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Mapa lança painel gerencial que consolida os resultados do Plano ABC+

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Objetivando o monitoramento do cumprimento das metas nacionalmente determinadas e a transparência dos resultados do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com vistas ao Desenvolvimento Sustentável (Plano ABC+), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Painel Gerencial de monitoramento, que consolida os resultados alcançadas por cada uma das tecnologias fomentadas pelo Plano.  

Estas tecnologias são denominadas de SPSABC+, uma vez que visam estimular a adoção de sistemas, práticas, produtos e processos de produção sustentáveis cientificamente validados ao longo de décadas, no que tange ao aumento da produtividade, ao aumento da resiliência dos sistemas produtivos, à conservação dos recursos naturais e à mitigação de gases de efeito estufa – GEE.  São elas: Práticas para Recuperação de Pastagens Degradadas; Sistema de Plantio Diretode Grãos e de Hortaliças; Sistemas de Integração – Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Agroflorestais (SAF); Florestas Plantadas; Bioinsumos; Sistemas Irrigados; Manejo de Resíduos da Produção Animal; e Terminação Intensiva.      

O Painel Gerencial representa a consolidação das métricas principais destas dez SPSABC+, permitindo a avaliação nacional e estaduais da performance de cada tecnologia, diante das metas de mitigação e adaptação assumidas pelo Brasil e por cada Unidade da Federação. 

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A ferramenta é fruto de parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR/Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) por meio de um acordo de cooperação técnica (ACT) e entre a SDR e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Ainda, dentro do Painel é possível acessar as informações sobre as bases de dados, premissas, metodologias aplicadas e dicionários de termos utilizados na construção dos painéis. As informações constantes dos painéis são de grande importância no (re)direcionamento das ações de implementação no plano vigente como também na elaboração do plano subsequente. 

O ACT firmado entre a SDR e o Serpro tem por objetivo a realização de atividades conjuntas que culminem no desenvolvimento de solução tecnológica, relativa aos SPSABC, abarcando o eixo conhecido como Plataforma ABC, componente do Sistema Integrado de Informações do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (SINABC). 

Em paralelo, o TED firmado entre a SDR e o CNPq tem por objetivo a promoção de práticas de manejos sustentáveis e mitigação dos efeitos das mudanças do clima. 

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Plano ABC+

O segundo ciclo do Plano ABC+ iniciou-se em 2020 e encerra-se em 2030, com o intuito de dar continuidade à consolidação da agropecuária nacional alicerçada na alta produtividade e sustentabilidade dos sistemas produtivos como soluções de adaptação e mitigação. 

O ABC+ busca, assim, ampliar a difusão das ações fomentadoras para o estabelecimento de uma agropecuária nacional mais sustentável, resiliente, capaz de controlar suas emissões de GEE, e que garanta o crescimento da oferta de alimentos, grãos, fibras e bioenergia, em quantidade e qualidade, sempre associadas à conservação dos recursos naturais, mesmo diante da incerteza do clima. 

É uma agenda estratégica nacional do estado brasileiro que dá continuidade à política setorial para enfrentamento à mudança do clima no setor agropecuário. 

Informações à imprensa

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Mercado de suínos perde força em maio diante de maior oferta e demanda interna mais fraca

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O mercado brasileiro de suínos vivos encerrou o mês de maio em cenário de baixa, pressionado principalmente pelo aumento da oferta de animais para abate e pela desaceleração do consumo doméstico. O avanço da disponibilidade reduziu o poder de negociação dos produtores e manteve as cotações fragilizadas ao longo de praticamente todo o período.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a dinâmica do setor continuou enfraquecida tanto no mercado independente quanto no atacado. Embora alguns cortes tenham apresentado comportamento misto, o ritmo de reposição ao longo da cadeia perdeu intensidade, refletindo o consumo mais moderado das famílias brasileiras.

Segundo o especialista, a indústria frigorífica adotou uma postura mais cautelosa nas compras de animais vivos, diante da menor liquidez no mercado interno e do aumento da oferta disponível para abate.

Margens da suinocultura ficam mais apertadas

Além da pressão sobre os preços do suíno vivo, maio também foi marcado pela preocupação crescente dos produtores com o estreitamento das margens da atividade. O cenário de preços mais baixos para os animais, aliado aos custos de produção ainda elevados, reduziu a rentabilidade da cadeia suinícola.

Mesmo diante desse ambiente mais desafiador, as exportações continuaram exercendo papel fundamental para limitar perdas mais intensas no mercado doméstico.

“As exportações permaneceram como principal fator de sustentação do mercado, ajudando a absorver parte da oferta interna”, destacou Allan Maia.

Apesar de uma leve desaceleração no ritmo médio diário dos embarques durante maio, o fluxo externo continuou relevante para equilibrar a disponibilidade de carne suína no país.

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Expectativa para junho é de recuperação gradual da demanda

Para junho, a perspectiva é de um ambiente um pouco mais favorável ao setor. A entrada de salários na economia tende a estimular o consumo de proteínas, enquanto a recente queda nos preços da carne suína aumenta a competitividade do produto frente às demais proteínas animais.

Outro fator que pode favorecer o mercado é a valorização da carne bovina e da carne de frango, cenário que tende a direcionar parte do consumo para a proteína suína no varejo.

A expectativa do setor é de recuperação gradual da demanda doméstica ao longo das próximas semanas, especialmente no atacado.

Preços do suíno recuam em diversos estados

Levantamento da Safras & Mercado apontou queda na média nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 5,46 para R$ 5,38 na semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça recuou de R$ 9,00 para R$ 8,96 por quilo, enquanto o preço médio do pernil caiu de R$ 11,43 para R$ 11,40.

Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 103,00 para R$ 102,00.

No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,90 para R$ 5,70, enquanto no mercado do interior passou de R$ 5,30 para R$ 5,20.

Em Santa Catarina, o preço na integração recuou de R$ 5,90 para R$ 5,70. Já no interior catarinense, o valor permaneceu em R$ 5,05.

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No Paraná, o mercado livre registrou queda de R$ 5,10 para R$ 5,00 por quilo vivo. Na integração, a cotação caiu de R$ 5,90 para R$ 5,75.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande permaneceu em R$ 5,15, enquanto na integração houve recuo de R$ 5,80 para R$ 5,65.

Em Goiânia, os preços avançaram de R$ 5,15 para R$ 5,35.

No interior de Minas Gerais, o quilo vivo caiu de R$ 5,70 para R$ 5,60. Já no mercado independente, os preços seguiram em R$ 5,80.

Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, enquanto na integração estadual houve queda de R$ 5,95 para R$ 5,70.

Exportações de carne suína seguem sustentando o setor

As exportações brasileiras de carne suína in natura movimentaram US$ 191,943 milhões em maio, considerando 15 dias úteis, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A média diária exportada ficou em US$ 12,796 milhões. O volume total embarcado atingiu 77,427 mil toneladas, com média diária de 5,161 mil toneladas.

O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 2.479.

Na comparação com maio de 2025, houve queda de 2,1% no valor médio diário exportado. Por outro lado, o volume médio diário embarcado cresceu 2,3%, enquanto o preço médio da tonelada registrou recuo de 4,3%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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