Brasil
Marina Silva recebe União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e debate adaptação climática nas escolas
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, recebeu, na última terça-feira (10/2), em Brasília, representantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) para apresentar o projeto Caravana da Adaptação nas Escolas, que propõe a adoção de medidas que possam reduzir os impactos da mudança do clima na educação.
“A gente não vive mais uma urgência, a gente vive uma emergência”, afirmou Marina Silva, ao enfatizar que a mudança do clima não é um risco futuro, mas uma realidade que exige ações imediatas. “A emergência climática precisa ser enfrentada em dois níveis: adaptação e a mitigação. É necessário ter uma agenda forte de mitigação e uma agenda igualmente robusta de adaptação, que devem caminhar juntas”, completou a ministra.
Marina defendeu também a atuação em duas frentes para promover mudanças estruturantes e atender as questões emergenciais. “Tem uma agenda emergencial, que é adaptar o ambiente escolar às mudanças do clima, e há uma situação de médio prazo, que é mais estruturante, que não é só instalar ar-condicionado: envolve processos de arborização, aproveitar as melhores práticas com espécies nativas da região. Tudo isso a gente tem que trabalhar, ao mesmo tempo, com questões de natureza mais estruturante”, pontuou.
Na avaliação do presidente da Ubes, Hugo Silva, instituições de ensino de diversas regiões do país não estão preparadas para lidar com o calor extremo. “Não são apenas problemas de infraestrutura, mas consequências do aquecimento global e das mudanças climáticas”, destacou.
Durante o encontro, o secretário nacional de Mudança do Clima do MMA, Aloisio Melo, detalhou o Plano Clima, o guia de implementação da meta climática nacional sob o Acordo de Paris (a NDC, na sigla em inglês), pela qual o Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035 em relação a 2005, e que consolida as diretrizes e as estratégias de adaptação e mitigação.
“Temos que endereçar a causa do problema por meio de ações de mitigação, que promovam transformações substanciais. Ao mesmo tempo, é preciso avançar na adaptação, envolvendo os vários segmentos, setores e promovendo diálogos para implementar as ações dos 16 planos setoriais, dentro de uma visão estratégica de país que busca se tornar mais resiliente e menos vulnerável”, afirmou.
“Essa é uma agenda de mobilização para todos. Também é importante ter uma compreensão integrada do processo de implementação dessa direção e da execução desse papel fundamental para o futuro do mundo inteiro, diante da transformação que é necessária”, completou.
O Protocolo de Adaptação Climática nas Escolas propõe caminhos para que o sistema educacional brasileiro se prepare para os desafios impostos pela mudança do clima. “São duas pautas que, para nós, são muito relevantes. A primeira é esse esforço conjunto para construir o processo de climatização nas escolas. A segunda é a Caravana Formativa, para que a gente possa propor o debate sobre a mudança do clima e a importância da adaptação climática”, enfatizou Hugo Silva.
A proposta apresenta cinco eixos voltados à infraestrutura sustentável e a sistemas resilientes; à educação climática e ambiental nos currículos e na pedagogia; ao engajamento da comunidade escolar como agentes de mudança; e às políticas intersetoriais para respostas inovadoras e escaláveis aos desafios das mudanças climáticas.
Na ocasião, foi entregue à ministra uma carta com o detalhamento da proposta e do plano de ação da Caravana Formativa.
A iniciativa prevê a realização de atividades em cinco capitais brasileiras, com o objetivo de engajar a juventude no debate sobre a emergência climática, sensibilizar a comunidade escolar e promover resultados concretos, por meio da adoção de medidas e da formulação de políticas públicas a serem desenvolvidas pelos governos federal, estaduais e municipais, voltadas à redução dos impactos das mudanças climáticas na educação.
O encontro contou ainda com a participação da diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima, Inamara Mélo, do diretor do Departamento de Meio Ambiente Urbano, da Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, Mauricio Guerra, e do diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino. Além de representantes do Instituto Alana, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e do Instituo Talanoa.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
Brasil
Mais de 2,5 milhões de brasileiros buscaram tratamento para parar de fumar no SUS em 2025
Mais brasileiros estão procurando o Sistema Único de Saúde (SUS) para parar de fumar. Em 2025, 2,5 milhões de pessoas buscaram, de forma voluntária, atendimentos relacionados ao tabagismo na Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O número representa um aumento de 95% em relação a 2022, quando foram registrados 1,2 milhão de atendimentos. O crescimento ocorre em meio à ampliação das ações de prevenção e tratamento do tabagismo na rede pública e ao alerta para o avanço do uso de cigarros eletrônicos entre os jovens.
Também houve crescimento nas atividades coletivas voltadas a usuários de tabaco nas UBS, que incluem rodas de conversa, ações educativas e encontros conduzidos por profissionais de saúde para orientar sobre os riscos de consumir a substância. Entre 2022 e 2025, o número de ações registradas passou de 61,9 mil para 157,1 mil, enquanto o total de participantes subiu de 1 milhão para 2,1 milhões. Os dados mostram a expansão das estratégias de prevenção, orientação e apoio à cessação do tabagismo na rede pública de saúde.
“Ampliar o acesso ao tratamento do tabagismo é salvar vidas. Os dados mostram que mais brasileiros estão procurando ajuda e que o SUS está preparado para acolher essa demanda, com equipes capacitadas, acompanhamento contínuo e medicamentos gratuitos. Nosso compromisso é garantir que qualquer pessoa que queira parar de fumar encontre apoio perto de casa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O reforço na Atenção Primária ajuda a explicar esse crescimento. Em dezembro de 2022, o país contava com 82,5 mil equipes e serviços com cofinanciamento federal. Atualmente, são 104,3 em todo o país. Esse avanço inclui novas equipes de Saúde da Família, além da criação das Equipes Multiprofissionais (eMulti), e do Serviço de Especialidades em Saúde Bucal (SESB). Ao todo, 21,8 mil novas equipes e serviços passaram a integrar a rede, ampliando a capacidade de cuidado nos territórios.
Aumento do uso de cigarros eletrônicos entre jovens
O Ministério da Saúde alerta para o aumento do consumo de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) e de outros produtos com nicotina sintética, especialmente entre jovens. Com aparência tecnológica, sabores variados e design atrativo, esses dispositivos têm alcançado principalmente o público mais jovem e podem criar uma falsa percepção de menor risco.
Apesar de serem divulgados como alternativas ao cigarro convencional, esses produtos também são nocivos à saúde. Estudos apontam que os DEFs podem causar dependência, doenças respiratórias, queimaduras, convulsões e lesões pulmonares graves, além de sintomas como tosse, tontura, náusea e dores de cabeça. Também há efeitos imediatos no sistema cardiovascular, como aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da rigidez arterial.
Dados do Vigitel 2024 mostram crescimento do consumo desses produtos no país. A frequência de adultos que fumam ou utilizam dispositivos eletrônicos passou de 11,3%, em 2019, para 13,1%, em 2024. Entre jovens de 18 a 24 anos, o uso atual chegou a 10,1%, maior índice da série histórica para essa faixa etária.
Grupos de Cessação do Tabagismo
O SUS oferece atendimento gratuito para quem deseja parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para ter acesso ao tratamento, basta procurar a unidade mais próxima da residência. O acompanhamento é feito por profissionais capacitados e pode incluir atendimento individual ou em grupo, com metodologias padronizadas baseadas na abordagem cognitivo-comportamental.
O tratamento também pode ser associado ao uso de medicamentos disponibilizados gratuitamente, como adesivos, gomas ou pastilhas de nicotina, além de bupropiona. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde também podem ser utilizadas como abordagens auxiliares no cuidado. A combinação entre acompanhamento terapêutico e medicação aumenta a efetividade da cessação do tabagismo e ajuda na manutenção da abstinência.
Campanha antitabagismo 2026
Neste ano, o tema da campanha do Dia Mundial sem Tabaco, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é “Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. A iniciativa chama atenção para o uso de sabores, design atrativo e aparência tecnológica como formas de atrair novos consumidores, especialmente crianças, adolescentes e jovens.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) coordena as ações da campanha em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde e educação dos 26 estados e do Distrito Federal, além de áreas do Ministério da Saúde e outros órgãos do governo federal.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Paraná3 dias agoEm Pitanga, MPPR denuncia por quebra de sigilo funcional e corrupção passiva residente jurídico que se aproveitou do cargo para solicitar vantagem indevida
-
Esportes7 dias agoGrêmio vira sobre o Santos, empurra o Peixe para o Z4 e amplia pressão no Brasileirão
-
Agro4 dias agoCustos da safra 2026/27 disparam em Mato Grosso e pressionam rentabilidade de soja, milho e algodão
-
Política Nacional4 dias agoDecreto sobre remoção de posts na internet é ataque à liberdade, afirma Amin
-
Paraná4 dias agoEstado amplia parceria com o Crea-PR para fortalecer gestão municipal
-
Esportes7 dias agoMirassol vence o Fluminense e interrompe reação tricolor no Brasileirão
-
Brasil4 dias agoBrasil fortalece cooperação internacional para transformar compromissos climáticos em projetos financiáveis
-
Esportes7 dias agoSão Paulo sai na frente, cede empate ao Botafogo no fim e amplia jejum no Brasileirão
