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Marfrig e BRF lançam Sadia Halal e avançam com IPO na Arábia Saudita de olho em mercado de 350 milhões de consumidores

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As gigantes brasileiras do setor de proteínas, Marfrig e BRF, anunciaram a criação da Sadia Halal, uma joint venture estratégica voltada à produção e distribuição de alimentos halal no Oriente Médio. A nova empresa nasce com foco na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos e já tem planos de abertura de capital (IPO) na bolsa de Riade.

De acordo com fato relevante divulgado pelas companhias, a Sadia Halal possui um valor de mercado estimado em US$ 2,07 bilhões e integra ativos relevantes das operações regionais, consolidando-se como uma das maiores plataformas globais de proteína halal.

Estrutura societária e investimentos iniciais

A joint venture é liderada pela BRF, por meio de sua subsidiária integral BRF GmbH, que detém 90% de participação na nova empresa. Os outros 10% pertencem à Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do fundo soberano saudita Public Investment Fund (PIF).

O acordo prevê um investimento inicial de US$ 24,3 milhões por parte da HPDC, além de um aporte adicional de US$ 73,1 milhões até o final do ano, em uma operação primária que visa fortalecer a expansão da companhia.

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IPO em Riade e estratégia de crescimento

As empresas já iniciaram os preparativos para a listagem da Sadia Halal na bolsa de valores da Arábia Saudita, movimento que reforça a estratégia de internacionalização e captação de recursos no mercado global.

A abertura de capital deve ampliar a capacidade de investimento da joint venture, além de consolidar sua presença em mercados estratégicos com alta demanda por proteína certificada halal.

Acesso a mercado consumidor em expansão

A Sadia Halal nasce com acesso direto a uma base de mais de 350 milhões de consumidores distribuídos em 14 países islâmicos. O mercado halal segue em forte crescimento global, impulsionado por fatores demográficos, culturais e pela expansão do consumo de alimentos certificados conforme as leis islâmicas.

Produtos halal são aqueles produzidos de acordo com as normas do Islã, sendo permitidos para consumo por muçulmanos — um requisito essencial para atuação nesses mercados.

Brasil segue como base produtiva

Como parte da estratégia operacional, a BRF firmou um acordo de fornecimento de longo prazo com a nova empresa. O contrato prevê o envio de produtos a partir das unidades brasileiras por um período inicial de 10 anos, com possibilidade de renovação.

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O movimento reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína halal, agregando valor à produção nacional e ampliando o alcance das exportações do agronegócio.

Consolidação global no setor de proteínas

A criação da Sadia Halal marca mais um passo relevante na consolidação internacional das empresas brasileiras do setor de carnes. A iniciativa fortalece a presença no Oriente Médio, uma das regiões mais estratégicas para o crescimento do consumo de proteína animal.

Com estrutura robusta, apoio de capital saudita e acesso a mercados em expansão, a nova joint venture posiciona Marfrig e BRF de forma ainda mais competitiva no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Boi gordo sustenta alta e impulsiona reposição em MT; procura por prenhes e garrotes mantém mercado firme

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O mercado pecuário brasileiro inicia maio com movimento de firmeza na reposição em Mato Grosso, impulsionado pela valorização recente da arroba do boi gordo e pela estratégia dos pecuaristas de recompor rebanhos com maior eficiência produtiva.

Na última semana de abril, a demanda aquecida sustentou alta em diversas categorias, com destaque para a forte procura por fêmeas prenhas e garrotes Nelore, refletindo um momento de ajuste estratégico dentro da pecuária de corte.

Reposição firme com alta em várias categorias

No comparativo semanal, os preços avançaram para a maioria das categorias:

  • Boi magro: +0,8%
  • Garrote: +0,9%
  • Bezerro de ano: +1,0%
  • Bezerro desmamado: -1,3%

Entre as fêmeas:

  • Vaca magra: +0,8%
  • Novilha: +1,1%
  • Bezerra desmamada: +0,9%
  • Bezerra de ano: -0,1%

O destaque segue sendo a forte procura por animais que proporcionam maior previsibilidade produtiva e retorno mais rápido, como as fêmeas prenhes — que garantem reposição futura — e os garrotes, que apresentam ciclo mais curto até o abate.

Oferta enxuta sustenta preços

A disponibilidade limitada de boi magro tem sido um dos principais fatores de sustentação das cotações. Além disso, negócios envolvendo bezerros vêm sendo fechados acima da média de mercado, indicando competição entre compradores.

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Esse cenário reforça a firmeza do mercado, mesmo diante de ajustes pontuais em algumas categorias.

Boi gordo em alta melhora relação de troca

No mercado físico, o boi gordo segue valorizado neste início de maio, com frigoríficos ainda enfrentando escalas de abate mais curtas em algumas regiões e oferta controlada de animais terminados.

No comparativo mensal:

  • Arroba do boi gordo: +4,5%
  • Boi magro: -3,1%
  • Garrote: -3,0%
  • Bezerro de ano: -1,8%
  • Bezerro desmamado: -0,8%

Esse movimento resultou em melhora da relação de troca para recriadores e invernistas, ampliando o poder de compra desses agentes.

Atualmente, são necessárias:

  • 14,2 arrobas para adquirir um boi magro
  • 12,2 arrobas para um garrote
  • 10,6 arrobas para um bezerro de ano
  • 9,3 arrobas para um bezerro desmamado
Tendência de curto prazo

Apesar da firmeza predominante, a expectativa no curto prazo é de um mercado com leve pressão nas cotações, reflexo de ajustes pontuais na oferta e demanda. Ainda assim, o viés segue sustentado pela combinação de:

  • oferta restrita de animais
  • demanda consistente por reposição
  • valorização da arroba
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Estratégia do pecuarista ganha destaque

O atual cenário evidencia uma mudança de postura no campo, com produtores buscando reduzir riscos e encurtar ciclos produtivos, apostando em categorias mais eficientes e previsíveis.

Com o boi gordo firme e a reposição aquecida, o mercado pecuário brasileiro segue com fundamentos positivos, mantendo o setor atento às oportunidades de margem e à evolução da oferta ao longo da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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