Connect with us


Paraná

Lote 5 prevê duplicação completa da BR-369 entre Cascavel e Mamborê

Publicado em

O Lote 5 das novas concessões rodoviárias vai duplicar 109,2 quilômetros da BR-369 entre Mamborê, na região Centro-Oeste, e Cascavel, no Oeste. A obra consta no edital publicado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e está com leilão marcado para o dia 30 de outubro na B3, a Bolsa de Valores do Brasil, em São Paulo.

Esta é a segunda matéria da Agência Estadual de Notícias do Paraná (AEN) sobre as principais obras do Lote 05, desta vez focando no trecho da BR-369 que cruza os municípios de Juranda, Ubiratã, Corbélia e Cascavel. A primeira trata da duplicação de 61 km da BR-369 entre Campo Mourão e Mamborê.

Este novo trecho duplicado da BR-369 começa no km 394+200, entroncamento com a PR-468, e termina no km 507, no Trevo Cataratas.

JURANDA – No território de Juranda serão construídos seis novos viadutos do tipo Diamante, em que há uma saída e um acesso para a rodovia principal em ambos os sentidos pela pista da direita. O primeiro ficará no começo do trecho, no km 394, substituindo a rotatória com a PR-468, em frente à unidade local da Coamo, e os dois próximos no km 399 e km 403.

Leia mais:  Policiais civis e militares entregarão 300 viaturas sem manutenção ao governador

O próximo viaduto será implantado no km 407, substituindo a rotatória com a Avenida Brasil, no principal acesso à cidade, e depois um no km 410, próximo à Estrada Alto Alegre. O último Diamante ficará no km 414, perto do distrito de Rio Verde.

UBIRATÃ – As obras em Ubiratã começam com um viaduto do tipo Trombeta, que possui três ramos de acesso, no entroncamento com a PR-239, no km 417, seguido por um viaduto do tipo Parclo, que funciona como um retorno em desnível, no km 423.

Depois serão construídos cinco viadutos do tipo Diamante, o primeiro no km 427, e os dois seguintes em acessos à cidade, no km 430, rotatória com a Avenida João Medeiros, e no km 432, rotatória com a Avenida João Pipino. O próximo vai ficar no km 437, perto da Estrada Amazonas, e o último no km 442.

Também será construída uma nova ponte sobre o Rio Piquiri, no limite com Corbélia.

Leia mais:  De capela mortuária ao prédio próprio: escola especial de Nova Laranjeiras é transformada

A

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

CORBÉLIA – Corbélia terá um Diamante no km 448, próximo à ponte, e uma obra de correção de traçado da BR-369 no km 452, local de curvas sinuosas. O entroncamento com a PR-239 no km 455 será substituído por um Trombeta.

Também será construído um Diamante no perímetro urbano do distrito de Ouro Verde do Piquiri, km 462, e outro no km 467, logo adiante.

No distrito de Nossa Senhora da Penha será implantado um Diamante no km 472, entroncamento com a PR-574, e uma via marginal do km 472 ao km 473.

CASCAVEL – Em Cascavel, no último trecho da duplicação da BR-369, está previsto um volume maior de obras. Começando por um viaduto do tipo Diamante no km 501, e a partir dele vias marginais em ambos sentidos de tráfego até o km 507, e também ciclovias em ambos lados da pista até o km 507.

Também será implantada uma passarela para pedestres no km 503, perto da Rua Luiz Mantovani, e outra no km 504, entre a Rua da Tijuca e a Rua Serra do Mar.

Por último, será construído um Diamante no km 506, substituindo a rotatória no acesso ao Núcleo Industrial Cataratas.

Confira neste mapa a localização das obras mencionadas no texto.

LOTE – O edital do Lote 5 das novas concessões rodoviárias do Paraná prevê também a duplicação da BR-369 entre Campo Mourão e Mamborê, a duplicação da BR-163 entre Marechal Cândido Rondon e Guaíra, e o Contorno de Guaíra, que vai retirar do centro da cidade o tráfego da Ponte Ayrton Senna, que liga o Paraná e Mato Grosso do Sul. O investimento total será de R$ 11,7 bilhões para as regiões Centro-Oeste e Oeste.

Serão concedidos 432,7 quilômetros de rodovias, sendo R$ 6,6 bilhões em obras (Capex) e R$ 5,1 bilhões em conservação e serviços (Opex). São 238,57 quilômetros de duplicação, 19,99 km de vias marginais, 55 obras de arte especiais (viadutos e pontes), cinco passarelas para pedestres, 12 km de ciclovias e um novo contorno rodoviário de 3,71 km, entre outras obras.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná

Published

on

As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.

Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca. 

No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.

CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição. 

A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. 

“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.

Leia mais:  Prazo para inscrições das transferências fundo a fundo da Cultura encerra na segunda-feira

As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento. 

Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo. 

EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março. 

A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina. 

Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa. 

Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.

Leia mais:  Com Famtours, 94 agentes de viagens de todo país já fizeram imersão pelo turismo do Paraná

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.

“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.

A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte. 

A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo. 

O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262