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Agro

Manejo inadequado continua reduzindo produtividade de pastagens no Brasil

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Falhas de manejo impactam desempenho animal e custos da pecuária

Estudos técnicos realizados no país indicam que falhas de manejo seguem sendo uma das principais causas da perda de produtividade das pastagens. Problemas na implantação, no manejo inicial e no pastejo comprometem o aproveitamento das forrageiras, reduzem ganhos de peso e produção de leite, além de elevar o custo por hectare na pecuária.

Potencial genético das forrageiras exige manejo específico

Pesquisas mostram que muitas perdas estão relacionadas ao descompasso entre o potencial genético das cultivares e práticas de manejo inadequadas ou genéricas. Forrageiras tropicais, desenvolvidas para alta produtividade e melhor valor nutricional, necessitam de ajustes específicos para expressar plenamente seus atributos.

Um estudo conduzido pelo Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), em Uberlândia, evidenciou que o manejo do pastejo do capim Mavuno influencia diretamente a estrutura do dossel, a proporção de folhas e a qualidade da forragem. O levantamento também apontou as alturas mais adequadas para sistemas de lotação contínua.

Implantação correta é decisiva para desempenho das pastagens

De forma geral, os trabalhos reforçam que a correta implantação da pastagem, com atenção à fertilidade e à correção do solo, é determinante para o desempenho das forrageiras. A ausência de análise química limita o desenvolvimento radicular e reduz a eficiência do uso de fertilizantes. Erros na fase inicial comprometem a rebrota, diminuem a vida útil do pasto e aceleram a degradação.

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Empresas reforçam assistência técnica para reduzir perdas

Segundo avaliação da Wolf Sementes, esses problemas persistem devido à subestimação do manejo desde a implantação. Para o capim Mavuno, a empresa recomenda solos devidamente corrigidos, preparo adequado da área e ajustes precisos de pastejo. Com base nesse cenário, a Wolf Sementes passou a oferecer orientação técnica pós-compra, acompanhando os clientes desde o plantio até períodos críticos, como a seca, com o objetivo de ampliar a eficiência produtiva no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

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Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

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Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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