Agro
Mapa discute apoio aos produtores de grãos em 2024
O Ministério da Agricultura e Pecuário (Mapa) reuniu, nesta quinta-feira (11.01), membros da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja para debater o atual cenário da safra de grãos. O encontro contou com a presença de representantes de produtores de milho e soja de diferentes regiões do país para retratar a realidade e as especificidades locais.
O secretário de Políticas Agrícolas, Neri Geller, destacou a importância do encontro, para subsidiar o Ministério de informações. “Estamos articulando internamente com todo o governo para darmos resultados rápidos para o produtor. Eu quero que o nosso trabalho seja alinhado com o setor, as portas estão abertas e precisamos que vocês tragam as necessidades. O que precisar fazer, a equipe do Mapa vai fazer”, destacou.
Cada representante das unidades da Federação teve um momento de fala para apresentar o cenário da sua região e levantar a situação dos produtores de grãos local. Com isso, foi possível alinhar as informações e realizar encaminhamentos que irão fomentar o setor e evitar situações de urgência.
O presidente da Câmara Setorial de Soja, André Dobashi, pontuou como foi pensado o encontro, “trouxemos para o Mapa o cenário do produtor para que a gente possa debater políticas de fomento para tirar o produtor da situação que ele está agora e promover segurança no campo”.
Criadas pelo Mapa, as Câmaras Setoriais e Temáticas são foros de interlocução para a identificação de oportunidades de desenvolvimento das cadeias produtivas e definição das ações prioritárias de interesse para o agronegócio brasileiro e seu relacionamento com os mercados interno e externo. Esse elo entre governo e setor privado resulta em um mecanismo democrático e transparente de participação da sociedade na formulação de políticas públicas.
As Câmaras Setoriais, que representam as cadeias produtivas, e as Câmaras Temáticas que tratam de serviços, temas ou áreas de conhecimento relacionados às diversas cadeias produtivas, são constituídas por representantes de entidades, de caráter nacional, de produtores, trabalhadores, consumidores, empresários, autoridades do setor privado e de órgãos públicos, técnicos governamentais e instituições financeiras.
(Por Mapa)
Fonte: Pensar Agro
Agro
Encefalites equinas ameaçam rebanhos no Brasil e reforçam importância da vacinação preventiva
Com um rebanho estimado em cerca de 5,8 milhões de equinos, o Brasil figura entre os maiores criadores de cavalos do mundo. A atividade movimenta bilhões de reais anualmente e desempenha papel estratégico em segmentos como esporte, lazer, trabalho e reprodução. Nesse cenário, a prevenção de doenças que afetam a saúde dos animais é considerada fundamental para a sustentabilidade da equideocultura nacional.
Entre os principais desafios sanitários do setor estão as encefalites equinas, enfermidades virais que afetam o sistema nervoso central e podem causar sérios prejuízos aos criadores. As doenças exigem atenção permanente de proprietários, médicos-veterinários e profissionais ligados à cadeia produtiva dos equinos.
Encefalites equinas representam risco para a saúde animal
As principais enfermidades desse grupo incluem a Encefalite Equina do Leste (EEE), a Encefalite Equina do Oeste (WEE) e a Encefalite Equina Venezuelana (VEE). Todas são transmitidas principalmente pela picada de mosquitos dos gêneros Culex e Aedes, que atuam como vetores dos vírus causadores da doença.
Os animais infectados podem apresentar sintomas neurológicos graves, alterações comportamentais, perda de coordenação motora, dificuldade de locomoção e redução significativa do desempenho físico. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para óbito.
Por se tratar de enfermidades que afetam diretamente o sistema nervoso, especialistas alertam para a importância da adoção de medidas preventivas contínuas ao longo de todo o ano.
Cavalos de competição exigem atenção redobrada
Animais que participam regularmente de provas, exposições, leilões e competições equestres estão entre os mais expostos aos riscos sanitários.
O deslocamento frequente para diferentes regiões aumenta o contato com ambientes variados e pode elevar a exposição aos mosquitos transmissores, especialmente em locais com condições favoráveis à proliferação dos insetos.
Raças de grande relevância para a equideocultura brasileira, como o Quarto de Milha e o Mangalarga Marchador, somam mais de 700 mil animais registrados no país e movimentam mais de R$ 9 bilhões por ano em atividades relacionadas ao setor.
Diante desse cenário, a manutenção de protocolos sanitários rigorosos é considerada essencial para preservar a saúde e o desempenho dos animais.
Vacinação é a principal ferramenta de prevenção
Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a medida mais eficiente para reduzir os riscos associados às encefalites equinas.
Além da imunização, outras práticas de manejo sanitário contribuem para o controle da doença, como a eliminação de criadouros de mosquitos, o controle de insetos nas propriedades, a drenagem de áreas com água parada e o acompanhamento rigoroso do calendário sanitário dos animais.
Segundo Chester Batista, gerente técnico de Equinos da Zoetis Brasil, a prevenção deve ser tratada como prioridade dentro das propriedades.
“A vacinação associada a um manejo sanitário adequado contribui para proteger a saúde dos equinos, preservar seu desempenho e garantir o bem-estar dos animais ao longo de toda a vida produtiva”, ressalta.
Sanidade fortalece a competitividade da equideocultura
O avanço da equideocultura brasileira tem aumentado a necessidade de investimentos em sanidade animal, especialmente em um mercado cada vez mais profissionalizado e exigente.
A adoção de programas preventivos, aliada ao acompanhamento veterinário constante, reduz riscos sanitários, minimiza perdas econômicas e contribui para o desenvolvimento sustentável da atividade.
Além de proteger os animais contra enfermidades de alto impacto, a prevenção fortalece a segurança sanitária dos plantéis e ajuda a manter a competitividade do setor, que segue entre os mais relevantes da pecuária nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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