aplicada aqui e que aqui era o melhor hospital para ela estar naquele momento na situação em que ela se encontrava. Tivemos o apoio do hospital e também o avião do Estado que foi buscar a equipe e a proteína. Achei incrível a prontidão em atender ela, fazer toda essa movimentação, a rapidez e eficiência no tempo hábil para aplicação da proteína. Só tenho a agradecer. Nossa expectativa está alta e a gente é muito grata ao hospital e ao Estado por ter prestado todo esse apoio para gente. Não ficamos desamparados em nenhum momento”, destacou Vanessa.

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A mesma opinião tem o pai de Ana Beatriz, Tiago Cruz, que falou de todo atendimento recebido pelo Estado e assistência de todos os profissionais do Hospital do Trabalhador. “Os médicos explicaram certinho todo o procedimento, tivemos toda a assistência do hospital. Fiquei surpreso de forma positiva. Só temos a agradecer todo o apoio e ao próprio governador Ratinho Junior que liberou a aeronave. Fico bem grato por essa agilidade e atendimento”, disse.

POLILAMININA – A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. O procedimento integra o Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo), autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto seguem os estudos clínicos para avaliação da segurança e da eficácia da substância. No Brasil, 87 pacientes já receberam a proteína, sendo 17 no Paraná.

Fonte: Governo PR

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