Brasil
Manaus, Palmas, Porto Velho e Rio Branco elevam fluxo de passageiros na região Norte
Os aeroportos de Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) foram os responsáveis por puxar o crescimento da aviação na região Norte em outubro de 2025. Juntos, os quatro terminais responderam por 44% de toda a movimentação regional, que alcançou 464.706 passageiros no mês, segundo levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, registrou 132.487 passageiros, alta de 5,5% em relação a outubro de 2024 (125.568). O crescimento consolida o terminal como a segunda principal porta de entrada da região, atendendo tanto ao turismo quanto ao transporte aéreo de cargas e conexões domésticas.
A capital tocantinense também apresentou avanço. O aeroporto de Palmas movimentou 30.585 passageiros, frente aos 29.349 registrados no ano anterior, um crescimento de 4,2%.
O Aeroporto de Porto Velho foi um dos maiores destaques do mês, registrando um salto de 22.146 para 24.314 passageiros, o que representa crescimento de 9,8%. A ampliação da demanda fortalece a conectividade de Rondônia com outras capitais do país e evidencia a recuperação do fluxo doméstico.
No Acre, o aeroporto de Rio Branco movimentou 16.665 passageiros, aumento de 8,5% em comparação aos 15.355 do ano anterior.
Os quatro terminais concentram quase metade de toda a movimentação aérea do Norte e são fundamentais para reduzir distâncias, integrar estados amazônicos e fortalecer o dinamismo econômico da região. O desempenho de outubro indica um cenário de retomada sustentável, apoiado na expansão da malha aérea e na confiança crescente do passageiro.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroporto
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Brasil e México discutem plataformas conjuntas para desenvolvimento e produção de tecnologias em saúde
Em agenda internacional na Cidade do México nesta terça-feira (22), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a BIRMEX, empresa mexicana que produz, compra e distribui medicamentos e produtos biológicos. O encontro tratou da cooperação entre os dois países para desenvolver plataformas conjuntas de pesquisa, produção e transferência de tecnologia em saúde, com destaque para vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).
A parceria foi firmada em agosto de 2025, quando a Fiocruz, a empresa e o Ministério da Saúde do México estabeleceram um acordo para desenvolver pesquisas e promover a troca de conhecimentos e tecnologias na área. A iniciativa prevê visitas técnicas, intercâmbio entre pesquisadores, realização de seminários, capacitação de profissionais e busca conjunta de recursos para o desenvolvimento dos projetos.
“Temos hoje quatro ou cinco grandes laboratórios públicos no Brasil com capacidade de incorporar novas tecnologias. Esse é um desafio importante para nós, porque a transferência de tecnologia exige investimentos em equipamentos e infraestrutura. Temos todo o interesse em construir plataformas comuns, bilaterais, que possam significar um país exportar para o outro e também acompanhar conjuntamente o desenvolvimento dessas tecnologias”, destacou o ministro.
A cooperação também prevê a possibilidade de desenvolver projetos conjuntos e estabelecer plataformas comuns entre os dois países, com troca de informações e acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias. A proposta inclui diferentes etapas, da pesquisa e dos estudos clínicos à produção e à transferência de tecnologia, além da possibilidade de intercâmbio de produtos e conhecimentos entre Brasil e México.
O RNA mensageiro é uma tecnologia que orienta as células do organismo a produzir uma proteína capaz de estimular a defesa contra uma doença. A mesma tecnologia pode ser adaptada para diferentes vacinas, o que amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos imunizantes.
Produção nacional
Projetos de desenvolvimento de plataformas de mRNA estão em andamento no país, com participação da Fiocruz, do Instituto Butantan e do Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA). Os projetos contam com R$ 210 milhões em recursos do Ministério da Saúde.
Na Fiocruz, está em desenvolvimento uma vacina candidata contra a Covid-19, autorizada pela Anvisa para iniciar estudos clínicos como dose de reforço. O imunizante utiliza tecnologia de mRNA desenvolvida no país. Também estão em andamento estudos para produção de outras vacinas, para leishmaniose e tuberculose, na plataforma mRNA da Fiocruz. A planta piloto conta com certificação de Boas Práticas de Fabricação.
A Fiocruz participa do Programa Global de Transferência de Tecnologia de RNAm da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da iniciativa do Fundo de Patentes de Medicamentos, com um produto aprovado para a realização de estudos clínicos.
No Butantan, os recursos apoiam a implantação de uma unidade para produção de vacinas de mRNA, inicialmente voltadas para Covid-19 e raiva. Na UFMG, estão em desenvolvimento projetos contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de aplicações terapêuticas, incluindo imunoterapia contra o câncer.
A tecnologia de mRNA pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes imunizantes e adaptada conforme o alvo da vacina. O desenvolvimento de plataformas desse tipo envolve pesquisa, estudos clínicos, produção e transferência de tecnologia.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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