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Mapa reconhece a equivalência do serviço de inspeção de produtos de origem vegetal de Foz do Iguaçu para adesão ao Sisbi-POV

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reconheceu a equivalência do serviço de inspeção de produtos de origem vegetal do município de Foz do Iguaçu (PR) para adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sisbi-POV), no segmento de bebidas. Com a decisão, Foz do Iguaçu torna-se o primeiro município do Paraná e o segundo do País a obter esse reconhecimento.

A medida foi oficializada por meio da Portaria SDA/Mapa nº 1.549, de 2 de fevereiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União, que valida a equivalência do serviço municipal e autoriza sua integração ao Sisbi-POV, integrante do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

Na última quinta-feira (12), o superintendente de Agricultura e Pecuária no Paraná, Almir Gnoatto, acompanhado pelo chefe da Divisão de Defesa Agropecuária no Paraná (DDA/PR), Cezar Augusto Pian, pelo chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (SIPOV/PR), Fernando Augusto Mendes, e pelo auditor fiscal federal agropecuário Elton Massarollo, entregou o certificado ao prefeito de Foz do Iguaçu, Joaquim Silva e Luna, e ao secretário municipal de desenvolvimento econômico, trabalho e agricultura, Edinardo Aguiar.

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Com a adesão, o município passa a executar as atividades de inspeção e fiscalização das agroindústrias de bebidas, de seus produtos e da comercialização, atribuições até então sob responsabilidade do Mapa. A iniciativa reforça a descentralização das ações, amplia a eficiência do controle sanitário e contribui para o desenvolvimento das agroindústrias locais.

Segundo o superintendente Almir Gnoatto, a estruturação da inspeção municipal representa um avanço estratégico para a economia regional. “Com a consolidação desse serviço, elevamos o padrão de qualidade das bebidas e demais produtos de origem vegetal e estimulamos o desenvolvimento regional com base em segurança sanitária e conformidade técnica”, afirmou.

Para obter o reconhecimento e assumir as atribuições na área de bebidas, o município teve o programa de trabalho aprovado e passou por auditoria in loco, que avaliou organização administrativa, procedimentos e capacidade técnico-operacional.

A adesão demonstra que o sistema municipal atende a critérios equivalentes aos da inspeção federal, fortalecendo a confiança institucional, ampliando a atuação local e assegurando qualidade, padronização e segurança sanitária na produção de bebidas.

Para O chefe da DDA/PR-Mapa, Cezar Augusto Pian, a integração ao Sisbi-POV nos segmentos de bebidas, sucos e polpas representa um passo estratégico para consolidar a atuação articulada da inspeção vegetal no Estado. “Essa integração amplia oportunidades para as agroindústrias, eleva o padrão de controle sanitário e reforça o compromisso do Ministério da Agricultura e Pecuária com a segurança alimentar, a qualidade dos produtos e a competitividade do agronegócio brasileiro”, destacou.

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O reconhecimento inaugura uma nova etapa de trabalho técnico e operacional. De acordo com o chefe do SIPOV/PR, Fernando Augusto Mendes, o próximo desafio é estruturar o planejamento anual, implementar de forma efetiva a coleta de amostras, intensificar auditorias, apurar denúncias e consolidar rotinas alinhadas às diretrizes federais. “Nesse contexto, o SIPOV/PR terá papel estratégico na capacitação das equipes municipais, na supervisão técnica e no suporte contínuo ao processo de adequação” destacou.

Os requisitos e procedimentos para adesão ao Sisbi-POV estão estabelecidos no Decreto nº 5.741/2006 e na Portaria MAPA nº 153/2021, que definem os critérios técnicos e operacionais para harmonização dos serviços de inspeção no País.

Integrante do Suasa, o Sisbi-POV tem como finalidade padronizar os procedimentos de inspeção e fiscalização de produtos de origem vegetal, assegurando qualidade e conformidade ao consumidor.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agro

Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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