Connect with us


Paraná

Mais lazer: Estado vai revitalizar praças de alimentação e ao ar livre da Ilha do Mel

Publicado em

O Governo do Estado vai realizar quatro obras estruturais no Parque Estadual Ilha do Mel, em Paranaguá, no Litoral. O processo licitatório aberto no fim de novembro pelo Instituto Água e Terra (IAT) prevê revitalizações na praça de alimentação, na praça ao ar livre, ambas na Vila de Encantadas, e no centro receptivo de visitantes. Além disso, o escritório local do órgão ambiental, em Nova Brasília, passará por reformas. O investimento total é de R$ 2.234.170,98.

O início das obras previsto para o primeiro trimestre do ano que vem, após a conclusão da licitação, cujo prazo é de 60 dias. O objetivo é deixar os equipamentos prontos para a temporada de verão 2024/2025.

A reabertura da praça de alimentação da Vila de Encantadas é um desejo antigo de moradores e turistas. O local, que está atualmente desativado, passará por uma revitalização completa. O novo espaço terá 803,46 metros quadrados, oito boxes para alimentação, novos sanitários e chuveiros. O custo é de R$ 1.058.819,63.

Estrutura de lazer será complementada pela revitalização da praça ao ar livre, um espaço de 710 metros quadrados. As intervenções incluem a instalação de equipamentos de playground, bicicletários, bancos, lixeiras, um pequeno palco para apresentações culturais e três quiosques para a venda de produtos típicos da região, cada um com capacidade para dois empreendimentos. O investimento é de R$ 494.928,68.

Leia mais:  Caso Daniel: STJ aceita pedido de habeas corpus de Allana Brittes

Para o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scroccaro, as novas estruturas vão além de beneficiar os turistas com a entrega de serviços de qualidade. Terão papel fundamental no apoio socioeconômico à comunidade local. “Os boxes de alimentação e os quiosques da praça ao ar livre poderão ser ocupados por comerciantes locais para que possam vender produtos tradicionais da região, o que ajuda também na divulgação da cultura da própria Ilha”, afirma.

As obras também são planejadas para auxiliar na função de proteção ambiental da Unidade de Conservação (UC). A nova praça ao ar livre ajudará a proteger o córrego que passa pelo parque, beneficiando a drenagem da água e reduzindo o assoreamento no local. Além disso, por proporcionar um espaço específico para o consumo de alimentos, a praça de alimentação contribuirá para uma redução na quantidade de lixo que é jogada em lugares inapropriados pelos frequentadores. “Haverá um ganho ambiental e sustentável muito grande”, diz Scroccaro.

NOVA BRASÍLIA – Já na comunidade de Nova Brasília, o centro receptivo de visitantes passará por reformas para recuperar algumas estruturas. O custo é de R$ 118.646,20. “Temos planos de em um momento posterior construir centros receptivos totalmente novos tanto em Nova Brasília quanto na Vila de Encantadas, para melhorar o atendimento aos veranistas. Mas, por enquanto, optamos pela revitalização”, explica o diretor.

Leia mais:  Maringá recebe sete aldeias para os Jogos Indígenas deste final de semana

O escritório local do IAT localizado na UC, um braço do centro regional do instituto em Paranaguá, também passará por uma reforma completa para atender de forma mais adequada às solicitações dos usuários da Ilha do Mel. O novo espaço terá uma área de 119,97 metros quadrados, com investimento de R$ 561.776,47.

ILHA DO MEL – Cerca de 95% da superfície da Ilha do Mel constitui uma Estação Ecológica, criada por decreto em 1982, para preservação e reconstituição de manguezais, restingas, brejos litorâneos e caxetais. Os outros 5% do território formam um parque criado em 2002 para recuperação dos ambientes naturais remanescentes das praias e costões rochosos, importantes para proteção da diversidade biológica.

As áreas de preservação possuem como entorno belíssimas praias e atrativos turísticos, como a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, o Morro do Farol e a Gruta das Encantadas, que, ao longo dos anos, transformaram a Ilha do Mel num dos pontos mais visitados por turistas brasileiros e estrangeiros no Paraná.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Sanepar e UFPR estudam peixe que atua como filtro e reduz gases do efeito estufa

Published

on

Estudar o ecossistema dos reservatórios de água ajuda a entender como a própria natureza auxilia no combate ao agravamento do efeito estufa. Um estudo feito por um grupo de pesquisadores de diversas instituições, incluindo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), revelou que o lambari-miúdo (Psalidodon minor), peixe nativo de cerca de 10 centímetros, pode mitigar a emissão local de gases causadores do aquecimento global.

O engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar, Maurício Bergamini Scheer, é um dos autores do estudo feito no Reservatório Passaúna, localizado na Região Metropolitana de Curitiba.

Ele explica que reservatórios de abastecimento e de energia elétrica apresentam circulação de água mais lenta do que os rios, acumulando naturalmente mais matéria orgânica no fundo, que se decompõe e emite gases como o metano — o segundo maior responsável pelo aquecimento global e considerado cerca de 80 vezes mais nocivo que o gás carbônico em um período de 20 anos.

Neste contexto, a pesquisa descobriu que as populações de peixes nativos atuam como uma espécie de filtro ecológico, retendo o carbono proveniente do metano em sua biomassa (na carne), sendo um importante elemento para mitigar os gases de efeito estufa desse tipo de reservatório.

“Na reabilitação deste ambiente artificial, os processos naturais das comunidades de seres vivos precisam se equilibrar dentro de sua dinâmica, criando uma infraestrutura biológica de mitigação climática”, afirma.

Leia mais:  Caso Daniel: STJ aceita pedido de habeas corpus de Allana Brittes

LAMBARI-MIÚDO – Segundo o professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Ambiental do Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC), Jean Ricardo Simões Vitule, o lambari-miúdo é importante pois, apesar do pequeno porte, tem uma massa significativa que sustenta predadores. A assimilação do carbono proveniente do metano por este peixe chega a ser de até 15% do seu peso.

“Temos que manter esse lambari, porque se houver diminuição da população ou se ele for extinto, o metano será emitido mais rapidamente para a atmosfera”, diz Jean Ricardo.

“Toda a comunidade funciona como um filtro ecológico, mas o lambari-miúdo é uma das engrenagens mais importantes no contexto deste tipo de carbono, e é difícil relatar isso em peixes. Este é um dos primeiros estudos globais com reservatórios mostrando que peixes são importantes nesses filtros de assimilação em âmbito de ecossistema de comunidades biológicas”, destaca.

ESPÉCIES INVASORAS – O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes, em especial o predador black bass (Micropterus nigricans), podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população do lambari-miúdo e de outros peixes nativos.

Ao desestruturar a teia alimentar, o black bass potencializa a liberação de gás metano para a atmosfera, afetando a sustentabilidade a longo prazo. “São efeitos em diferentes escalas tanto para o reservatório quanto para o meio ambiente”, acrescenta.

Maurício Bergamini Scheer ressalta que é necessário fazer o monitoramento e o manejo ecológico focado na fauna nativa para impedir que ocorram essas invasões biológicas.

“Desenvolvemos junto com o Laboratório de Ecologia e Conservação um protocolo de manejo que pode ser aplicado em qualquer reservatório do Brasil ou do mundo para prevenir e mitigar este problema que causa grandes prejuízos ecológicos e econômicos. Ele inclui várias formas de vida diferentes, tanto aquáticas quanto terrestres, e visa aumentar, de forma ecologicamente equilibrada, as populações nativas e controlar as exóticas, como o black bass”, conta.

Leia mais:  Censo 2022: proporção de pretos e pardos cresce no Paraná e chega a 34,3%

PRÓXIMOS PASSOS – O pesquisador da Sanepar afirma que ainda há muito a ser investigado, mas o estudo aponta esse potencial para os milhares de reservatórios existentes. “Entendemos que precisamos não só cuidar da quantidade deste ativo de saneamento, mas também da qualidade. Precisamos continuar investigando os mananciais e os reservatórios para conseguir antecipar possíveis problemas e valorizar os serviços ecossistêmicos que são prestados pela natureza”, explica.

ESFORÇO INTERINSTITUCIONAL – A pesquisa intitulada “Assimilação de carbono derivado de metano por peixes nativos e não nativos em um reservatório neotropical” foi feita pela Gerência de Pesquisa e Inovação da Sanepar, em parceria com o LEC/UFPR, o Laboratório de Ecologia de Peixes da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Lancaster Environmental Centre (Reino Unido), o LAB Analyses e o Museu de História Natural Capão da Imbuia (MAPCF/SMMA). 

“Esse ‘mutualismo’ entre os setores é importante, pois se reflete em conhecimento para a sociedade. É um conhecimento basal e que gera frutos aplicados da ecologia para o manejo do reservatório”, diz o professor Jean Ricardo.

O estudo foi publicado na renomada revista científica internacional Water Biology and Security. Confira AQUI.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262