Brasil
Luiz Marinho prestigia abertura da safra mineira do Café
Ao participar da abertura da safra mineira do café na Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé) na tarde desta segunda-feira(13) em Araguari (MG), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, lembrou às entidades patronais e de trabalhadores locais da importância das boas práticas trabalhistas na cadeia produtiva do café e, principalmente, os avanços alcançados com o Pacto do Café, iniciativa do MTE e do Instituto Brasileira do Café (IBC) que envolve produtores e entidades para promoção do trabalho decente no setor.
Luiz Marinho ressaltou a importância do Pacto, que propõe um esforço de todos para a proteção do trabalhador e das condições de trabalho no setor. “É importante destacar que o Pacto é bom para o trabalhador e também para o empregador, pois mostra para o mercado nacional e internacional a procedência do produto produzido pela sua propriedade, que valoriza o trabalhador e o meio ambiente. E garanto a vocês que não há porque ter medo da formalização no período da safra”, afirmou.
O ministro frisou que o trabalhador não põe em risco os benefícios do governo quando assina a carteira. “Ele continua no cadastro, que é apenas interrompido enquanto ele está formalizado, e no caso do infortúnio de perder o emprego, volta a receber o benefício, sem necessidade de um novo cadastro. Ele não sai do CadÚnico”, explicou.
Silas Brasileiro, presidente do IBC, exaltou o Pacto, afirmando a importância da junção de forças para valorizar o setor da cafeicultura. “Agradeço ao ministro pelo esforço em reunir entidades de todos os segmentos pelo bem do setor cafeeiro e os resultados têm sido visíveis”, salientou.
Presente ao evento, o secretário de Política Agrícola do MAPA, Guilherme Campos Júnior, também exaltou os resultados do Pacto. “Estamos juntos com o Ministério do Trabalho e Emprego nesse Pacto,. É gratificante os resultados, vermos um produto de excelência, como o café brasileiro, estar sendo produzido dentro de um acordo de boas práticas”, ressaltou
No cerrado mineiro são mais de 55 municípios produtores, com produção de 6 milhões de sacas por ano, sendo a maior área certificada no Brasil. A associação de produtores locais, a Coocacer, envolve 6 cooperativas, que se comprometeram com os princípios do Pacto. A 29ª Fenicafé, que ocorre a partir desta segunda-feira no Parque de Exposições Rondon Pacheco, Araguari, Minas Gerais, vai até 16 de abril sendo o maior evento brasileiro focado em irrigação e tecnologia na cafeicultura, reunindo pesquisadores e produtores. No evento ocorrem ainda o Encontro Nacional de Irrigação, a Feira de Irrigação e o Simpósio de Pesquisa.
Pacto – Firmado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2023, o Pacto do Café tem como objetivo principal fortalecer a cooperação entre o governo, entidades sindicais de empregadores e trabalhadores, com foco na melhoria das condições de trabalho. A iniciativa visa promover o trabalho decente por meio de ações de orientação, campanhas educativas e de comunicação, estimulando o respeito às normas trabalhistas em toda a cadeia produtiva do café.
Brasil
Brasil e México discutem plataformas conjuntas para desenvolvimento e produção de tecnologias em saúde
Em agenda internacional na Cidade do México nesta terça-feira (22), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a BIRMEX, empresa mexicana que produz, compra e distribui medicamentos e produtos biológicos. O encontro tratou da cooperação entre os dois países para desenvolver plataformas conjuntas de pesquisa, produção e transferência de tecnologia em saúde, com destaque para vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).
A parceria foi firmada em agosto de 2025, quando a Fiocruz, a empresa e o Ministério da Saúde do México estabeleceram um acordo para desenvolver pesquisas e promover a troca de conhecimentos e tecnologias na área. A iniciativa prevê visitas técnicas, intercâmbio entre pesquisadores, realização de seminários, capacitação de profissionais e busca conjunta de recursos para o desenvolvimento dos projetos.
“Temos hoje quatro ou cinco grandes laboratórios públicos no Brasil com capacidade de incorporar novas tecnologias. Esse é um desafio importante para nós, porque a transferência de tecnologia exige investimentos em equipamentos e infraestrutura. Temos todo o interesse em construir plataformas comuns, bilaterais, que possam significar um país exportar para o outro e também acompanhar conjuntamente o desenvolvimento dessas tecnologias”, destacou o ministro.
A cooperação também prevê a possibilidade de desenvolver projetos conjuntos e estabelecer plataformas comuns entre os dois países, com troca de informações e acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias. A proposta inclui diferentes etapas, da pesquisa e dos estudos clínicos à produção e à transferência de tecnologia, além da possibilidade de intercâmbio de produtos e conhecimentos entre Brasil e México.
O RNA mensageiro é uma tecnologia que orienta as células do organismo a produzir uma proteína capaz de estimular a defesa contra uma doença. A mesma tecnologia pode ser adaptada para diferentes vacinas, o que amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos imunizantes.
Produção nacional
Projetos de desenvolvimento de plataformas de mRNA estão em andamento no país, com participação da Fiocruz, do Instituto Butantan e do Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA). Os projetos contam com R$ 210 milhões em recursos do Ministério da Saúde.
Na Fiocruz, está em desenvolvimento uma vacina candidata contra a Covid-19, autorizada pela Anvisa para iniciar estudos clínicos como dose de reforço. O imunizante utiliza tecnologia de mRNA desenvolvida no país. Também estão em andamento estudos para produção de outras vacinas, para leishmaniose e tuberculose, na plataforma mRNA da Fiocruz. A planta piloto conta com certificação de Boas Práticas de Fabricação.
A Fiocruz participa do Programa Global de Transferência de Tecnologia de RNAm da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da iniciativa do Fundo de Patentes de Medicamentos, com um produto aprovado para a realização de estudos clínicos.
No Butantan, os recursos apoiam a implantação de uma unidade para produção de vacinas de mRNA, inicialmente voltadas para Covid-19 e raiva. Na UFMG, estão em desenvolvimento projetos contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de aplicações terapêuticas, incluindo imunoterapia contra o câncer.
A tecnologia de mRNA pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes imunizantes e adaptada conforme o alvo da vacina. O desenvolvimento de plataformas desse tipo envolve pesquisa, estudos clínicos, produção e transferência de tecnologia.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Educação6 dias agoPND 2026: entenda como funciona a prova
-
Esportes6 dias agoCorinthians perde para o Estudiantes e é eliminado da Libertadores
-
Política Nacional6 dias agoEleições 2026: saiba a ordem dos votos na urna eletrônica
-
Esportes6 dias agoPalmeiras supera a LDU nos pênaltis e avança à semifinal da Libertadores
-
Política Nacional6 dias agoSancionada Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos
-
Paraná5 dias agoMPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
-
Esportes6 dias agoAtlético-MG elimina Santos nos pênaltis e avança à semifinal da Sul-Americana
-
Política Nacional5 dias agoImportância do direito tributário é destacada em sessão especial
