Educação
Mais de 10 mil docentes já foram selecionados com nota da PND
A Prova Nacional Docente (PND) contribuiu para o ingresso de mais de 10 mil profissionais em redes estaduais e municipais de todo o país em 2025, demonstrando o potencial da iniciativa para ampliar e qualificar processos de seleção de professores. Ao todo, foram mais de 220 mil participantes que realizaram o exame e utilizaram sua nota para concorrer a uma vaga em algum processo de seleção que utilizou a nota da PND.
As inscrições para candidatos que desejam realizar a prova em 2026 estão abertas e podem ser feitas até 3 de julho, exclusivamente pelo Sistema PND do Inep. No mesmo período, os participantes poderão solicitar atendimento especializado e tratamento pelo nome social. A taxa de inscrição é de R$ 85 e poderá ser paga até 8 de julho. A aplicação da prova está prevista para 20 de setembro, e o resultado final será divulgado em 15 de dezembro.
Realizada anualmente pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a PND integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações voltadas à valorização do magistério, ao fortalecimento da formação docente e ao incentivo à carreira de professor na educação básica.
Utilização – A PND teve a adesão de 2.031 entes federativos em todo o país. Entre eles estão 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros. Em comparação com 2025, o número de redes que manifestaram interesse em usar a prova em seus processos de seleção no futuro registrou crescimento superior a 30%, ampliando o alcance da iniciativa em todo o país.
Do total de entes que aderiram à PND, 615 declararam interesse em utilizar os resultados da prova ainda este ano, dentre eles estão os estados Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Sergipe. Dentre as capitais, estão Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Florianópolis, João Pessoa, Natal, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória.
Mas, a partir desta edição, a adesão à PND passou a ter validade por tempo indeterminado. Isso significa que as redes de ensino que aderiram ao exame poderão utilizar os resultados da prova também nos próximos anos, sem a necessidade de realizar nova adesão, desde que prevejam expressamente o uso da prova em seus editais de seleção.
Os entes federativos que aderem à iniciativa podem utilizar os resultados do exame em concursos públicos e processos seletivos, de acordo com os critérios estabelecidos em seus respectivos editais.
Diretrizes – O conteúdo da PND é fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial de professores da educação básica, além de dispositivos normativos e legislações que regulamentam o exercício profissional das áreas avaliadas.
As matrizes de referência de cada curso definem o perfil esperado dos docentes e estabelecem as competências e habilidades que serão avaliados. Esses documentos também orientam a elaboração das questões, produzidas a partir do Banco Nacional de Itens (BNI) da educação superior, coordenado pelo Inep.
Estrutura – Segundo o edital que rege a avaliação, ela é composta por duas partes e tem duração total de cinco horas e 30 minutos. A primeira etapa corresponde à formação geral e reúne 30 questões objetivas e uma questão discursiva – os temas são relacionados à formação docente, à educação brasileira e aos desafios do exercício da profissão.
Já o componente específico é formado por 50 questões de múltipla escolha, voltadas aos conhecimentos próprios de cada área de formação. Neste ano, estão contempladas 21 áreas de conhecimento, incluindo Ciências da Natureza, Dança, Teatro e Letras Espanhol.
O objetivo é avaliar o domínio dos conteúdos, as competências e as habilidades necessários à atuação profissional dos futuros docentes.
Cronograma da PND 2026:
- Inscrições: 22 de junho a 3 de julho.
- Solicitação de atendimento especializado e uso do nome social: 22 de junho a 3 de julho.
- Pagamento da taxa de inscrição: 22 de junho a 8 de julho.
- Aplicação da prova: 20 de setembro.
- Divulgação do resultado final: 15 de dezembro.
Mais Professores – A PND faz parte do programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações de reconhecimento e qualificação do magistério da educação básica e de incentivo à docência no Brasil. A iniciativa é uma das estratégias centrais para o aprimoramento da qualidade da formação docente no país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC autoriza reforma no Campus Franco da Rocha do IFSP
O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta sexta-feira, 3 de julho, o início das obras no Campus Franco da Rocha do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Ao todo, estão previstos R$ 42,1 milhões em investimentos para a reforma de uma área tombada de 14 mil m² e aquisição de equipamentos e mobiliários para a unidade, que faz parte do plano de expansão dos institutos federais. A assinatura do termo de autorização ocorreu no Complexo Hospitalar do Juquery, no município de Franco da Rocha (SP), com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini.
A reforma tem investimento previsto de R$ 37,1 milhões e abrange o conjunto de prédios que foram cedidos para uso do IFSP, denominado Área Central, e o Complexo Hospitalar do Juquery. A iniciativa também contará com aporte de R$ 5 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para a aquisição de equipamentos e mobiliário.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou os investimentos e ampliação dos Institutos Federais pelo país.
“Em 1909, quando foi criado o primeiro Instituto Federal, existiam apenas 140 escolas no país. O estado de São Paulo tinha três. Hoje, o Brasil passa de 140 para 799 Institutos Fede, só nesse governo. Isso é resultado de decisão política e da prioridade dada à educação.”
Leonardo Barchini, ministro da Educação
Até a conclusão da sede definitiva, as atividades do campus serão realizadas em um espaço provisório cedido pela Prefeitura de Franco da Rocha. A estrutura conta com quadra poliesportiva, duas salas de aula com capacidade para 40 estudantes cada, laboratório de informática com instalação prevista para 40 computadores, cozinha, área de convivência, banheiros feminino e masculino, sala da direção e sala dos professores.
Expansão e consolidação – Por meio do Novo PAC, o governo federal está investindo R$ 2,7 bilhões para expansão dos institutos federais, implantando mais de 100 novas unidades em todo o país. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, principalmente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. O MEC destina, por meio do Novo PAC, R$ 370 milhões para a implementação e aquisição de equipamentos e mobiliário das unidades de São Paulo – Jardim Ângela; São Paulo – Cidade Tiradentes; São Paulo – Jaçanã; Osasco; Santos; Diadema; Ribeirão Preto; Sumaré; Franco da Rocha; Cotia; Carapicuíba; São Vicente; Mauá; Guarujá; Serrana; e São Bernardo do Campo.
O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,6 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFSP, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 247,7 milhões. No período de 2023 a 2026, já foram repassados R$ 167 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 80 milhões no âmbito do Novo PAC. Para os valores descentralizados, já estão inclusos os aditivos, no valor de R$ 24,9 milhões.
Institutos Federais – Cada instituição é composta por estruturas multicampi que atuam como unidades descentralizadas de ensino, pesquisa, extensão e inovação, garantindo a presença da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em todo o território nacional. Além de ofertarem cursos de educação profissional e tecnológica (EPT), essas unidades promovem o desenvolvimento local e regional, alinhadas às vocações e aos setores produtivos.
A Rede Federal é composta atualmente por 730 unidades, vinculadas a 39 institutos federais, a dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a 22 escolas técnicas vinculadas às universidades federais e ao Colégio Pedro II.
Resumo | Mais educação para São Paulo
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
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